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Fatores de Risco para Câncer de Endométrio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/11/2015 - Data de atualização: 24/04/2019


Um fator de risco é algo que afeta sua chance de contrair uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns como fumar, por exemplo, podem ser controlados; no entanto outros não, por exemplo, idade e histórico familiar. Embora os fatores de risco possam influenciar o desenvolvimento do câncer, a maioria não causa diretamente a doença. Algumas pessoas com vários fatores de risco nunca desenvolverão um câncer, enquanto outros, sem fatores de risco conhecidos poderão fazê-lo.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença. Muitas pessoas que contraem a enfermidade podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de endométrio tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Fatores que podem aumentar o risco de uma mulher desenvolver câncer de endométrio:

  • Níveis hormonais. O equilíbrio hormonal da mulher desempenha um papel importante no desenvolvimento da maioria dos cânceres de endométrio. Muitos dos fatores de risco para câncer endometrial afetam os níveis de estrogênio. Antes da menopausa, os ovários são a principal fonte dos hormônios femininos (estrogênio e progesterona). O equilíbrio entre esses 2 hormônios durante o ciclo menstrual de uma mulher, produz períodos menstruais e mantém o endométrio saudável. Um aumento no nível de estrogênio aumenta o risco de uma mulher desenvolver câncer de endométrio. Após a menopausa, os ovários param de produzir esses hormônios, mas uma pequena quantidade de estrogênio é ainda produzida naturalmente no tecido adiposo. Este estrogênio tem um impacto maior após a menopausa do que antes da menopausa.
     
  • Terapia hormonal. A terapia hormonal com estrogênio pode reduzir as ondas de calor, melhorar a secura vaginal, e ajudar a prevenir o enfraquecimento dos ossos, que pode ocorrer com a menopausa. O uso de estrogênio sozinho (sem progesterona) pode levar ao câncer de endométrio em mulheres que ainda têm útero. A progesterona (na forma de medicamentos) deve ser administrada juntamente com estrogênio para evitar o aumento do risco de câncer de endométrio. Esta abordagem é chamada de terapia hormonal combinada. As mulheres que tomam progesterona e estrogênio para tratar os sintomas da menopausa não têm um risco aumentado de câncer de endométrio. Mas, esta combinação aumenta a chance de uma mulher desenvolver câncer de mama e o risco de coágulos sanguíneos. Discuta com seu médico os riscos potenciais da reposição hormonal.
     
  • Pílula anticoncepcional. O uso de anticoncepcionais reduz o risco de câncer de endométrio. O risco é menor em mulheres que tomaram a pílula durante um longo tempo, e essa proteção continua por pelo menos dez anos após a mulher parar de fazer uso dessa forma de controle de natalidade. No entanto, é importante avaliar todos os riscos e benefícios na escolha de um método contraceptivo, o risco de câncer de endométrio é apenas um fator a ser considerado.
     
  • Quantidade de ciclos menstruais. Ter o início dos períodos menstruais (menarca) antes dos 12 anos ou ter a menopausa tardia aumenta o risco de desenvolver câncer de endométrio.
     
  • Gravidez. O equilíbrio hormonal desloca-se para mais progesterona durante a gravidez. Assim, a mulher que tiver muitas gestações se protege contra o câncer de endométrio, enquanto mulheres que nunca engravidaram têm um maior risco, especialmente as inférteis.
     
  • Obesidade. A maioria de estrogênio de uma mulher é produzida pelos ovários, mas o tecido gorduroso pode transformar alguns outros hormônios em estrogênios, aumentando assim os níveis do mesmo, o que aumenta seu risco de câncer de endométrio. Em comparação com as mulheres que mantêm um peso saudável, o câncer de endométrio é duas vezes mais comum em mulheres com sobrepeso e mais de três vezes em mulheres obesas.
     
  • Tamoxifeno. O tamoxifeno funciona como um antiestrogênico no tecido mamário, mas age como um estrogênio no útero. Isso pode fazer com que o revestimento interno do útero cresça o que aumenta o risco de câncer de endométrio. O risco de desenvolver câncer de endométrio devido ao tamoxifeno é baixo (inferior a 1% por ano). As mulheres que tomam tamoxifeno devem buscar equilibrar esse risco contra os benefícios desse medicamento no tratamento e prevenção do câncer de mama. Essa é uma questão que as mulheres devem discutir com seus médicos.
     
  • Tumores ovarianos. O tumor de células granulosa muitas vezes produz estrogênio. A liberação de estrogênio por esse tumor não é controlada, levando a altos níveis do hormônio. O desequilíbrio hormonal resultante pode estimular o endométrio e até levar ao câncer de endométrio.
     
  • Síndrome do ovário policístico. Mulheres com síndrome dos ovários policísticos têm níveis anormais de hormônios andrógenos (hormônios masculinos) e baixos níveis de estrogênio e progesterona. O aumento da relação estrogênio com a progesterona pode aumentar a chance de uma mulher ter câncer de endométrio.
     
  • Dispositivo intrauterino. Mulheres que utilizaram dispositivo intrauterino (DIU) para controle da natalidade têm um risco menor de desenvolver câncer de endométrio. Entretanto, as informações sobre este efeito protetor são limitadas a dispositivos que não contêm hormônios.
     
  • Idade. O risco de câncer de endométrio aumenta conforme a mulher envelhece.
     
  • Dieta e exercício. As mulheres que se exercitam mais têm um menor risco de desenvolver câncer de endométrio, enquanto as mulheres que passam mais tempo sedentárias têm um risco aumentado.
     
  • Diabetes. O câncer de endométrio pode ser até 4 vezes mais comum em mulheres com diabetes. Diabetes é mais comum em pessoas que estão acima do peso, mas mesmo as pessoas com diabetes que não estão acima do peso têm um risco maior de câncer de endométrio.
     
  • Histórico familiar. Algumas famílias têm uma tendência hereditária a desenvolver câncer colorretal, este transtorno é chamado de câncer colorretal hereditário não poliposo ou síndrome de Lynch. Na maioria dos casos, essa doença é causada por um defeito nos genes MLH1 e MSH2. Mas, pelo menos 5 outros genes podem causar a doença, como MLH3, MSH6, TGBR2, PMS1 e PMS2. Uma cópia anormal de qualquer um destes genes reduz a habilidade do organismo em reparar os danos do DNA ou regular o crescimento celular, o que resulta em um risco aumentado de câncer de cólon, bem como um risco elevado para câncer de endométrio. As mulheres com esta síndrome têm um risco de 40% a 60% de desenvolver câncer de endométrio em algum momento durante suas vidas. O risco de câncer de ovário também é aumentado.
     
  • Câncer de mama ou ovário. Mulheres que tiveram câncer de mama ou de ovário podem ter um risco aumentado para desenvolver câncer de endométrio. Alguns dos fatores de risco alimentares, hormonais e reprodutivos de câncer de mama e de ovário também aumentam o risco de câncer de endométrio.
     
  • Hiperplasia endometrial. A hiperplasia leve tem um risco muito pequeno de se tornar cancerígeno. A hiperplasia atípica tem uma chance de cerca de 8% de se tornar um câncer, se não for tratada. A hiperplasia atípica complexa tem um risco de até 29% de se tornar cancerígena se não for tratada.
     
  • Radioterapia prévia. A radioterapia pode danificar o DNA de células, algumas vezes, aumentando o risco de um segundo tipo de câncer, como o câncer de endométrio.

Fonte: American Cancer Society (29/02/2016)



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