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Hospitais tentam solução com o governo para evitar paralisação na produção de remédio contra câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/09/2021 - Data de atualização: 17/09/2021


A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) entrou em contato nesta quinta-feira, 16, com os ministérios da Saúde e da Economia para tentar encontrar uma solução urgente diante do anúncio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), de que a partir do próximo dia 20 vai suspender temporariamente a produção de remédios contra câncer por impossibilidade orçamentária para aquisições e contratações. Especialistas já falam em apagão no tratamento de câncer no País e em prejuízos para até 2 milhões de pacientes.

O órgão importa radioisótopos de produtores na África do Sul, Holanda e Rússia, além de adquirir insumos nacionais para produção de radioisótopos e radiofármaco. Na Medicina, radioisótopos são utilizados em estudo, diagnóstico e tratamento de diversas doenças, sobretudo câncer.

"Grande parte desses produtos para tratamento do câncer tem uma durabilidade de um ou dois dias, então a entrega aos hospitais é quase que diária, especialmente o iodo que é altamente utilizado no tratamento para câncer. Você não estoca iodo, vai ter que interromper o tratamento", explicou Antônio Brito, diretor-executivo da Anahp. Alguns hospitais, informou, possuem o chamado quarto de iodo para pacientes em determinadas condições, onde todo o ambiente é preparado com tratamento de iodo, e terão de deixar de funcionar.

Brito, que foi assessor do ex-presidente Tancredo Neves e na área política exerceu mandatos como deputado federal constituinte e foi presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, entre outros, criticou o Ipen por ter avisado sobre o problema com pouca antecedência, e ressaltou que a falta de remédios vai agravar muito a situação dos pacientes de câncer, que já tiveram tratamento interrompido pela pandemia do covid-19. "A maioria dos tratamentos foi interrompida durante a pandemia e é fácil supor que grande parte das pessoas que está indo para tratamento oncológico já com grande atraso, por causa do ano e 8 meses de pandemia. É como se um raio caísse duas vezes na cabeça deles", observou.

A sugestão que Brito deu aos ministérios é de que seja editada urgentemente uma Medida Provisória para liberar recursos para o Ipen, ou que seja feita uma transferência de recursos intragoverno, "que acho, ninguém se oporia".

Na quarta-feira, reportagem do Estadão mostrou o risco de um apagão de radiofármacos fornecidas pelo Ipen, após uma carta do órgão avisar na última terça-feira, 14, aos hospitais e clínicas, que a partir do dia 20 de setembro poderá interromper o abastecimento por falta de recursos para importar os insumos necessários para sua fabricação. A carta foi interpretada como um pedido de socorro do Ipen para que o setor médico pressione o governo e libere as verbas necessárias para continuar a produção dos remédios.

Procurados, nem o MCTIC nem o Ministério da Saúde responderam às solicitações da reportagem.

Fonte: Estadão 



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