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Fatores de risco para o Câncer Colorretal

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/03/2015 - Data de atualização: 25/02/2019


Um fator de risco é algo que afeta sua chance de contrair uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns como fumar, por exemplo, podem ser controlados; no entanto outros não, como, por exemplo, idade e histórico familiar. Embora os fatores de risco possam influenciar o desenvolvimento do câncer, a maioria não causa diretamente a doença. Algumas pessoas com vários fatores de risco nunca desenvolverão um câncer, enquanto outros, sem fatores de risco conhecidos poderão desenvolvê-lo.

Ter um fator de risco, ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença. Muitas pessoas com a enfermidade podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer colorretal tem algum fator de risco, muitas vezes é difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver câncer colorretal:

  • Obesidade. Estar acima do peso aumenta o risco de câncer colorretal. Esse risco parece ser mais importante nos homens.
     
  • Sedentarismo. Pessoas sedentárias têm uma chance maior de desenvolver a doença.
     
  • Dieta. Uma dieta rica em carnes vermelhas e carnes processadas pode aumentar o risco de câncer colorretal. Comidas preparadas a temperaturas muito altas (frituras, grelhados ou assados) criam substâncias químicas que podem aumentar o risco de câncer, mas não está claro o quanto isso pode contribuir para o risco da doença. Também não está claro, ainda, se outros componentes da dieta, como, por exemplo, certos tipos de gorduras, afetam o risco de câncer colorretal.
     
  • Tabagismo. Os fumantes são mais propensos a desenvolver e morrer de câncer colorretal do que aqueles que não fumam. Fumar é uma causa bem conhecida do câncer de pulmão, mas também está associada a outros tipos de câncer, incluindo o colorretal.
     
  • Alcoolismo. O câncer colorretal tem sido associado ao consumo excessivo de álcool. Limitar o consumo de álcool a 2 doses por dia para homens e 1 dose por dia para mulheres pode ter muitos benefícios para a saúde, incluindo um menor risco de câncer colorretal.
     
  • Idade. O risco de câncer colorretal aumenta com a idade, sendo mais comum após os 50 anos.
     
  • Histórico pessoal de pólipos ou câncer colorretal. Ter um histórico de pólipos adenomatosos (adenomas) aumenta o risco de câncer colorretal, principalmente se os pólipos são volumosos ou em grandes quantidades. As pessoas que já tiveram câncer colorretal, mesmo que já tenha sido tratado cirurgicamente e completamente removido, são mais propensas a desenvolver novos cânceres em outras áreas do cólon e reto. As chances de isso acontecer são maiores se o primeiro câncer colorretal foi diagnosticado quando a pessoa era mais jovem.
     
  • Histórico pessoal de doença inflamatória intestinal. Pessoas que apresentam doença inflamatória intestinal, como colite ulcerativa e doença de Crohn, com evolução de longa data, têm maiores chances de desenvolver câncer colorretal. A doença inflamatória intestinal é diferente da síndrome do intestino irritável, que não aumenta o risco de desenvolvimento da doença.
     
  • Histórico familiar de câncer colorretal. A maioria dos cânceres colorretais ocorre em pessoas sem histórico familiar da doença. Ainda assim, aproximadamente 30% das pessoas que a desenvolvem têm outros membros da família que foram acometidos pela enfermidade. Pessoas com história de câncer colorretal ou pólipos adenomatosos em um ou mais parentes de primeiro grau têm o risco aumentado. O risco é ainda maior se esse parente foi diagnosticado com menos de 45 anos, ou se mais de um parente de primeiro grau foi acometido pela doença.
     
  • Síndromes hereditárias. Cerca de 5% das pessoas que desenvolvem câncer colorretal herdaram mutações genéticas que causam a doença. As síndromes hereditárias mais comuns associadas ao câncer colorretal são: síndrome de Lynch (câncer colorretal hereditário sem polipose) e polipose adenomatosa familiar (FAP), mas outras síndromes mais raras também podem aumentar o risco de câncer colorretal, como síndrome de Gardner, síndrome de Turcot, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH.
     
  • Etnia. Pessoas de raça negra têm uma maior incidência de câncer colorretal, mas as razões para isso ainda não são bem compreendidas. Os judeus de origem europeia oriental têm um dos maiores riscos de câncer colorretal quando comparados a qualquer outro grupo étnico do mundo.
     
  • Diabetes Tipo 2. Pessoas com diabetes tipo 2 têm um risco maior de desenvolver câncer colorretal.

Fatores com efeitos não comprovados

  • Trabalho noturno. Alguns estudos sugerem que o trabalho noturno pode aumentar o risco de câncer colorretal. Acredita-se que isso pode ser devido a alterações nos níveis de melatonina no corpo. Entretanto, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa hipótese.
     
  • Tratamento prévio de câncer. Vários estudos sugerem que homens que fizeram radioterapia para tratar o câncer de próstata ou testículo podem ter um risco aumentado de câncer de reto. Entretanto, a maioria desses estudos está baseada em homens tratados entre 1980 e 1990, quando os tratamentos com radiação eram menos precisos do que hoje. Atualmente, os efeitos colaterais da radioterapia sobre o tratamento do câncer colorretal não são claros.

Fonte: American Cancer Society (21/02/2018)



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