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Fonoaudiologia

  • Equipe Oncoguia
  • - Data da última atualização: 19/05/2012


O fonoaudiólogo é o profissional habilitado para avaliação e reabilitação dos distúrbios de fala, audição, voz, deglutição e motricidade orofacial, decorrentes do tratamento do câncer.

A maior demanda se dá nos casos de câncer de cabeça e pescoço, pois este pode envolver estruturas importantes como lábios, língua, bochechas, palato, faringe e laringe. O impacto sobre o funcionamento desses órgãos varia dependendo da extensão da cirurgia, do tipo de reconstrução realizada e da combinação com o tratamento radioterápico e quimioterápico.

Para os pacientes oncológicos de cabeça e pescoço, o atendimento fonoaudiológico se dá desde o atendimento pré-operatório onde o paciente é informado sobre as possíveis sequelas da cirurgia indicada e sobre o seguimento do tratamento fonoaudiológico e no pós-operatório para reabilitação da fala, voz, audição, deglutição e motricidade orofacial.

A seguir estão descritas algumas situações nas quais a presença do fonoaudiólogo é muito importante:

Fonoaudiologia x Cirurgias

Nos casos das cirurgias envolvendo os lábios e as bochechas o principal impacto se dá sobre a fala e sobre a contenção dos alimentos em cavidade oral durante a alimentação.

Nos casos das cirurgias envolvendo a língua pode haver prejuízo tanto da fala como da deglutição, dependendo da extensão da ressecção cirúrgica, que pode ser parcial ou total. Nos casos das cirurgias de palato (céu da boca) pode haver alteração vocal e também da deglutição.

Nos casos das cirurgias de faringe pode ocorrer prejuízo principalmente na função de deglutição, devido à dificuldade da passagem do alimento em direção ao esôfago.
Nos casos das cirurgias de laringe (local onde estão as cordas vocais) pode haver impacto sobre a voz, sobre a deglutição ou ambas, dependendo do tipo de cirurgia realizada e de sua extensão.

O tratamento cirúrgico dos tumores cardiovasculares, neurológicos, de tireóide, tórax, mama e esôfago pode afetar o funcionamento das cordas vocais e consequentemente a voz e a deglutição, na medida em que pode haver lesão da inervação das cordas vocais comprometendo seu funcionamento. As cordas vocais são responsáveis tanto pela produção da voz quanto pela proteção contra a entrada de alimentos e saliva na via respiratória, pois as mesmas se fecham no momento em que engolimos evitando engasgos.

Os tumores do sistema nervoso central também podem ter impacto sobre o funcionamento dos órgãos fonoarticulatórios dependendo da região afetada pelo tumor.

Os tumores da glândula parótida podem ocasionar diminuição ou ausência das expressões faciais, uma vez que por esta glândula passa um ramo do nervo facial responsável pela movimentação dos músculos da face.

Fonoaudiologia x Radioterapia e Quimioterapia

A radioterapia nos casos de câncer de cabeça e pescoço pode ocasionar a diminuição ou mesmo ausência da produção de saliva, prejudicando consideravelmente a deglutição e às vezes até mesmo a fala, pois não ocorre a umidificação natural da boca.

No decorrer da radioterapia pode ocorrer ainda dor e inchaço das estruturas que participam da deglutição, havendo necessidade de vias alternativas para alimentação ou modificações na consistência alimentar.

A quimioterapia pode potencializar esses efeitos indesejáveis da radioterapia. Os tumores que envolvem vias auditivas podem ocasionar como sequela do tratamento cirúrgico, radioterápico ou quimioterápico, perdas de audição que variam quanto ao grau de severidade. Nestes casos, o auxílio do fonoaudiólogo é fundamental para detecção da perda auditiva e seu controle, bem como para seleção e adaptação de próteses auditivas, quando necessário.

Enfim, em todos esses casos exemplificados anteriormente, o objetivo do acompanhamento fonoaudiológico é garantir o restabelecimento de funções tão importantes para manutenção do bem-estar psíquico, físico e social e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
 
Juliana Toniolo
Fonoaudióloga
Colaboradora convidada pelo Instituto Oncoguia


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