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Imunoterapia para Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/09/2014 - Data de atualização: 28/05/2019


Imunoterapia é o uso de medicamentos para estimular o sistema imunológico de uma pessoa para reconhecer e destruir células cancerígenas de forma mais eficaz. A imunoterapia pode ser utilizada para tratar algumas formas de câncer de pulmão de não pequenas células.

Inibidores do controle imunológico

Uma função importante do sistema imunológico consiste na sua capacidade de atacar as células normais e anormais do corpo. Para fazer isso, ele usa um ponto de controle - moléculas nas células imunológicas que precisam ser ativadas (ou desligadas) para iniciar uma resposta imunológica. As células cancerígenas usam esses pontos de verificação para evitar serem atacadas pelo sistema imunológico. Os medicamentos mais novos que tem como alvo estes pontos de controle são muito promissores nas novas opções terapêuticas contra o câncer.

  • Nivolumab e pembrolizumab. Tem como alvo o PD-1, uma proteína do sistema imunológico denominada célula T, que normalmente impede que essas células ataquem outras células do corpo. Ao bloquear PD-1, estes medicamentos aumentam a resposta imunológica contra as células cancerígenas. Isto pode reduzir o tamanho de alguns tumores ou retardar seu crescimento.
     
  • Atezolizumab. Tem como alvo o PD-L1, uma proteína relacionada ao PD-1, que é encontrada em algumas células tumorais e células imunológicas. Bloquear esta proteína pode ajudar a aumentar a resposta imunológica contra as células cancerígenas.

O nivolumab, pembrolizumab e atezolizumab podem ser usados ​​em pacientes com determinados tipos de câncer de pulmão de não pequenas células avançado que começam a crescer novamente após a quimioterapia ou outros tratamentos. O pembrolizumab e o atezolizumab também podem ser usados ​​como parte do primeiro tratamento em alguns pacientes com doença avançada. Para pacientes com doença em estágio III que não podem fazer a cirurgia ou a quimioterapia junto com a radioterapia, o pembrolizumab pode ser administrado como primeiro tratamento.

  • Durvalumab. Também tem como alvo a proteína PD-L1. Esse medicamento é usado de forma um pouco diferente dos outros medicamentos imunoterápicos. Ele é usado em pacientes com determinados tipos de câncer de pulmão de não pequenas células cuja doença não piorou depois de já terem recebido quimioterapia junto com a radioterapia (quimiorradiação). O objetivo desse tratamento é evitar a evolução da doença o maior tempo possível.

Estes medicamentos são administrados por via intravenosa a cada 2 ou 3 semanas.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais destes medicamentos podem incluir fadiga, tosse, náusea, prurido, erupção cutânea, perda de apetite, constipação, dores nas articulações e diarreia.

Outros efeitos colaterais mais graves ocorrem menos frequentemente. Estes medicamentos funcionam basicamente removendo os freios do sistema imunológico do corpo. Às vezes, o sistema imunológico começa a atacar outras partes do corpo, o que pode provocar problemas graves ou mesmo fatais nos pulmões, intestinos, fígado, glândulas que produzem hormônios, rins ou outros órgãos.

É importante relatar imediatamente quaisquer novos efeitos colaterais ao seu médico. Se ocorrerem efeitos colaterais graves, o tratamento poderá ser interrompido e administradas doses elevadas de corticosteroides para suprimir o sistema imunológico.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Imunoterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (18/04/2019)



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