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Câncer de Laringe e Hipofaringe

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Exames de Imagem para Câncer de Laringe e Hipofaringe

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 04/05/2015 - Data de atualização: 06/02/2018


Os exames de imagem não são utilizados para diagnosticar o câncer de laringe ou de hipofaringe, mas sim por outras razões, tanto antes como após o diagnóstico da doença, incluindo: determinar a eficácia do tratamento, detectar a presença de metástases ou mesmo uma recidiva. Os principais exames de imagem realizados são:

  • Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.

Este exame permite determinar o tamanho e a localização de tumores de laringe e hipofaringe, se a doença se disseminou para os gânglios linfáticos do pescoço.

Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso.

Muitas vezes a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

  • Ressonância Magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética produz imagens que permitem determinar o tamanho e a localização de tumores de laringe e hipofaringe, bem como a presença de metástases.

Assim como na tomografia, também pode ser usado um contraste via intravenosa para a obtenção de maiores detalhes do corpo, porém com menos frequência.

  • Esofagograma

É um exame de Raios X para avaliar o revestimento da parte superior do aparelho digestivo, especialmente a garganta e o esôfago. Neste procedimento, o paciente ingere um contraste de bário, que cobrirá as paredes da garganta e do esôfago, permitindo a observação das áreas anormais.

Este exame é também utilizado para avaliar se o tumor está causando problemas com a deglutição do paciente.

  • Radiografia de Tórax

O exame de Raios X é um procedimento de imagem para avaliar o corpo humano, que cria uma imagem das estruturas internas do corpo, utilizando uma pequena quantidade de radiação.
A radiografia de tórax é utilizada para detectar a presença de alguma imagem suspeita de tumor em algum dos pulmões.

  • Tomografia por Emissão de Pósitrons

A tomografia por emissão de pósitrons (PET scan) mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O PET scan é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta.

Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se reproduzirem e se manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. Como as células de tumores são ávidas da energia proveniente da glicose, esta vai concentrar-se nas células cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. Alguns minutos depois é possível fazer um mapeamento do organismo, produzindo imagens do interior do corpo.

O PET scan permite saber se o câncer se disseminou para os linfonodos ou outras estruturas e órgãos do corpo.

Fonte: American Cancer Society (27/11/2017)


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