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Exames de Imagem para Diagnóstico da Doença de Castleman

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/06/2014 - Data de atualização: 11/10/2017


Os principais exames utilizados para o diagnóstico da doença de Castleman são:

  • Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagens que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.

Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa do contraste é realizada quando se deseja observar mais claramente certos detalhes, tornando o diagnóstico mais preciso.

A tomografia computadorizada permite confirmar a localização do câncer, e também se o tumor se espalhou para os órgãos ou linfonodos. A tomografia pode ser utilizada para guiar com precisão o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita.

  • Ressonância Magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. Este exame, além de permitir uma avaliação dos órgãos internos, sem a utilização de raios X, também proporciona uma visão mais abrangente dos linfonodos.

  • Radiografia de Tórax

Este exame é realizado para verificar se existem alterações na anatomia torácica que possam sugerir presença de linfonodos aumentados. O exame de raios X de tórax também pode determinar a existência de doença cardíaca ou pulmonar.

  • Ultrassom

Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem, a ultrassonografia é uma técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem. Ela utiliza ondas sonoras de frequência acima do limite audível para o ser humano, que produzem imagens em tempo real de órgãos, tecidos e fluxo sanguíneo do corpo.

A ultrassonografia pode ser usada para investigar os gânglios linfáticos do corpo, e visualizar os linfonodos aumentados ou órgãos, como fígado e baço.

  • Tomografia por Emissão de Pósitrons

A tomografia por emissão de pósitrons mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O PET scan é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta.

Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se reproduzirem e se manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. Como as células de tumores são ávidas da energia proveniente da glicose, esta vai concentrar-se nas células cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. Alguns minutos depois da ingestão da glicose é possível fazer um mapeamento do organismo, produzindo imagens do interior do corpo.

O PET scan permite detectar os gânglios linfáticos ou outras estruturas e órgãos do corpo.

  • Cintilografia com Gálio

Este exame utiliza uma solução radiomarcada com gálio 67, que injetada na veia do paciente é atraída para o tecido linfático no corpo.

Uma varredura de gálio, por vezes, pode encontrar sítios suspeitos com a doença, mas nem sempre é confiável já que o gálio não pode ser absorvido por todos os linfonodos afetados pela doença de Castleman.

Fonte: American Cancer Society (23/05/2016)


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