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Exames de Imagem do Linfoma de Hodgkin

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/06/2015 - Data de atualização: 26/06/2018


Os principais exames utilizados para o diagnóstico e estadiamento do linfoma de Hodgkin são:

  • Radiografia de Tórax

Este exame é realizado para verificar a presença de linfonodos aumentados nessa região.

  • Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagens que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.

Esse exame pode identificar se algum linfonodo ou órgão do seu corpo está aumentado. A tomografia computadorizada é útil para diagnosticar linfoma de Hodgkin na região do pescoço, tórax, abdome e pelve.

Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa do contraste é realizada quando se deseja observar mais claramente certos detalhes, tornando o diagnóstico mais preciso.

Muitas vezes a tomografia é utilizada para guiar com precisão o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de ter uma lesão cancerígena.

  • Ressonância Magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. Este exame, além de permitir uma avaliação dos órgãos internos, sem a utilização de raios X, também proporciona uma visão mais abrangente da região examinada.  

Entretanto, não é um procedimento utilizado com tanta frequência como a tomografia computadorizada para o linfoma, a menos que o médico esteja preocupado com a disseminação da doença para a medula ou cérebro.

Este exame raramente é usado para o linfoma de Hodgkin, mas se o médico está preocupado com a disseminação para a medula ou cérebro, a ressonância magnética é útil para visualizar essas áreas.

  • Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET scan)

A tomografia por emissão de pósitron (PET scan) mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada e ressonância magnética. O PET scan é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta.

Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. Como as células de tumores são ávidas da energia proveniente da glicose, esta vai concentrar-se nas células cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. Alguns minutos depois da ingestão da glicose é possível fazer um mapeamento do organismo do paciente detectando ponto a ponto a concentração do radiofármaco no corpo.

O  PET scan pode ajudar a dizer se um gânglio linfático aumentado contém linfoma ou é uma alteração benigna, além de permitir identificar se áreas mínimas contém o linfoma, ou ainda se o linfoma está respondendo ao tratamento. Se a quimioterapia está funcionando, os linfonodos não absorverão a glicose. A tomografia por emissão de pósitrons também pode ser utilizada após o término do tratamento para ajudar decidir se um gânglio linfático aumentado ainda contém linfoma ou se é simplesmente um tecido cicatricial.

  • Cintilografia Óssea

A cintilografia óssea consiste na injeção de uma pequena quantidade de material radioativo na veia do paciente, após algumas horas esse material é atraído pelo tecido ósseo danificado. Para registrar as áreas de captação do material radioativo é utilizada uma câmera especial, que detecta a radioatividade e cria uma imagem do esqueleto.

As áreas de dano ósseo aparecem como pontos quentes na imagem do esqueleto. Esses pontos podem sugerir a presença de câncer metastático. No entanto outras doenças, como por exemplo, a artrite apresenta o mesmo padrão de imagem. Para diferenciar o resultado de outras doenças são solicitados exames adicionais de imagem, como radiografias simples, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

A injeção do material radioativo é a única parte desconfortável desse exame. O material radioativo é eliminado na urina e a quantidade de radioatividade utilizada é baixa, não oferecendo risco para você ou às pessoas próximas.

Este exame só é realizado se o paciente apresenta dores ósseas ou tem resultados de exames de sangue que sugerem que o linfoma possa ter atingido os ossos.

Fonte: American Cancer Society (28/03/2017)


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