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Gerenciando os sintomas do câncer avançado

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/12/2019 - Data de atualização: 21/01/2020


O câncer avançado não responde mais ao tratamento, mas mesmo assim ainda existem condutas que podem ser tomadas para melhorar a qualidade de vida do paciente pelo maior tempo possível. Esse cuidado, que visa aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida, é denominado tratamento de suporte.

Em algum momento, você pode optar por receber apenas terapia de suporte. As terapias de suporte são a atenção que se oferece ao paciente para tratar os sintomas provocados pela doença, aliviar o sofrimento e melhorar sua qualidade de vida.

Os sintomas comuns tratados, controlados ou aliviados pelos tratamento de suporte podem incluir:

  • Dor.
  • Problemas respiratórios.
  • Perda de apetite.
  • Perda de peso.
  • Fadiga.
  • Depressão e ansiedade.
  • Confusão.
  • Náuseas e vômitos.
  • Constipação.

Aqui, relacionamos alguns dos sintomas que podem ocorrer quando o câncer avançado atinge diferentes partes do corpo. Nem todos os pacientes apresentaram todos esses sintomas e algumas dessas informações podem não se aplicar a você. Em muitos casos, esses sintomas não são provocados diretamente pelo câncer ou podem ter mais de uma causa. Apenas seu médico poderá lhe dizer quais sintomas podem ser relacionados ao seu tumor.

Se a doença se disseminou para o abdômen

          Acúmulo de líquido no abdômen (Ascite)

Alguns tipos de câncer provocam acúmulo de líquido no abdômen, o que pode fazer com que o paciente se sinta inchado e desconfortável. O excesso de líquido também pode empurrar os pulmões para cima e dificultar a respiração.

O tratamento consiste na retirada do líquido com uma agulha para aliviar os sintomas por um determinado tempo, porque geralmente o líquido voltará a ser formado. Se esse líquido continuar sendo formado, muitas vezes pode ser utilizado um cateter para drenagem.

          Obstrução intestinal

Obstrução intestinal é quando o tumor bloqueia o intestino. Essa obstrução impede que os alimentos e as fezes se movimentem o que leva a cólicas, dor abdominal e vômitos. Se a obstrução no intestino não for resolvida, a pressão abdominal aumenta e pode provocar uma perfuração que fará com que o conteúdo do intestino se espalhe em toda a cavidade abdominal. Quando isso ocorre, as bactérias do intestino contaminam a cavidade causando uma infecção muito grave. Isso pode provocar ainda mais dor, assim como náuseas e vômitos.

Muitas vezes, o tratamento cirúrgico não pode ser realizado devido ao paciente não ter condições físicas para o procedimento. Em outros pacientes, a doença poderá estar muito avançada para realizar a cirurgia. A decisão de realizar uma cirurgia deve ser ponderada contra as chances de retorno a uma vida confortável e com qualidade.

A colostomia pode ajudar se apenas o cólon estiver obstruído. Se o intestino estiver obstruído em uma área bem delimitada, pode ser colocado um stent para manter o órgão permeável. Essa pode ser uma opção para algumas obstruções do cólon e do intestino delgado.

Se a cirurgia ou a colocação dos stents para tratar a obstrução não forem úteis, outra opção de tratamento é a colocação de uma sonda nasogástrica para a retirada do conteúdo do estômago o que ajuda a aliviar as náuseas e vômitos e a impedir que a pressão intra-abdominal aumente e provoque uma perfuração.

          Bloqueio renal

Às vezes, o câncer localizado no abdômen pode bloquear os ureteres, que conduzem a urina dos rins para a bexiga. Se isso ocorrer, a urina volta para os rins e eles param de funcionar. Isso muitas vezes provoca cansaço e problemas estomacais.

Em muitos casos, o tratamento consiste na inserção de um stent através da bexiga e ureteres para mantê-los permeáveis e assim permitir que a urina volte a ser eliminada. Outra opção é colocar um cateter através da pele diretamente no rim para permitir que a urina seja drenada para uma bolsa coletora, o que é denominado nefrostomia.

Se a doença se disseminou para o cérebro

Os sintomas mais comuns de um tumor no cérebro são dores de cabeça ou incapacidade de mover alguma ou várias partes do corpo, como um braço ou perna. Outros sintomas podem incluir sonolência ou problemas auditivos, visuais e até para urinar. Convulsões também podem ocorrer nos casos de tumores cerebrais.

Medicamentos esteroides, como dexametasona, reduzem o inchaço ao redor dos tumores e geralmente aliviam os sintomas de imediato. Se o paciente apresentar uma convulsão, serão administrados medicamentos para prevenir a ocorrência de outras convulsões. Se houver apenas 1 ou 2 tumores disseminados no cérebro, esses podem ser removidos com cirurgia ou tratados com radiocirurgia estereotáxica. Alguns pacientes, especialmente aqueles com vários tumores no cérebro, são tratados com radioterapia externa em todo o cérebro.

Se o câncer se disseminou para as meninges

Alguns tipos de câncer podem se disseminar para as meninges, os tecidos que revestem o cérebro e a medula espinhal. Isso pode provocar fraqueza nos braços e pernas, alterações na fala, problemas de deglutição, problemas de visão e fraqueza dos músculos faciais.

Os sintomas podem sugerir que o tumor se disseminou para as meninges, mas isso geralmente não é visualizado em exames de imagem, como ressonância magnética. Para seu diagnóstico é necessário fazer uma punção lombar para retirar uma amostra do líquido cefalorraquidiano ou LCR que protege o cérebro e a medula espinhal e que é enviado para análise em um laboratório de patologia.

Como a maioria dos medicamentos quimioterápicos entra na corrente sanguínea, mas não atravessa o LCR, meninges, cérebro ou medula espinhal, o tratamento mais comum para a disseminação leptomeníngea é a quimioterapia intratecal. Isso pode ser feito durante uma punção lombar ou usando um reservatório de Ommaya.

A radioterapia no cérebro e na medula espinhal também pode ser administrada para tratar tumores que se disseminaram para as meninges.

Se o câncer se disseminou para o fígado

Os tumores cancerígenos no fígado podem provocar perda de apetite e cansaço. Alguns pacientes também podem sentir dor na parte superior direita do abdômen.

Se a doença estiver muito avançada, o fígado não irá ter uma resposta favorável. Normalmente o fígado mantém os níveis da bilirrubina dentro de parâmetros normais, mas se não estiver respondendo, pode acumular e provocar icterícia. O fígado também metaboliza uma série de substâncias tóxicas do sangue. Quando o fígado não está respondendo mais ao tratamento, essas substâncias também podem se acumular no sistema nervoso central, o que se denomina encefalopatia hepática, podendo provocar confusão, sonolência e até coma.

O tratamento consiste em:

  • Se existirem até cinco 5 tumores no fígado, podem ser tratados com cirurgia ou tratamentos ablativos.
  • Se houverem mais tumores, a quimioterapia pode ser usada. A quimioterapia pode ser administrada por via intravenosa ou diretamente em um vaso sanguíneo que chegue até o fígado.
  • Em alguns casos, pode ser realizado um procedimento para bloquear o suprimento de sangue para o tumor (embolização).
  • A encefalopatia hepática pode ser tratada com lactulose ou com antibióticos em caso de infecção.

Se o câncer se disseminou para o tórax ou pulmões

          Falta de ar

A falta de ar pode ter várias causas relacionadas ao câncer. Um tumor obstruindo as vias aéreas pode dificultar a entrada e saída de ar nos pulmões. Células cancerígenas nos pulmões podem dificultar a troca de gases nos pulmões. O acúmulo de líquido ao redor dos pulmões (derrame pleural) também pode provocar falta de ar.

