Tratamentos

Oncologia de Precisão (Medicina Personalizada)


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD ACS Mundipharma Takeda Susan Komen UICC Libbs Healthy Americas GBT Abbvie Ipsen Shire


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Farmacogenômica em Oncologia de Precisão

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 27/02/2015 - Data de atualização: 27/02/2015


A farmacogenômica, também denominada farmacogenética, estuda como os genes herdados afetam a forma como o organismo humano processa e responde aos medicamentos, o que faz com que esses medicamentos se tornem mais ou menos eficazes e seguros. Um medicamento pode agir de maneira diferente em dois pacientes, mesmo que tenha sido administrado para a mesma condição. Por exemplo, alguns pacientes podem apresentar efeitos colaterais importantes com determinada droga, enquanto outros não, mesmo quando recebem doses comparáveis ​​do medicamento.

Farmacogenômica é um tipo específico de testes genéticos. Nos testes genéticos padrão, os pacientes são testados para a presença de genes inteiros, como o BRCA1 e BRCA2, os genes do câncer de mama, que podem mostrar a uma pessoa, se ela tem um risco aumentado de câncer de mama e de ovário. Os resultados destes testes genéticos podem levar algumas pessoas a fazerem exames adicionais, fazerem mudanças no estilo de vida para evitar outros fatores de risco e a escolher o tratamento preventivo. No entanto, os testes de farmacogenética avaliam pequenas variações dentro dos genes para ajudar a identificar diferenças na capacidade de uma pessoa em ativar e desativar as drogas, o que ajuda o médico a definir a dose mais segura e eficaz de determinado medicamento.

Como a farmacogenômica é um campo relativamente novo, suas aplicações no tratamento de pacientes com câncer ainda são limitadas. Hoje em dia, a maioria dos medicamentos é desenvolvida para ser eficaz para o maior número de pacientes possível. Isso é chamado de abordagem única que se adapta a todos. No entanto, os pesquisadores estão trabalhando para identificar variações genéticas adicionais que afetem a resposta de um paciente a um medicamento, o que permitiria um atendimento médico individualizado. Isso é denominado medicina personalizada.

Como funciona a Farmacogenômica


Muitas drogas utilizadas no tratamento do câncer não estão totalmente ativas na forma em que são administradas, são conhecidas como pró-fármacos. Eles precisam ser ativados por enzimas (proteínas que aceleram as reações químicas no organismo) para tratar a doença. Cada pessoa herda variações destas enzimas que afetam a rapidez e a eficiência de como estes medicamentos são convertidos para sua forma ativa. Se um paciente metaboliza um fármaco lentamente, o corpo não produz suficiente da forma ativa do medicamento, e as doses convencionais de tratamento podem não responder como esperado. Os medicamentos também precisam ser desativados após o tratamento para limitar a exposição da droga aos tecidos saudáveis. Se uma pessoa tem enzimas menos eficientes ou mais lentas que desativam os medicamentos, altos níveis da droga não convertidos permanecem no corpo durante por período de tempo mais longo, podendo aumentar os efeitos colaterais.

Embora a farmacogenômica seja uma promessa para ajudar a prever os resultados da terapêutica medicamentosa, é importante notar que outras variáveis ​​podem influenciar na forma como uma pessoa reage ao medicamento, incluindo idade, sexo, gravidade da doença, hábitos de vida (dieta, tabagismo, consumo de álcool) , outras doenças que a pessoa tenha e outros medicamentos que estejam sendo administrados ao paciente.

Benefícios da Farmacogenética


A farmacogenética oferece benefícios importantes, como:

  • Melhorar a Segurança do Paciente - Os testes de farmacogenética ajudam a identificar os pacientes propensos a ter reações importantes às drogas, exigindo um monitoramento do paciente e, eventualmente, ajuste da dosagem ou ainda a escolha de outro tratamento, melhorando assim a segurança do paciente.

  • Melhorar os Custos da Saúde e a Eficiência - O tempo e os recursos que os médicos e os pacientes gastam para encontrar os medicamentos e doses adequadas por meio de "tentativa e erro" é susceptível de diminuir à medida que os testes de farmacogenética são desenvolvidos.

Desafios para a Farmacogenômica


Entretanto, existem alguns desafios no desenvolvimento e uso prático da farmacogenômica. Os testes de farmacogenética são caros e não estão amplamente disponíveis, e muitas vezes os planos de saúde não cobrem os custos dos testes disponíveis, embora os pesquisadores estejam trabalhando para desenvolver métodos mais eficientes e de menor custo.

Testes de Farmacogenética na Prática

Apesar das atuais barreiras ao uso generalizado, os testes farmacogenéticos são atualmente utilizados para orientar o tratamento de pacientes com determinados tipos de câncer:

  • Câncer Colorretal - O irinotecano é um tipo de quimioterapia geralmente utilizada para o tratamento do câncer colorretal. Em alguns pacientes, as variações genéticas provocam escassez da enzima UGT1A1, que é responsável pelo metabolismo do irinotecano no corpo. Níveis mais elevados de irinotecano permanecem no corpo em pacientes com níveis mais baixos desta enzima, o que pode levar a efeitos colaterais importantes e potencialmente fatais, especialmente quando o medicamento for administrado em doses mais elevadas. Os médicos podem solicitar o teste farmacogenético UGT1A1 para verificar quais pacientes têm essa variação genética, o que permite a prescrição de uma dose mais baixa de irinotecano para esses pacientes. Muitas vezes, a dose mais baixa é tão eficaz, mas menos tóxicas nos pacientes cujos corpos são programados para produzir a forma menos eficiente de UGT1A1.

  • Leucemia Linfoide Aguda (LLA) - Os testes farmacogenéticos também são realizados em crianças com leucemia linfoide aguda (LLA). Variações genéticas na enzima tiopurina metiltransferase (TPMT) são encontradas em cerca de 10% das crianças. TPMT é responsável pelo metabolismo da quimioterapia administrada para o tratamento da LLA. Para evitar efeitos colaterais importantes, as crianças com baixos níveis de TPMT são tratadas com doses mais baixas destes medicamentos.

  • Outros Tipos de Câncer - Fluorouracil é um tipo de quimioterapia utilizada no tratamento de vários tipos de câncer, incluindo o colorretal, mama, estômago e pâncreas. Uma variação genética em alguns pacientes faz com que eles tenham níveis mais baixos da enzima diidropirimidina-desidrogenase (DPD), que ajuda o corpo a metabolizar o fluorouracil. Os médicos podem utilizar um teste farmacogenético para detectar esta variação, permitindo a redução da dose do medicamento para evitar efeitos colaterais importantes nesses pacientes.

Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2019 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive