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Imunoterapia para Câncer Colorretal

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/11/2017 - Data de atualização: 25/02/2019


Imunoterapia é o uso de medicamentos para estimular o sistema imunológico de uma pessoa a reconhecer e destruir células cancerosas de forma mais eficaz. A imunoterapia pode ser utilizada para tratar algumas formas de câncer colorretal avançado.

Inibidores do controle imunológico

Uma função importante do sistema imunológico consiste em sua capacidade de atacar as células normais e anormais do corpo. Para fazer isso, ele usa pontos de verificação – as chamadas moléculas de controle imunológico em células imunológicas que precisam ser ativadas (ou desativadas) para iniciar uma resposta imunológica. Em inglês, são chamados de check point inhibitors, ou inibidores dos pontos de controle. As células cancerígenas, às vezes, usam esses pontos de controle para evitar serem atacadas pelo sistema imunológico. Os medicamentos imunoterápicos modernos têm como alvo esses pontos de controle, reestabelecendo a atividade destas células da imunidade no combate às células cancerosas. Esses medicamentos se mostraram úteis contra muitos tipos de câncer nos últimos anos.

Os medicamentos chamados inibidores do controle imunológico podem ser usados em pacientes cujas células cancerígenas colorretais tenham sido testadas positivamente para alterações genéticas específicas, como um alto nível de instabilidade de microssatélites (MSI-H) ou alterações em um dos genes de reparo de incompatibilidade (MMR). Os medicamentos são usados para pacientes com doença ainda em desenvolvimento após o tratamento com quimioterapia. Também podem ser usados no tratamento de pacientes cujo tumor não pode ser removido cirurgicamente, ou recidivou após o tratamento, ou que a doença está disseminada.

Inibidores da PD-1

Pembrolizumab e nivolumab. São medicamentos que têm como alvo a PD-1, uma proteína do sistema imunológico que funciona como um bloqueador do ataque das células imunes ao tumor. Ao bloquear a PD-1, estes medicamentos aumentam a resposta imunológica contra as células cancerígenas.

Esses medicamentos são administrados por infusão intravenosa, a cada 2 ou 3 semanas.

Os efeitos colaterais desses medicamentos podem incluir fadiga, febre, náusea, erupção cutânea,  perda de apetite, constipação, dor nas articulações e diarreia.

Outros efeitos colaterais graves podem ocorrer com menos frequência. Esses medicamentos funcionam basicamente removendo os freios no sistema imunológico do corpo. Às vezes, o sistema imunológico ataca outras partes do corpo, provocando problemas nos pulmões, intestino, fígado, glândulas hormonais, rins ou outros órgãos.

Inibidor de CTLA-4

Ipilimumab. É outro medicamento que estimula a resposta imunológica, mas tem um alvo diferente. Bloqueia a CTLA-4, outra proteína das células T que normalmente ajuda a mantê-las sob controle.

Este medicamento pode ser usado junto com o nivolumab no tratamento do câncer colorretal, mas não é usado isoladamente. É administrado por infusão intravenosa, geralmente uma vez a cada 3 semanas para 4 tratamentos.

Os efeitos colaterais mais comuns deste medicamento incluem fadiga, diarreia, erupção cutânea e coceira.

Outros efeitos colaterais graves parecem ocorrer mais frequentemente com este medicamento do que com os inibidores de PD-1. Como os inibidores da PD-1, esse medicamento pode levar o sistema imunológico a atacar outras partes do corpo, o que pode provocar problemas nos intestinos, fígado, glândulas produtoras de hormônios, nervos, pele, olhos ou outros órgãos.

É importante relatar qualquer novo efeito colateral ao seu médico, para que ele possa ser gerenciado e, se for o caso, diminuir a dose dos medicamentos ou mesmo interromper o tratamento temporariamente.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Imunoterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (13/07/2018)



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