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Linfoma Não Hodgkin em Crianças

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Fatores de Risco para Linfoma Não Hodgkin em Crianças

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/05/2017 - Data de atualização: 28/05/2017


Um fator de risco é algo que afeta sua chance de contrair uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns fatores de risco como fumar, podem ser controlados, enquanto, outros, como histórico pessoal, idade ou histórico familiar, não podem ser modificados.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter uma doença como o câncer. Muitas pessoas que contraem a doença podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com linfoma não Hodgkin tem algum fator de risco, é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Existem poucos fatores de risco conhecidos para o linfoma não Hodgkin em crianças:

  • Idade, Gênero e Raça. Em geral, o linfoma não Hodgkin é raro em crianças, mas é mais comum em crianças mais velhas do que em mais jovens. Ele também é mais comum em meninos do que em meninas e em crianças brancas do que em crianças negras. As razões para essas diferenças de gênero e raça são desconhecidas.

  • Sistemas Imunológicos Deficitários. Alguns tipos de problemas do sistema imunológico estão associados a um maior risco de linfoma não Hodgkin em crianças.

  • Deficiências Congênitas do Sistema Imunológico. Algumas síndromes hereditárias podem provocar problemas no sistema imunológico ao nascimento. Junto com um aumento do risco de infecções severas, estas crianças têm também um maior risco de desenvolver linfoma não Hodgkin e às vezes outros tipos de câncer. Estas síndromes incluem a síndrome de Wiskott-Aldrich, síndrome de imunodeficiência combinada severa, ataxia-telangiectasia, imunodeficiência comum variável, síndrome de Bloom e síndrome linfoproliferativa ligado ao cromossomo X.

  • Transplante de Órgãos. Crianças que receberam transplantes de órgãos são tratadas com medicamentos que enfraquecem o sistema imunológico para evitar que ele ataque o novo órgão. Estas crianças têm um risco aumentado de linfoma não Hodgkin. O risco depende dos medicamentos e doses utilizadas.

  • HIV e AIDS. A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), também conhecido como o vírus da AIDS, é uma causa da deficiência do sistema imunológico em crianças e adultos. Crianças com HIV geralmente contraem a infecção a partir do contato com o sangue de sua mãe, geralmente antes ou durante o nascimento. A infecção pelo HIV é um fator de risco para o linfoma não Hodgkin, de modo que os médicos podem recomendar que as crianças com linfoma não Hodgkin realizem exames para o HIV.

  • Exposição às Radiações. A exposição à radiação pode ser um fator de risco para o linfoma não Hodgkin em crianças. Evidencias em sobreviventes de bombas atômicas e acidentes de reatores nucleares mostram que eles têm um risco aumentado de desenvolver vários tipos de câncer, incluindo leucemia, câncer de tireoide, e linfoma não Hodgkin. As crianças tratadas com radioterapia para outros tipos de câncer têm um risco ligeiramente maior de linfoma não Hodgkin na vida adulta.

  • Infecção pelo Vírus Epstein-Barr. Em áreas da África, onde o linfoma de Burkitt é comum, infecções crônicas com malária e pelo vírus Epstein-Barr são fatores de risco importantes. A infecção pelo vírus Epstein-Barr é associado a 90% dos linfomas de Burkitt na África, e a 15% nos Estados Unidos.  A razão como a infecção pelo vírus Epstein-Barr estar relacionada ao linfoma de Burkitt não está completamente compreendida, mas parece que tem a ver com a capacidade do vírus de infectar e alterar os linfócitos B.

Outros Possíveis Fatores de Risco

Algumas pesquisas sugerem que um histórico familiar de linfoma não Hodgkin pode aumentar o risco da doença. O risco de linfoma também pode ser maior em filhos de mães mais velhas. Entretanto, mais estudos são necessários para confirmar esses resultados, mas o aumento do risco se for o caso, é provável que seja pequeno.

Fonte: American Cancer Society (27/01/2016)


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