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Imunoterapia para Câncer Colorretal

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/11/2017 - Data de atualização: 15/09/2020


Imunoterapia é o uso de medicamentos para estimular o sistema imunológico de uma pessoa a reconhecer e destruir células cancerígenas de forma mais eficaz. A imunoterapia pode ser utilizada para tratar algumas formas de câncer colorretal avançado.

Inibidores do controle imunológico

Uma função importante do sistema imunológico consiste em sua capacidade de atacar as células normais e anormais do corpo. Para fazer isso, ele usa pontos de verificação – as chamadas moléculas de controle imunológico em células imunológicas que precisam ser ativadas (ou desativadas) para iniciar uma resposta imunológica. As células cancerígenas, às vezes, usam esses pontos de controle para evitar serem atacadas pelo sistema imunológico. Os medicamentos imunoterápicos que têm como alvo esses pontos de controle restauram a resposta imunológica contra as células do câncer colorretal.

Os medicamentos chamados inibidores do controle imunológico podem ser usados em pacientes cujas células cancerígenas colorretais tenham sido testadas positivamente para alterações genéticas específicas, como um alto nível de instabilidade de microssatélites (MSI-H) ou alterações em um dos genes de reparo de incompatibilidade (MMR). Os medicamentos são usados no tratamento de pacientes cujo tumor não pode ser removido cirurgicamente, ou recidivou após o tratamento, ou que a doença está disseminada.

Inibidores da PD-1

Pembrolizumabe e nivolumabe. São medicamentos que têm como alvo a PD-1, uma proteína do sistema imunológico, denominada células T, que funciona como um bloqueador do ataque das células imunes ao tumor. Ao bloquear a PD-1, esses medicamentos aumentam a resposta imunológica contra as células cancerígenas.

O pembrolizumabe é usado como primeiro tratamento para pacientes com câncer colorretal avançado ou metastático. É administrado por infusão intravenosa, a cada 3 ou 6 semanas.

O nivolumabe é usado isoladamente ou com ipilimumab para pacientes com câncer colorretal metastático que continua em desenvolvimento após o tratamento com quimioterapia. É administrado isoladamente por infusão intravenosa a cada 2 ou 4 semanas. Se for usado junto com o ipilimumabe será administrado a cada 3 semanas.

Inibidor de CTLA-4

Ipilimumab. É outro medicamento que estimula a resposta imunológica, mas tem um alvo diferente. Bloqueia a CTLA-4, outra proteína das células T que normalmente ajuda a mantê-las sob controle.

Este medicamento pode ser usado junto com o nivolumabe no tratamento do câncer colorretal, mas não é usado isoladamente. É administrado por infusão intravenosa, geralmente uma vez a cada 3 semanas para 4 tratamentos.

Os efeitos colaterais mais frequentes desse medicamento incluem fadiga, tosse, náusea, diarreia, erupção cutânea, perda de apetite, constipação, dor nas articulações e coceira.

Outros efeitos colaterais graves parecem ocorrer com menos frequência.

Reação à infusão. Alguns pacientes podem ter uma reação à infusão enquanto recebem o medicamento, similar a uma reação alérgica, o que pode incluir febre, calafrios, rubor facial, erupção cutânea, coceira, tontura e problemas respiratórios.

Reação autoimune. Esses medicamentos agem basicamente removendo uma das proteções que impede o sistema imunológico de atacar outras partes do corpo. Isso eventualmente pode levar a problemas sérios nos pulmões, intestinos, fígado, glândulas produtoras de hormônios, nervos, pele, rins ou outros órgãos.

É importante comunicar, imediatamente, quaisquer novos efeitos colaterais ao seu médico. O tratamento pode precisar ser interrompido e você receber altas doses de corticosteroides para suprimir o sistema imunológico.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Imunoterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 29/06/2020, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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