Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD Mundipharma Astellas UICC Libbs GBT Abbvie Ipsen Sanofi Grunenthal Daiichi Sankyo


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Jovens com câncer de mama relatam como é conviver com a doença

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/08/2015 - Data de atualização: 17/08/2015


Deise Vilela Barroso recebe um medicamento intravenoso enquanto fala ao EXTRA e não, ela não quer deixar a ligação para mais tarde. A economista que, prestes a completar 33 anos, enfrenta um câncer metastático - que se espalhou pelo corpo - incurável, tem na voz o tom de quem aproveita cada segundo. Mesmo enquanto fala sobre medicamentos e frustrações, escolhe o tom doce de quem descobriu uma nova maneira de viver.

— Estava subindo uma escada e travei. Senti uma dor muito grande e procurei um ortopedista. A tomografia mostrou umas manchas na coluna e na bacia, e foi quando o médico me disse que poderia ser câncer. Para mim, foi o momento mais difícil — revela.

O tratamento começou em setembro de 2014, um ano depois do casamento com o engenheiro químico Samuel de Lima, de 30 anos. O câncer em metástase, que começou nos seios e tomou conta dos ossos, roubou também o sonho de ser mãe.

— Parei de fazer muitas coisas que amava, como correr. Nossa! Que vontade de sair por aí correndo! Mas o que me deixa realmente triste é que queria ter um filho e agora não posso mais. E tudo por um descuido meu, pois fiquei dois anos sem fazer os exames — conta.

Na web, ela encontrou o Instituto Oncoguia, que orienta mulheres de todas as idades sobre como garantir seus direitos jurídicos a tratamentos e suporte psicológico e conta que, em encontros promovidos para mulheres com câncer, é comum encontrar jovens com menos de 30 anos. Segundo a presidente e psicóloga da insituição, Luciana Barros, a sensação de que casos de câncer nessa faixa etária estão mais frequentes ainda não pode ser comprovada por pesquisas:

— É verdade que temos recebido mais jovens nessa situação, mas outros fatores podem explicar o surgimento desses casos como, por exemplo, a maior conscientização com relação à importância do acompanhamento médico. Mas o mais importante é que, caso a mulher descubra que está com a doença, é necessário dar a ela suporte, qualidade de vida — afirma.

Foi buscando aceitação na internet que a fisioterapeuta Evelin Scarelli, de 27 anos, se encontrou. Aos 23 anos, descobriu um câncer no seio e passou por um ano de dolorosos tratamentos, além de quatro cirurgias para remoção e reparo da mama esquerda.

— Quando retirei a mama, preferi pensar que ganhei próteses de silicone; o cabelo caiu e resolvi que as perucas seriam uma oportunidade de ser uma mulher diferente a cada dia; e na última cirurgia reparadora aproveitei para consertar meu nariz. Escolhi olhar para tudo isso como uma chance — diz.

Descobrir câncer em jovens: uma polêmica entre especialistas

O oncologista clínico Dante Pagnoncelli explica que o acompanhamento médico deve ser frequente em todas as idades, mas não existe, na comunidade científica, um consenso com relação a quando começar o rastreamento da doença. Afinal, a mamografia, o exame mais importante para a detecção precoce do câncer de mama, emite radiação:

— Não é possível prever o tamanho dos danos que essa exposição pode causar a uma paciente ao longo dos anos, especialmente considerando que ela vai passar pelo exame várias vezes. Por isso, médicos costumam pedir a mamografia no período pós-menopausa — explica.

As orientações são:

1) O autoexame pode ajudar, mas não é suficiente: o ideal é que seja realizado um exame profissional. De qualquer forma, faça entre cinco e dez dias depois da menstruação, durante o banho, usando sabonete para facilitar o manuseio da mama.

2) Exame de imagem: a ultrassonografia é a mais realizada em jovens por conta dos perigos que a radiação envolve. Consulte o médico pelo menos uma vez por ano.

Matéria publicada no Extra, em 16/08/2015.


Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2022 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive