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Exames de Imagem para Diagnóstico do Câncer de Via Biliar

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 27/06/2013 - Data de atualização: 09/03/2017


Os exames de imagem ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para determinar a extensão da doença o que se denomina estadiamento do câncer. Os principais exames utilizados para o diagnóstico ou estadiamento do câncer de via biliar são:

  • Ultrassom

Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem, a ultrassonografia é uma técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem. Ela utiliza ondas sonoras de frequência acima do limite audível para o ser humano, que produzem imagens em tempo real de órgãos, tecidos e fluxo sanguíneo do corpo.

O ultrassom pode ser útil para determinar se uma massa na via biliar é sólida ou preenchida com líquido. Os padrões de eco produzidos pela maioria dos tumores de via biliar tem aparência diferente dos de tecido normal.

Muitas vezes a ultrassonografia é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

  • Ultrassom Endoscópico ou Laparoscópico

Nesta técnica, um pequeno transdutor é colocado na ponta do endoscópio. Este endoscópio é introduzido no interior do corpo e posicionado sobre a via biliar, permitindo que o médico visualize as camadas da parede da via, bem como os gânglios linfáticos e outras estruturas. A qualidade da imagem é melhor do que um ultrassom padrão em função da proximidade.

  • Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.

Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso.

Muitas vezes a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

  • Ressonância Magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética produz imagens que permitem determinar o tamanho e a localização do câncer de via biliar, bem como a presença de metástases.

Assim como na tomografia, também pode ser usado um contraste via intravenosa para a obtenção de maiores detalhes do corpo.

  • Colangiografia

A colangiografia é um exame de imagem que avalia especificamente as condições dos ductos biliares. Existem vários tipos de colangiografia:

Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética. Esta é uma forma não invasiva para fazer imagens dos ductos biliares usando ressonância magnética. Esta técnica não requer infusão intravenosa de contraste e não é invasiva, ao contrário de outros tipos de colangiografia.

Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada. Neste procedimento, um endoscópio, tubo longo e flexível, é inserido na garganta do paciente, passando pelo esôfago e estômago até a primeira parte do intestino delgado. Através desse tubo é injetado um contraste para demarcar o ducto biliar e o ducto pancreático nas imagens de raios X. Nessas imagens é possível visualizar qualquer estreitamento ou bloqueio nos dutos. Este exame é mais invasivo que o anterior, mas tem a vantagem de que o médico pode retirar amostras de células ou líquidos para análise.

Colangiografia Transhepática Percutânea. Neste procedimento, é inserida uma agulha fina através da pele do abdome até o ducto biliar no fígado. Este procedimento é realizado com anestesia local. Esse exame é realizado com contraste para a realização de radiografias do ducto biliar. Assim, como na colangiopancreatografia endoscópica retrógrada, neste procedimento também pode ser retirada amostras de líquidos ou tecidos para análise.

  • Tomografia por Emissão de Pósitrons

A tomografia por emissão de pósitrons mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O PET scan é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta.

Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Para a maioria das doenças, o PET scan utiliza uma forma de glicose radiomarcada para detectar os tumores.

O PET scan permite determinar se o câncer se disseminou para os linfonodos ou outras estruturas e órgãos do corpo.

  • Angiografia

Este é um procedimento que utiliza raios X para visualizar os vasos sanguíneos. Para a realização deste exame é injetado um contraste para delinear os vasos sanguíneos, em seguida, são realizadas as radiografias.

A angiografia pode mostrar se o fluxo de sangue numa determinada área está bloqueado ou comprimido pelo tumor, ou a presença de vasos sanguíneos anormais. Este exame é útil para detectar tumores que possam ter se desenvolvido nas paredes dos vasos sanguíneos.

Fonte: American Cancer Society (20/01/2016)


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