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Estudos Especiais das Amostras para o Diagnóstico do Câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/04/2015 - Data de atualização: 02/04/2015


O tipo e grau de um câncer é geralmente evidenciado quando as células são vistas ao microscópio após o processamento de rotina e coloração, mas isto nem sempre é assim. Às vezes, o patologista pode precisar utilizar outros procedimentos para fazer o diagnóstico.

Histoquímica

Utiliza diferentes corantes químicos que são atraídos  por algumas substâncias encontradas em certos tipos de células cancerosas. Por exemplo, o mucicarmim é atraído por muco. Gotículas de muco dentro de uma célula que está exposta a essa coloração ficarão rosa avermelhadas sob um microscópio. Este corante é útil se os  patologistas suspeitam, por exemplo, de um adenocarcinoma numa amostra de biópsia do pulmão. Os adenocarcinomas produzem muco, logo se encontrar coloração rosa avermelhada numa amostra de pulmão pode-se inferir que se trata de adenocarcinoma de pulmão.

Além de ser útil para diferenciar diferentes tipos de tumores, outros tipos de colorações especiais são usadas em laboratório para identificar micro-organismos como bactérias e fungos presentes nos tecidos. Isto é importante porque pacientes com câncer podem desenvolver infecções como um efeito secundário da quimioterapia, radioterapia, ou mesmo por causa do próprio câncer. É importante no diagnóstico da neoplasia porque algumas doenças infecciosas podem provocar o aparecimento de nódulos que formam estruturas que podem ser confundidas com câncer.

  • Imunohistoquímica

Imunohistoquímica ou coloração por imunoperoxidase é outra ferramenta muito útil de exames especiais de diagnóstico. A base deste método é que um anticorpo irá ligar-se a certas substâncias, chamadas de antígenos, que se encontram  no interior da célula. Cada tipo de anticorpo reconhece o antígeno que se encaixa em sua estrutura.  As células têm um antígeno específico, que irá atrair o anticorpo que se molda com o antígeno. Para saber se anticorpos foram atraídos para essas células, os elementos químicos que serão  adicionados devem chegar à célula e mudar de cor somente se um determinado anticorpo estiver presente.  

Nossos corpos normalmente produzem anticorpos que reconhecem antígenos de germes e ajudam a nos proteger contra infecções. Os anticorpos utilizados na imunohistoquímica são diferentes. Eles são produzidos em laboratório para reconhecer antígenos que estão ligados ao câncer e outras doenças.

A imunohistoquímica é muito útil na identificação de certos tipos de cânceres. Por exemplo, uma biópsia ​​de um linfonodo pode conter células que se parecem claramente com o câncer, mas o patologista pode não ser capaz de dizer se o câncer começou no linfonodo ou em outras partes do corpo e se espalhou para os linfonodos. Se o câncer começou no nódulo linfático, o diagnóstico seria linfoma. Se o câncer começou em outra parte do corpo e se espalhou para o nódulo linfático, poderia ser um câncer metastático. Esta distinção é muito importante, pois o tratamento depende do tipo de câncer, bem como de alguns outros fatores adicionais.

Existem centenas de anticorpos utilizados em exames de imunohistoquímica. Alguns são bastante específicos, o que significa que reagem apenas à presença de um tipo de câncer. Outros podem responder a vários tipos de câncer, por isso, vários anticorpos podem ser testados para definir o tipo de câncer. Ao olhar para estes resultados, juntamente com a análise microscópica após a biópsia, a sua localização e outras informações sobre o paciente, como idade e sexo, é possível classificar o câncer de uma forma que possa ajudar o médico a determinar o melhor tipo de tratamento.

Embora a imunohistoquímica seja utilizada na maioria das vezes para classificar células, também pode ser usada ​​para detectar ou reconhecer as células cancerosas. Quando um grande número de células cancerosas se espalharam para um nódulo linfático próximo, estas células são reconhecidas facilmente quando o patologista observa a amostra sob o microscópio utilizando colorações de rotina. Mas, se há apenas algumas células cancerosas no gânglio linfático, pode ser difícil determinar a sua presença usando apenas uma coloração. Uma vez que o patologista sabe o tipo de câncer que deve procurar, pode escolher um ou mais anticorpos conhecidos para reagir com essas células. Alguns produtos químicos são adicionados a fim de que as células cancerosas mudem de cor e claramente se destaquem das células normais ao redor. A imunohistoquímica não é usada ​​para observar o tecido de dissecção de linfonodos, mas às vezes é utilizada na biópsia do linfonodo sentinela.

Outra utilização consiste em distinguir os nódulos linfáticos que contêm linfoma daqueles que estão inflamados como resposta à infecção. Alguns linfócitos estão presentes na superfície dos glóbulos brancos. Uma lesão benigna (não cancerosa) contém muitos tipos diferentes de linfócitos com uma variedade de antígenos na sua superfície. Em contraste, aos cânceres, como linfoma, que começam com uma única célula anormal. Isto é especialmente útil no diagnóstico do linfoma. Se a maioria das células em uma biópsia de linfonodo têm os mesmos antígenos na sua superfície, este resultado confirma o diagnóstico de um linfoma.

