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Fertilidade em mulheres pós câncer de mama, o que há de evidências sobre criopreservação

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 04/12/2020 - Data de atualização: 04/12/2020


O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum em mulheres. Em torno de 10% dos casos ocorrem antes dos 45 anos, com sobrevida relativa em 5 anos de aproximadamente 90%. Cerca de metade das mulheres jovens com câncer de mama desejam engravidar após completar a terapia. Entretanto, um importante estudo escocês publicado em 2018, que avaliou em torno de 23 mil mulheres, mostrou que as chances de gravidez subsequente ao tratamento de câncer de mama são 40% a 60% menores do que na população em geral.

Com o aumento das taxas de sobrevivência, as questões de fertilidade e reprodução entre mulheres jovens com câncer têm recebido atenção crescente. A recomendação de criopreservação de oócitos e embriões é hoje considerada como primeira linha. Porém, sabe-se pouco em relação ao real sucesso da técnica neste nicho de pacientes.

Como não são viáveis os ensaios clínicos randomizados avaliando fertilidade pós câncer de mama a partir de criopreservação, os estudos de base populacional que investigam resultados de longo prazo podem fornecer informações valiosas.

Dados de estudo recente

Nesse contexto, foi publicado em este mês no JAMA um estudo de coorte prospectiva que comparou 425 mulheres suecas com câncer de mama submetidas à preservação da fertilidade a 850 mulheres que não realizaram o procedimento. A criopreservação no momento do diagnóstico do câncer de mama foi associada a uma taxa significativamente maior de nascidos vivos pós-diagnóstico e tratamentos de reprodução assistida. Além disso, não houve associação negativa com todas as causas de sobrevivência após preservação da fertilidade.

Neste estudo, os critérios de exclusão foram: câncer in situ, metástase à distância no diagnóstico, tumores T4, tumor bilateral sincrônico, e tumores sem proposta cirúrgica curativa.

Foi observado que a incidência cumulativa de nascidos vivos pós câncer de mama em 5 anos de diagnóstico foi de 19% vs 9% entre mulheres com vs sem histórico de criopreservação, e após 10 anos foi de 41% e 16%, respectivamente. Para o primeiro nascimento pós câncer de mama, pelo menos 20% das gestações no grupo criopreservação e 4% no grupo não submetido à criopreservação foram realizadas por meio de reprodução assistida.

Conclusão

Portanto, a gravidez bem-sucedida após o câncer de mama é possível tanto em mulheres com e sem criopreservação, mas uma probabilidade significativamente maior de nascidos vivos por técnica de reprodução assistida se mostra maior em mulheres que realizaram preservação de fertilidade, sem qualquer associação negativa com todas as causas de sobrevivência.

Esses achados indicam resultados reprodutivos de longo prazo tranquilizadores em mulheres com diagnóstico de câncer de mama, ratificando a importância do bom aconselhamento de fertilidade nesse perfil de pacientes.

Fonte: PebMed

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