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Jornada de oncologia discute perspectivas no tratamento do câncer de endométrio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/05/2017 - Data de atualização: 19/05/2017


A maioria dos estudos que indicam a conduta médica atual para câncer de endométrio foi feita independente do comportamento molecular do tumor. "Agora já é possível incorporar tecnologia para escolher como tratar as pacientes" disse a oncologista Angélica Nogueira Rodrigues no evento Next Frontiers to Cure Cancer 2017, organizado pelo ACC Camargo Cancer Center, em São Paulo.

Segundo destacou a Dra. Angélica na palestra Subtipos moleculares no câncer de endométrio, implicação para tratamento sistêmico, havia uma divisão em dois subtipos, 1 e 2, que foi mantida pelos últimos 30 anos. Por trás do comportamento clínico, no entanto, "há muito mais do que sinalização hormonal; há outras vias, outros genes alterados, e hoje aquela classificação em 1 e 2 é considerada simplista".

Foi a leitura do genoma de câncer de endométrio pelo The Cancer Genome Atlas Research Network (TCGA), publicado na revista Nature em 2013, que permitiu a abertura desse panorama. O trabalho mostrou que havia pelo menos quatro subtipos muito bem definidos, e de prognóstico muito diferente.

"Desde um tipo com prognóstico muito bom, chamado POLE, em que quase 100% das mulheres continuam vivas após cinco anos de tratamento, até um tipo de prognóstico muito ruim, chamado Número de Cópias Altas. Entre eles estão dois tipos intermediários, o MSI (Instabilidade dos microssatélites) e o Número de Cópias Baixas" resumiu a Dra. Angélica.

"Além do valor prognóstico, conhecer os genes mutados por trás desses subtipos moleculares pode servir como preditor de resposta a medicamentos", acrescentou.

A outra boa notícia, especialmente para os países mais pobres, é que poucos anos depois daquela publicação na Nature, um grupo de pesquisadores de Vancouver (Canadá) propôs uma simplificação,  quando conseguiram replicar as mesmas curvas de sobrevida e progressão do TCGA de forma mais econômica e acessível.

"No Brasil é possível fazer as tecnologias de testagem genética, mas ainda não na rede pública. E os trabalhos canadenses mostram que há uma boa correlação entre o sequenciamento dos genes que foi feito pelo TCGA, e estudos de imuno-histoquímica mais simples". Segundo destacou a Dra. Angélica, identificar os quatro subtipos por meio de testes imuno-histoquímicos vai permitir que esse conhecimento seja mais usado na prática, inclusive na rede pública de saúde.

"Brasil está alinhado com a tendência mundial de aumento de incidência câncer de endométrio, e a expectativa é de que em 15 anos a incidência atual dobre, que é aproximadamente 7.000 casos por ano", disse ao Medscape a Dra. Angélica, que pertence à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"Na universidade, por exemplo, não conseguimos sequenciar os pacientes, mas agora sabemos que quando não houver aceso a testes de sequenciamento genético, é possível fazer testes de imuno-histoquímica. Para o clínico que trata o câncer de endométrio, simplificar sem perder a visão da complexidade é muito importante".

Segundo ela, que é presidente do EVA - Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, muitos profissionais já testam suas pacientes, e conseguem assim saber um pouco mais para definir a terapêutica.

"Fazer o sequenciamento ou a via imuno-histoquímica, às vezes é de utilidade para não insistir em medicamentos citotóxicos que não vão ser o melhor para o paciente. Na segunda linha de tratamento de câncer de endométrio se acaba fazendo coisas off label, e o conhecimento da biologia molecular ajuda a tomar decisões".

No tratamento do câncer de endométrio há novas terapias em distintas fases de pesquisa. Algumas mais preliminares, outras em fase 2 e 3,  e o racional que considera a biologia molecular está ajudando no controle da doença de forma mais adequada.

Em relação ao impacto das novidades nos países menos desenvolvidos, no entanto, há mais um ponto a considerar. No Brasil as pacientes de câncer de endométrio são diagnosticadas em estádios mais avançados do que em países desenvolvidos, e há uma significativa demora para início do tratamento, segundo um levantamento do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos ainda não publicado. Nele foram avaliadas 150.000 pacientes com câncer ginecológico do banco de dados do Registro Hospitalar de Câncer do Brasil, informou a Dra. Angélica.

"No tratamento precoce às vezes cirurgia ou radioterapia é suficiente. Mas, quanto mais avançada está a doença, maior será a necessidade de um estudo molecular que ajude na escolha de um medicamento."

Composto por oncologistas, radiologistas e cirurgiões, além de outros profissionais da saúde, o Grupo brasileiro de Tumores Ginecológicos é voltado para o ensino, a pesquisa e a defesa da paciente com câncer ginecológico.

Fonte: Medscape

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