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Fatores de Risco para Câncer de Mama Não Mutáveis

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/10/2014 - Data de atualização: 24/07/2020


Um fator de risco é algo que afeta sua chance de contrair uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença.

O câncer de mama é em parte decorrente de uma série de fatores de risco, como:

  • Gênero. Ser mulher é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama.
     
  • Idade. O risco aumenta com a idade. A maioria dos cânceres de mama é diagnosticada em mulheres acima de 55 anos.
     
  • Fatores genéticos. De 5 a 10% dos casos de câncer de mama são hereditários, o que significa que resultam diretamente de mutações genéticas herdadas de um dos pais.
     
  • BRCA1 e BRCA2. A causa mais comum do câncer de mama hereditário é uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2. Em células normais, esses genes previnem o câncer, criando proteínas que evitam que as células cresçam anormalmente. Versões mutadas desses genes não impedem o crescimento anormal, e isso pode levar ao câncer. Se você herdou uma cópia mutada de qualquer gene de um de seus pais, você tem um risco aumentado de câncer de mama. Em média, uma mulher com uma mutação no gene BRCA1 ou BRCA2 tem 70% de chance de contrair câncer de mama aos 80 anos, esse risco é afetado pela quantidade de familiares que tiveram a doença. Os cânceres de mama associados a essas mutações são mais frequentemente diagnosticados em mulheres mais jovens. As mulheres com essas mutações hereditárias também têm maior risco de desenvolver outros tipos de câncer, principalmente câncer de ovário.
     
  • Alterações em outros genes. Outras mutações genéticas também podem levar ao câncer de mama hereditário. Essas mutações são muito menos comuns e a maioria delas não aumenta o risco de câncer de mama tanto quanto os genes BRCA. Eles raramente são causas de câncer de mama hereditário (ATM, TP53, CHEK2, PTEN, CDH1, STK11 e PALB2).
     
  • Testes genéticos. Os testes genéticos podem ser realizados para verificar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 (menos comumente em outros genes, como PTEN e TP53). Embora os testes possam ser úteis em alguns casos, os prós e contras precisam ser considerados cuidadosamente. É importante entender o que o teste genético pode (ou não) dizer e pesar cuidadosamente os benefícios e riscos antes de fazer qualquer exame genético.
     
  • Histórico familiar. O risco de câncer de mama é maior entre as mulheres com parentes em primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tiveram a doença. Nesses casos o risco da doença praticamente dobra. Ter dois parentes de primeiro grau aumenta o seu risco cerca de 3 vezes.
     
  • Histórico pessoal. Uma mulher com câncer de mama tem um risco de desenvolver um novo câncer de mama. Diferente de uma recidiva. Esse risco é maior para mulheres mais jovens.
     
  • Raça e etnia. As mulheres brancas são ligeiramente mais propensas a desenvolver câncer de mama do que as negras. No entanto, em mulheres com menos de 45 anos, o câncer de mama é mais comum em mulheres negras.
     
  • Estatura. Alguns estudos mostraram que mulheres mais altas têm maior risco de câncer de mama do que as mulheres mais baixas. As razões para isso não são claras, mas podem estar relacionadas a fatores que afetam o desenvolvimento precoce, como nutrição no início da vida, além de fatores hormonais ou genéticos.
     
  • Mamas densas. Mulheres com mamas densas têm um risco 1,2 a 2 vezes maior de câncer de mama em relação as mulheres com densidade média de mama. Uma série de fatores pode afetar a densidade da mama, como idade, estado menopausal, uso de medicamentos, gravidez e genética.
     
  • Doenças benignas da mama. Mulheres diagnosticadas com determinadas condições benignas da mama podem ter um risco aumentado de câncer de mama. Essas doenças benignas são classificadas em 3 grupos gerais, de acordo com o risco.
     
  • Lesões não-proliferativas. Essas condições não estão associadas ao crescimento excessivo do tecido mamário e não parecem afetar o risco de câncer de mama e incluem fibrose e/ou cistos simples, hiperplasia, adenose, ectasia ductal, tumor filoide, fibrose periductal, metaplasia escamosa e apócrina, calcificações, tumores benignos, como lipoma, hamartoma, hemangioma, neurofibroma e adenomioepitelioma.
     
  • Lesões proliferativas sem atipia. Essas condições mostram o crescimento excessivo das células dos ductos ou lóbulos e incluem hiperplasia ductal, fibroadenoma, adenose esclerosante, papilomatose e cicatriz radial.
     
  • Lesões proliferativas com atipia. Nessas condições, existe um crescimento excessivo das células dos ductos ou lóbulos, com algumas das células normais não aparecendo. Esses tipos de lesões incluem a hiperplasia ductal atípica e a hiperplasia lobular atípica. Eles têm um forte efeito sobre o risco de câncer de mama, elevando-o de 3 a 5 vezes em mulheres com essas alterações. Se a mulher também tem um histórico familiar de câncer de mama e hiperplasia ou hiperplasia atípica, terá um risco ainda maior de câncer de mama.
     
  • Carcinoma lobular in situ. As células que se parecem com células cancerígenas estão crescendo nos lóbulos das glândulas produtoras de leite. As mulheres com carcinoma lobular in situ têm um risco aumentado de desenvolver câncer em qualquer uma das mamas.
     
  • Menarca antes dos 12 anos. As mulheres que tiveram mais ciclos menstruais porque tiveram menarca precoce (antes dos 12 anos) têm um risco ligeiramente aumentado de câncer de mama. O aumento do risco pode ser devido a uma exposição mais longa a hormônios femininos.
     
  • Menopausa após os 55 anos. As mulheres que tiveram mais ciclos menstruais porque tiveram a menopausa mais tarde (após os 55 anos) têm um risco ligeiramente aumentado de câncer de mama. O aumento do risco pode ser devido a uma exposição prolongada aos hormônios femininos.
     
  • Radioterapia prévia do tórax. As mulheres que fizeram radioterapia na região do tórax para outro tipo de câncer (Linfoma de Hodgkin ou Linfoma não Hodgkin) têm um risco significativamente aumentado de câncer de mama. Esse risco varia com a idade que a mulher tinha quando fez o tratamento radioterápico. O risco é maior para as mulheres que fizeram a radioterapia durante a adolescência ou adulto jovem, quando as mamas ainda estavam em desenvolvimento. Após os 40 anos, o tratamento com radioterapia parece não aumentar o risco de câncer de mama.
     
  • Exposição ao dietilestilbestrol. Mulheres grávidas que receberam dietilestilbestrol (DES) têm um risco ligeiramente maior de desenvolver câncer de mama. Mulheres cujas mães tomaram DES durante a gravidez também podem ter um risco maior de câncer de mama.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 20/09/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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