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Exames de Imagem para Diagnóstico do Câncer de Bexiga

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/05/2015 - Data de atualização: 01/07/2020


Os exames de imagem ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para determinar a extensão da doença o que se denomina estadiamento do câncer de bexiga.

  • Urografia excretora

A urografia excretora é uma radiografia do sistema urinário, realizada após a injeção de um contraste administrado por via venosa. Esse contraste é eliminado da corrente sanguínea pelos rins e passa pelos ureteres e bexiga, permitindo delinear melhor esses órgãos ajudando a encontrar tumores no trato urinário. Algumas pessoas podem ter reações alérgicas ao corante, por isso é importante conversar com o médico sobre qualquer alergia ou reação com o uso de contrastes.

  • Urografia retrógrada

Nesse procedimento, um cateter é colocado através da uretra até a bexiga ou ureter. Em seguida é injetado um contraste na bexiga, ureteres e rins para facilitar a visualização com os raios X.

  • Tomografia computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.

A tomografia computadorizada de abdome e pelve permite determinar o tamanho e a localização de tumores do trato urinário, assim como encontrar linfonodos aumentados que podem conter a doença e fornecer informações sobre outros órgãos do abdome e pelve.

Alguns exames tomográficos são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso.

Muitas vezes a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

  • Ressonância magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. Este exame, além de permitir uma avaliação dos órgãos internos, sem a utilização de raios X, também proporciona uma visão mais abrangente da região examinada.

A ressonância magnética é particularmente útil para diagnosticar se a doença se disseminou para os linfonodos ou outros órgãos.

  • Ultrassom

Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem, a ultrassonografia é uma técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem. Ela utiliza ondas sonoras de frequência acima do limite audível para o ser humano, que produzem imagens em tempo real de órgãos, tecidos e fluxo sanguíneo do corpo.

O ultrassom permite determinar o tamanho do tumor e se ele se disseminou para tecidos próximos ou outros órgãos.

Muitas vezes o ultrassom é utilizado para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

  • Radiografia de tórax

O exame de raios X é um procedimento de imagem para avaliar o corpo humano, que cria uma imagem das estruturas internas do corpo, utilizando uma pequena quantidade de radiação.

A radiografia de tórax é utilizada para diagnosticar a presença de alguma imagem suspeita de tumor em algum dos pulmões.

  • Cintilografia óssea

A cintilografia óssea é uma forma de diagnóstico por imagem que avalia funcionalmente os órgãos e não apenas sua morfologia.

A cintilografia só é realizada se o paciente apresenta dores ósseas ou se os exames de sangue mostrarem que a doença pode ter se disseminado para os ossos.

Para a realização do exame é administrado ao paciente uma injeção intravenosa do radiofármaco 99mTc-MDP (tecnécio), que após algumas horas é atraído pelo tecido ósseo com doença. Para registrar as áreas de captação do material radioativo é utilizada uma câmera especial, que detecta a radioatividade e cria uma imagem do esqueleto. A captação óssea nas imagens é proporcional à atividade metabólica no osso, se devendo principalmente à adsorção do radiofármaco. A cintilografia pode detectar variações de até 5% no metabolismo ósseo, geralmente precedendo as alterações radiológicas, oferecendo alta sensibilidade e baixa dose de radiação mesmo na varredura de todo o esqueleto.

As áreas de dano ósseo aparecem como pontos escuros na imagem do esqueleto. Esses pontos podem sugerir a presença de câncer metastático. No entanto, outras doenças, como por exemplo, a artrite apresenta o mesmo padrão de imagem. Para diferenciar o resultado de outras doenças são solicitados exames adicionais de imagem, como radiografias simples, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

A injeção do material radioativo é a única parte desconfortável desse exame. O material radioativo é eliminado pela urina e a quantidade de radioatividade utilizada é baixa, não oferecendo risco para você ou às pessoas próximas.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 30/01/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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