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Exames de Imagem para Diagnóstico do Câncer de Rim

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/11/2014 - Data de atualização: 15/02/2018


Os exames de imagem ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para determinar a extensão da doença o que se denomina estadiamento do câncer de rim. Os principais exames são:

  • Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.

Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso.

Muitas vezes a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

  • Ressonância Magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética produz imagens que permitem determinar o tamanho e a localização de um tumor de rim, bem como a presença de metástases.

Assim como na tomografia, também pode ser usado um contraste via intravenosa para a obtenção de maiores detalhes do corpo, porém com menos frequência.

  • Ultrassom

Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem, a ultrassonografia é uma técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem. Ela utiliza ondas sonoras de frequência acima do limite audível para o ser humano, que produzem imagens em tempo real de órgãos, tecidos e fluxo sanguíneo do corpo.

O ultrassom pode ser útil para determinar se uma massa renal é sólida ou se está preenchida com líquido. Os padrões de eco produzidos pela maioria dos tumores renais têm aparência diferente dos de tecido renal normal.

Muitas vezes a ultrassonografia é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

  • Tomografia por Emissão de Pósitrons

A tomografia por emissão de pósitrons (PET scan) mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O PET scan é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta.

Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se reproduzirem e se manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. Como as células de tumores são ávidas da energia proveniente da glicose, esta vai concentrar-se nas células cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. Alguns minutos depois da administração de glicose é possível fazer um mapeamento do organismo, produzindo imagens do interior do corpo.

O PET scan permite detectar pequenos acúmulos de células cancerígenas e se o câncer se disseminou para os linfonodos ou outras estruturas e órgãos do corpo.

  • Urografia Excretora

A urografia excretora é um exame de raios X do sistema urinário, que é realizado após a injeção de um contraste especial na veia. Este contraste é removido da corrente sanguínea pelos rins e, em seguida, concentra-se nos ureteres e na bexiga. Este exame é útil na busca de anormalidades na anatomia da pelve renal e dos ureteres.

  • Angiografia

Assim, como a urografia excretora, a angiografia é um tipo de exame de raios X, que também utiliza contraste. Um cateter é inserido numa artéria da perna, que leva o contraste até o rim. Este contraste é usado para identificar e mapear os vasos sanguíneos que alimentam um tumor renal. A angiografia pode ser feita como uma parte da tomografia ou da ressonância magnética, diminuindo a quantidade de contraste utilizado, uma vez que pode prejudicar a função renal.

  • Radiografia de Tórax

Este exame é realizado quando o médico suspeita de infecção pulmonar, ou para avaliar a presença de gânglios linfáticos na região do tórax.

  • Cintilografia Óssea

Este exame pode mostrar se a doença se disseminou para os ossos. Pode ser feita se houver razões para pensar que o tumor pode ter se espalhado para os ossos devido a sintomas como dor óssea ou resultados dos exames de sangue, que mostram um aumento no nível de cálcio. Entretanto o PET scan também podem mostrar a disseminação da doença para os ossos, então, se o paciente tiver realizado esse exame não precisará realizar a cintilografia óssea.

Fonte: American Cancer Society (01/08/2017)


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