A diminuição dos glóbulos vermelhos (anemia) também pode fazer com que o paciente sinta falta de ar.

Os sintomas das doenças pulmonares, como asma, enfisema e outras doenças não relacionadas ao câncer, podem ser agravadas com o câncer.

O tratamento consiste em fornecer oxigênio, o que é muito útil para melhorar a troca gasosa.

Quando possível, tratar a causa alivia a falta de ar. O tratamento da doença com quimioterapia ou terapia-alvo pode ajudar. Se existir apenas um tumor obstruindo as vias aéreas, a radioterapia pode ser útil. Outra opção é fazer o tratamento a laser, com o auxílio de um broncoscópio, para reduzir o tamanho do tumor.

Quando líquido se acumula nos pulmões (edema pulmonar), comum em pacientes com problemas cardíacos, pode ser tratado com diuréticos e medicamentos para o coração. A anemia pode ser tratada com transfusões de sangue, o que alivia a falta de ar.

Também podem ser usados opioides para aliviar a sensação de falta de ar ou medicamentos ansiolíticos, para diminuir a tosse e aliviar a falta de ar.

          Líquido ao redor dos pulmões (Derrame pleural)

Tumores malignos no tórax ou nos pulmões pode provocar acúmulo de líquido ao redor dos pulmões o que é denominado derrame pleural. Esse líquido impede que os pulmões se expandam com o ar respirado e faz com que o paciente fique sem fôlego.

O tratamento pode consistir em:

  • Retirar o líquido com uma agulha (toracocentese).
  • Se o líquido continuar se formando, um cateter pode ser colocado para drenagem do mesmo.
  • Pode ser realizada uma pleurodese para selar o espaço entre o pulmão e tórax a assim diminuir ou eliminar a produção de líquido.
  • Tratamento com medicamentos como quimioterapia, hormonioterapia, terapia-alvo ou radioterapia, para reduzir a quantidade de líquido produzido.

          Líquido ao redor do coração (Derrame pericárdico)

O coração é revestido pelo pericárdio. Não é comum, mas o câncer pode se disseminar para esse tecido e provocar acúmulo de líquido ao redor do coração o que é denominado derrame pericárdico. Os sintomas podem incluir falta de ar, diminuição da pressão arterial, edema no corpo, sensação de falta de ar e cansaço.

O tratamento consiste em retirar o líquido com uma agulha (pericardiocentese) e, para impedir que o líquido se acumule novamente, uma parte do pericárdio pode ser removida, ao que se denomina janela pericárdica.

          Síndrome da veia cava superior

A veia principal que retorna o sangue da parte superior do corpo ao coração é a veia cava superior. Às vezes, tumores localizados no tórax ou no pulmão podem comprimir essa veia, obstruindo o fluxo sanguíneo para o coração, o que fará com que o sangue volte aos pulmões, rosto e braços.

Os sintomas podem incluir falta de ar, sensação de plenitude ou pressão na cabeça, edema no rosto, pescoço e braços, tosse, dor no peito, vermelhidão facial e inchaço nas veias do pescoço. Se não for tratado, pode afetar o fluxo sanguíneo para o cérebro, provocando confusão, alterações na consciência ou até coma.

O tratamento consiste em realizar radioterapia e/ou quimioterapia, imediatamente, para reduzir o tamanho do tumor. Se isso não for possível, é inserido um stent por uma veia do braço ou pescoço para manter o vaso aberto. Também podem ser administrados diuréticos para diminuir o inchaço e remover o líquido extra do corpo.

Se o câncer se disseminou para a pele

O câncer avançado que se disseminou para a pele pode provocar nódulos ou até feridas, que podem ser bastante dolorosos e em alguns casos provocar infecções.

O tratamento consiste em administrar:

  • Radioterapia para reduzir e/ou secar os nódulos ou feridas.
  • Medicamentos quimioterápicos localmente.
  • Antibióticos em caso de infecção.

Fonte: American Cancer Society (16/12/2016)



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