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Fotobiomodulação para pacientes com câncer: mito ou verdade?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/06/2018 - Data de atualização: 19/06/2018


Fotobiomodulação (FBM) é o uso da luz vermelha ou infravermelha para curar, restaurar e estimular múltiplos processos fisiológicos e reparar danos causados por lesão ou doença. Essa luz pode ser proveniente de lasers ou de LEDs.

 A PBM já é utilizada ha muitas décadas na fisioterapia para tratar feridas e problemas ortopédicos como tendinites e bursites. Atualmente, é amplamente aceito que a luz dos LEDs se comporta da mesma forma que a luz laser para a maioria das aplicações na área da saúde. 

O mecanismo do laser no corpo humano se dá quando parte da luz é absorvida pelo tecido gerando um fenômeno fotobiológico na célula que promove ações analgésicas, anti- inflamatórias e de reparação tecidual.

E porque sempre ouvimos que usar laser e led em pacientes com câncer é proibido?

Porque em alguns estudos antigos foi mostrado que a fototerapia poderia estimular o crescimento de células cancerígenas e também poderia aumentar a agressividade de algumas dessas células. No entanto, nem todos os estudos experimentais encontraram os mesmos resultados. Por outro lado, percebeu-se que a FBM era altamente eficaz no tratamento de numerosos efeitos colaterais do tratamento oncológico. Esses efeitos colaterais podem ser tão graves que muitas vezes levam à suspensão ou interrupção da terapia do câncer, com consequente risco para o paciente, pois não finalizar o tratamento proposto pode diminir a sobrevida do doente. 

Apesar da existência de  estudos que demonstraram que o FBM pode aumentar a taxa de crescimento das células tumorais na cultura celular (in vitro), o número de estudos que sugerem que o PBM pode realmente exacerbar ou estimular o crescimento em modelos de tumores animais in vivo são relativamente poucos. Muitos não entendem que estudos feitos em células isoladas em uma lâmina, não refletem o que acontece com precisão na maioria dos pacientes humanos. 

Estudos mostram que as células cancerígenas tem um comportamento totalmente diferente das células normais saudáveis quando submetidas a FBM. 

Já foi comprovado que a FBM é capaz de aumentar a imunidade nesse grupo de pacientes, é capaz de matar células tumorais - inclusive existem estudo que sugerem um efeito protetivo da FBM, onde pacientes com tumores avançados que receberam FBM tiverem um maior tempo de sobrevida.

Todos os tecidos sofrem o efeito benéfico da FBM: ossos, músculos, nervos, tendões, pele, mucosas entre outros. Nos pacientes oncológicos a FBM pode ser aplicado em cicatrizes, fibroses e aderências, inflamações como tendinites e bursites, feridas, no edema e linfedema, paralisia facial, distúrbios de ATM (articulação temporo-mandibular) mucosites (inflamação mucosa da boca durante a quimioterapia), radiodermites (queimaduras da radioterapia), dores fantasmas e neuropatias.

Há claramente um grande número de novas possibilidades envolvendo a combinação de FBM com outras formas de terapia do câncer, que podem nos permitir aproveitar as diferenças bioquímicas entre o câncer e as células normais para efetivamente trabalhar contra o câncer e a favor de melhorar os efeitos colaterais desse tratamento.

O sucesso da terapia com laser em baixa intensidade dependerá do cálculo ideal da dose a ser irradiada e dos parâmetros do laser ou LED. O número de sessões é variável, podendo ser diariamente ou semanalmente, dependendo da disfunção a ser tratada.

Não temos dúvida que o mito 'laser é proibido em pacientes com câncer' foi desfeito.
A FBM é seguro e benéfico para pacientes com câncer.

Até a próxima!

Abraços
Jaqueline Munaretto Timm Baiocchi

As opiniões contidas nos artigos assinados pelos nossos colunistas refletem unicamente a opinião do autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.

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