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"Foi um alerta para viver", diz visagista que conta sua luta contra o câncer de mama nas redes sociais

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 01/10/2021 - Data de atualização: 01/10/2021


A visagista Michelle Manfroi, 40 anos, está no meio do tratamento para um câncer de mama descoberto no início deste ano. Já a aposentada Clair Rockembach Crizel, de 62 anos, celebra a vitória sobre a doença diagnosticada em 2016. E a empresária Thay Barros, de 38 anos, encara um tratamento prolongado para as metástases que surgiram após ela descobrir um tumor na mama. Para além da luta contra o câncer, essas três gaúchas têm outro ponto em comum: todas decidiram usar suas histórias para inspirar outras mulheres a encararem o tratamento com mais leveza e coragem. 

Para marcar o Outubro Rosa, Donna conta as histórias de Michelle e Thay – que falam sobre os altos e baixos da doença nas redes sociais –, e de Clair, que teve sua história contada no livro do projeto Laços da Mama, de Pelotas.

E esse desejo de dividir as vivências pode ter um impacto positivo e de mão dupla na busca da cura, avalia a psicóloga Lucy Bonazzi, vice-presidente do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama):

OUTUBRO ROSA

"Não somos fortes o tempo todo", diz gaúcha que luta com metástases do câncer de mama e conta sua história na internet"Não somos fortes o tempo todo", diz gaúcha que luta com metástases do câncer de mama e conta sua história na internet

"Dividir minhas angústias fez diferença para encarar a doença", conta gaúcha que venceu o câncer de mama "Dividir minhas angústias fez diferença para encarar a doença", conta gaúcha que venceu o câncer de mama 

— O discurso tem eco e impacta quem faz e quem ouve. É importante saber que há alguém que passa por algo parecido e entende. Mas essa vontade de compartilhar não é regra: há aquelas que preferem falar apenas em grupos de apoio ou somente para pessoas de sua convivência próxima. E tudo bem, cada pessoa cria a sua forma de lidar.

Lucy destaca ainda que há um aspecto importante quando se pensa no compartilhar: o cuidado em expor uma realidade integral, sem esconder os momentos difíceis, as dúvidas, os medos e os efeitos do tratamento. O autocuidado, o resgate da autoestima e a busca por se sentir bem faz parte do processo, mas é necessário se sentir livre para chorar, se entristecer ou silenciar.

— Nas redes sociais, há mulheres que falam da realidade mesmo, daquilo que ninguém vê, revelam também as dores e os receios. Esse é o equilíbrio entre a incerteza e a esperança, faz parte da travessia do câncer. E é fundamental falarmos sobre isso abertamente — defende a psicóloga.

Conheça a seguir a história de Michelle Manfroi, do perfil @avisagista:

"O cabelo não me define"

Com seu trabalho focado em imagem pessoal e autoestima, Michelle Manfroi sempre compartilhou dicas para ajudar as mulheres a exaltarem a própria beleza. Quem a segue nas redes sociais (@avisagista) tem acompanhado uma mudança em sua aparência nos últimos meses: ela perdeu os cabelos, as sobrancelhas e os cílios. Em março, notou um nódulo no seio e, duas semanas depois, o diagnóstico veio: estava com câncer de mama.

— Um abismo se abriu. Estava me recuperando de um divórcio, de uma depressão, me sentindo bem, cheia de projetos. Só pensava: o que eu vou fazer agora? E a minha filha? A gente pensa em morte na hora — relembra Michelle, que é mãe de uma menina de cinco anos.

Quando leu o laudo, ela se deu conta de que precisaria escolher como viver o câncer. Decidiu se apegar ao autocuidado, à sua rede de apoio e reunir forças para encarar o tratamento. Também definiu que usaria sua voz para dividir os altos e baixos da luta e o desafio de se reconhecer em seu próprio corpo.

— Precisava falar que tudo bem perder o cabelo, que ele não me definia. Comecei a entrar nesse mundo e ver a dor dessas mulheres com suas imagens alteradas — diz.

Logo que os fios começaram a cair, Michelle optou por raspar o cabelo. E a sensação foi de alívio, lembra:

É um processo de aceitação. Quero mostrar que é normal e o que tento fazer para me sentir melhor.
MICHELLE MANFROI

— O câncer abala a autoestima. Quando raspei, senti alegria em ver meu rosto. Na primeira vez que saí na rua, uma mulher me elogiou e não fez relação com o câncer. Foi marcante porque sabia que estava doente, mas não me sentia assim. 

Michelle decidiu não se esconder: usa acessórios grandes, brincos, colares, cores vibrantes, mantém sua pegada fashionista. Mas não deixa de compartilhar o lado difícil. 

— Têm dias ruins, e isso precisa ser exposto. Minhas unhas estão caindo e nem consigo descascar uma bergamota. Preciso pedir ajuda, sabe? É um processo de aceitação. Quero mostrar que é normal e o que tento fazer para me sentir melhor.

E ela faz questão de deixar um lembrete a si mesma e às suas seguidoras: o protagonista de sua história não é o câncer.

— (A doença) abriu espaço na minha vida para enxergar coisas que não olhava, foi um alerta para viver — explica a visagista.

Fonte: GZH



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