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Informar-se sobre o câncer também é cuidar da saúde

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/01/2021 - Data de atualização: 19/01/2021


Você é uma das pessoas que preferem não falar nem ouvir sobre câncer porque “falar atrai”? Pois saiba que não é a única, embora a ideia esteja totalmente equivocada e amparada em preconceitos impregnados em nossa cultura. As pessoas confundem o diagnóstico do câncer com uma sentença de morte. Outra ideia popular é a de que se trata de “um castigo”.

Décadas atrás, os tumores eram diagnosticados somente em estágio avançado e poucas pessoas se curavam. Mas, hoje, isso mudou radicalmente. Com o diagnóstico mais precoce – possível graças a inúmeras tecnologias, incluindo os testes genéticos –, a gente tem um armamentário muito mais eficiente para recuperação do paciente, para tratar, para curar, para ter qualidade de vida. Com exames que identificam síndromes hereditárias, hoje é possível realizar até mesmo programas de prevenção específicos para indivíduos com predisposição hereditária, reduzindo as chances ou até evitando completamente o aparecimento do tumor. Isso não existia antes.

Outro grande problema do passado era o tratamento muito tóxico. Não havia medicação, por exemplo, para náuseas e vômitos. As pessoas sofriam muito. Atualmente é tudo muito mais moderno. Tratar o câncer hoje não corresponde necessariamente àquela antiga imagem de pessoas passando muito mal, quando o tratamento, muitas vezes, trazia efeitos colaterais piores do que os sintomas da própria doença.

Os laboratórios de genética molecular contribuem ainda para a seleção de melhores terapias. É o que chamamos de tratamento de precisão e personalizado, nos quais informações sobre os fatores e características genéticas do tumor, de sua carcinogênese, permitem o uso de medicamentos mais eficientes e menos tóxicos. Essas terapias são elaboradas para atacar diretamente as células doentes, sem agredir tecidos saudáveis, como ocorreria na oncologia tradicional.

O preconceito ainda existe, tanto que alguns programas de TV se recusam a falar do tema "câncer" sob a alegação de que a linha editorial foca somente em saúde. Ora, levar conteúdos sobre prevenção, tecnologias que facilitam o diagnóstico, combater o preconceito e o tabu não é justamente promover a saúde?

É importante a imprensa divulgar constantemente sobre como os bons hábitos de vida (a alimentação saudável, o controle de peso, não fumar, não beber, o cuidado com a exposição à luz solar) contribuem para a prevenção do câncer. Estabelecer a relação entre as causas e a incidência dessa enfermidade é indispensável, pois, apesar de as tecnologias de prevenção, rastreamento e tratamento terem evoluído anos-luz, para alguns tumores a ocorrência tem au- mentado. Estudo publicado recentemente na revista Jama Network Open, por exemplo, mostrou que as taxas de câncer aumentaram 30% de 1973 a 2015 entre adolescentes e adultos jovens norte-americanos, de 15 a 39 anos.

Apesar de fatos como esse, o cenário melhorou quanto ao acesso a informações. E a mídia influenciou bastante. Inclusive, essa coluna é um exemplo disso: um espaço para falar sobre a temática de forma didática, algo impensável há alguns anos. O conhecimento está mais democratizado, disponível nas telas dos celulares.

Desde que as pessoas procurem fontes confiáveis ou oficiais, elas têm informações de melhor qualidade, diferentemente do que acontecia no passado, quando a principal fonte eram as rodas de conversas entre amigos.

A população tem papel fundamental para desmistificar a palavra câncer: se educando, se informando com as fontes corretas, entendendo que o câncer é uma doença possível de prevenir e de detectar precocemente. É importante perder o medo, quebrar o tabu.

Enquanto não se fala do câncer, está se ocultando. Ou então mitifica e mistifica. Por isso, convido você a falar bastante sobre esse tema. Uma vez que haja detecção precoce, as chances de cura chegam a praticamente 100%.

Fonte: Estado de Minas

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.

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