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Fatores de Risco para Câncer de Testículo

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 18/12/2015 - Data de atualização: 11/07/2018


Um fator de risco é algo que afeta sua chance de contrair uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns fatores como fumar, podem ser controlados, enquanto, outros, como histórico pessoal, idade ou histórico familiar, não podem ser alterados.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter uma doença como o câncer. Muitas pessoas que contraem a doença podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de testículo tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Vários fatores de risco podem tornar uma pessoa mais propensa a desenvolver câncer de testículo:

  • Criptorquidia. Um dos principais fatores de risco para o câncer de testículo é a criptorquidia, uma condição médica na qual não houve a descida correta do testículo da cavidade abdominal (onde se desenvolve na vida intrauterina) para o escroto. O testículo que não desce até o primeiro ano de idade deve ser avaliado com cuidado, e se recomenda uma cirurgia para reduzir a probabilidade de uma lesão permanente. Os testículos que não descem de forma natural ao escroto são considerados anormais para o resto da vida do paciente e têm maior probabilidade de desenvolver câncer ainda que sejam colocados no escroto de forma cirúrgica. Isto permite maximizar a produção de esperma e a fertilidade bem como a realização de um exame preciso para detectar a formação de um câncer precocemente. Os homens com criptorquidia, ainda que corrigida, têm maiores chances de ter câncer de testículo. O risco de câncer de testículo pode ser um pouco maior para os homens cujos testículos ficaram no abdome ao invés de um deles tenha descido pelo menos parcialmente. A maioria dos cânceres se desenvolve no testículo retido, mas aproximadamente 25% dos casos normalmente ocorre no testículo que desceu. Com base nestas observações, alguns médicos concluem que a criptorquidia não causa o câncer de testículo, mas que existe algo mais que leva ao câncer de testículo e o posicionamento anormal de um ou ambos os testículos. Orquiopexia feita quando uma criança se encontra nos seus primeiros anos pode ser mais propensa a reduzir o risco de câncer de testículo do que a cirurgia realizada quando a criança é mais velha.

  • Histórico familiar. Ter um histórico familiar de câncer de testículo aumenta o risco. A maioria dos homens com a doença não têm histórico familiar.

  • Infecção pelo HIV. Algumas evidências mostram que os homens infetados com o vírus da imunodeficiência humana, especialmente os diagnosticados com AIDS, têm um risco maior.

  • Carcinoma in situ. Esta condição não produz uma massa nem causa quaisquer sintomas. Em alguns casos, o carcinoma in situ é diagnosticado numa biópsia testicular para avaliar a causa da infertilidade ou na remoção de um testículo por causa de criptorquidia.

  • Câncer no outro testículo. O histórico pessoal de câncer de testículo é outro fator de risco. Cerca de 3% a 4% dos homens que foram curados de câncer em um testículo acabará desenvolvendo câncer no outro testículo.

  • Idade. Cerca de metade dos cânceres de testículo ocorre em homens com idades entre 20 e 34 anos. Mas esse tipo de câncer pode afetar homens de qualquer idade, incluindo crianças e idosos.

  • Raça e etnia. O risco de câncer de testículo entre homens brancos é cerca de 4 a 5 vezes maior do que em homens negros e asiáticos. O risco para os indianos cai entre os asiáticos e brancos. A razão para isso é desconhecida. Em todo o mundo, o risco de desenvolver a doença é maior entre os homens que vivem nos Estados Unidos e Europa e menor entre os homens que vivem na África ou na Ásia.

  • Estatura. Alguns estudos mostraram que o risco de câncer de testículo é um pouco maior nos homens mais altos.

Fatores de Risco não Comprovados ou Controversos


Traumas anteriores nos testículos e ações recorrentes, como cavalgadas, não parecem estar relacionados com o desenvolvimento do câncer de testículo. A maioria dos estudos não mostrou que atividade física extenuante aumenta o risco de câncer de testículo. Ser fisicamente ativo tem sido associado com um risco menor de diversas outras formas de câncer, bem como um menor risco de muitos outros problemas de saúde.

Fonte: American Cancer Society (17/05/2018)


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