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Imunoterapia para Linfoma de Hodgkin

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/06/2015 - Data de atualização: 26/06/2018


A imunoterapia é o uso de medicamentos para estimular o sistema imunológico a reconhecer e destruir de forma efetiva as células cancerígenas. A imunoterapia pode ser usada para tratar alguns pacientes com linfoma de Hodgkin.

Anticorpos Monoclonais


Os anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico para combater infecções. Os anticorpos monoclonais produzidos em laboratório são desenhados para agir em um alvo específico, como uma substância da superfície dos linfócitos.

Alguns anticorpos monoclonais são usados no tratamento do linfoma de Hodgkin:

  • Vedotin Brentuximabe. Este medicamento é um anticorpo anti-CD30 ligado a um quimioterápico. As células do linfoma de Hodgkin normalmente têm a molécula CD30 em sua superfície. O anticorpo age como um marcador, trazendo o medicamento quimioterápico para as células do linfoma, levando-as à morte quando tentam se dividir em novas células. Esse medicamento é útil para os pacientes com doença avançada ou para aqueles que não podem fazer um transplante de células tronco. Também está em estudo para determinar seu uso com a quimioterapia no início do tratamento. É administrado por via intravenosa a cada 3 semanas. Os efeitos colaterais comuns incluem neuropatia, diminuição das taxas sanguíneas, fadiga, febre, náuseas, vômitos, infecções, diarreia e tosse. Efeitos raros que podem ocorrer são dificuldade respiratória e queda da pressão arterial.

  • Rituximab. Este anticorpo se liga a uma substância denominada CD20 encontrada em alguns tipos de células do linfoma, destruindo-a. O rituximab pode ser utilizado no tratamento do linfoma de Hodgkin de predomínio nodular, muitas vezes administrado junto com quimioterapia e/ou radioterapia. É administrado por via intravenosa. Quando utilizado isolado, é normalmente administrado uma vez por semana, durante 4 semanas, o que pode ser repetido durante vários meses. Quando combinado com quimioterapia, é administrado no primeiro dia de cada ciclo do tratamento. Os efeitos colaterais comuns podem incluir calafrios, febre, náuseas, erupções cutâneas, fadiga e dores de cabeça. Raramente, ocorrem outros efeitos colaterais, como dificuldade respiratória e queda da pressão arterial. Mesmo se estes sintomas ocorram na primeira infusão, é incomum que aconteçam nas doses posteriores. O rituximab pode causar hepatite B em pacientes previamente infetados pelo vírus, provocando, às vezes, problemas hepáticos ou mesmo a morte. Seu médico provavelmente solicitará exames de sangue para determinar o risco de infecção pelo vírus da hepatite B. Esta droga também pode aumentar o risco de determinados tipos de infecções algum tempo após a interrupção do tratamento.

  • Inibidores do ponto de controle imunológico. Uma parte importante do sistema imunológico é sua capacidade de impedir o ataque às células normais do corpo. Para isso, ele usa pontos de controle, moléculas nas células do sistema imunológico que precisam ser ligadas (ou desligadas) para iniciar uma resposta imunológica. Às vezes, as células cancerígenas usam esses pontos de controle para evitar serem atacadas pelo sistema imunológico. Os medicamentos recentes que têm como alvo esses pontos de controle são promissores no tratamento contra o câncer. Em inglês, são chamados de check point inhibitors, ou bloqueadores dos pontos de controle.

  • Nivolumab e pembrolizumab. São medicamentos que têm como alvo o PD-1, uma proteína das células do sistema imunológico denominada célula T que normalmente impede as células de atacar outras células do corpo. Ao bloquear o PD-1, esses medicamentos aumentam a resposta imunológica do corpo contra as células cancerígenas. Isso pode reduzir o tamanho de alguns tumores ou retardar seu crescimento. Esses medicamentos podem ser usados em pacientes com linfoma de Hodgkin clássico cujo tumor cresceu ou recidivou após outros tratamentos não responderem. Esses medicamentos são administrados como infusão intravenosa, geralmente a cada 2 ou 3 semanas. Os efeitos colaterais desse medicamentos podem incluir fadiga, febre, tosse, náusea, coceira, erupção cutânea, perda de apetite, dor nas articulações, constipação e diarreia. Esses medicamentos agem basicamente removendo os freios do sistema imunológico do corpo. Às vezes, o sistema imunológico começa a atacar outras partes do corpo, o que pode provocar problemas importantes nos pulmões, intestinos, fígado, glândulas produtoras de hormônios, rins ou outros órgãos. É muito importante informar imediatamente qualquer novo efeito colateral ao seu médico, porque caso ocorra um efeito grave, o tratamento pode precisar ser interrompido e você pode ser medicado com altas doses de corticosteroide para suprimir o sistema imunológico.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Imunoterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Fonte: American Cancer Society (29/03/2017)


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