  • Microscopia Eletrônica

O microscópio convencional utiliza um feixe de luz comum para observar para as amostras de tecido. Um instrumento maior, muito mais complexo e mais caro denominado microscópio eletrônico utiliza feixes de elétrons. O poder de ampliação do microscópio eletrônico é cerca de 1000 vezes maior do que o de um microscópio de luz comum. Este grau de ampliação é raramente necessário para definir se é (ou não) uma célula cancerosa. Mas, às vezes ajuda a encontrar pequenos detalhes da estrutura de uma célula cancerosa que fornecem pistas para o tipo exato do câncer.

Por exemplo, alguns casos de melanoma, um câncer de pele muito agressivo, podem ser parecidos com outros tipos de câncer ao serem vistos ao microscópio de luz comum. Na maioria das vezes, estes melanomas podem ser reconhecidos por certas características imunohistoquímicas. Mas, se esses testes não mostram uma resposta clara, o microscópio eletrônico pode ser usado para identificar pequenos corpos no interior das células de melanoma chamados melanossomas. Isso ajuda a estabelecer o tipo de câncer, o que ajuda o médico a escolher o melhor tipo de tratamento.

  • Citometria de Fluxo

A citometria de fluxo é utilizada para testar as células de medula óssea, nódulos linfáticos e amostras de sangue. É muito preciso para diagnosticar o tipo exato de leucemia ou linfoma.

Uma amostra de citologia ou amostra de sangue é tratada com anticorpos especiais e irradiada com um feixe de laser. Cada anticorpo adere apenas aos tipos de células que têm os antígenos que se encaixam com ele. Se a amostra contem essas células, o laser os tornará visíveis no computador.

Na análise de casos suspeitos de leucemia ou linfoma, a citometria de fluxo utiliza os mesmos princípios da imunohistoquímica. Encontrar as mesmas substâncias na superfície da maioria das células na amostra sugere que elas vieram de uma única célula anormal e são susceptíveis de serem câncer. Por outro lado, encontrar vários tipos de células com uma grande variedade de antígenos significa que a amostra é menos provável de se tratar de leucemia ou linfoma.

A citometria de fluxo também pode ser utilizada para medir a quantidade de DNA nas células cancerosas (isto é chamado de ploidia). Em vez de utilizar os anticorpos para detectar antigenos de proteínas, as células podem ser tratadas com corantes especiais que reagem com o DNA. Se há uma quantidade normal de DNA, as células são diploides. Se a quantidade é anormal, as células são descritas como aneuploides. Cânceres aneuploides da maioria (mas não todos) os órgãos tendem a ser mais agressivos (se espalham mais rapidamente e são mais difíceis de tratar) do que os diploides.

Outro uso da citometria de fluxo é medir a fração da fase S, que é a percentagem de células numa amostra que se encontra em um estágio de divisão celular chamada de síntese ou fase S. Quanto mais células na fase S, mais rápido o crescimento e mais agressivo o câncer.  

  • Citometria por Imagem

Como a citometria de fluxo, este exame usa corantes que reagem com o DNA. Mas, em vez de suspender as células em um fluxo líquido, a análise é feita com um laser. A citometria por imagem utiliza uma câmara digital e um computador para medir a quantidade de DNA nas células numa lâmina no microscópio. Como a citometria de fluxo, a citometria por imagem também pode determinar a ploidia das células cancerosas.

Exames  Genéticos


  • Citogenética

As células humanas normais têm 46 cromossomos. Alguns tipos de câncer têm um cromossomo anormal único. Reconhecer o cromossoma anormal ajuda a identificar o tipo de câncer. Isto é especialmente útil no diagnóstico de alguns linfomas, leucemias e sarcomas. Mesmo quando o tipo de câncer é conhecido, estudos citogenéticos podem ajudar no prognóstico do paciente. Às vezes, os estudos podem até mesmo ajudar a prever quais as drogas quimioterápicas mais susceptíveis de responder.

Vários tipos de alterações cromossômicas pode ser encontrados nas células cancerosas:

  1. Translocação - Significa que parte de um cromossomo se rompeu e agora está localizado em outro cromossomo.
  2. Inversão - Significa que parte de um cromossomo está de cabeça para baixo (em ordem inversa), mas ainda ligado ao cromossomo. 
  3. Supressão - Indica que parte de um cromossomo foi perdida. 
  4. Duplicação - Acontece quando parte de um cromossomo foi copiado, e muitas cópias são encontradas na célula.

Exames de citogenética normalmente levam cerca de três semanas, porque as células cancerosas devem se desenvolver no laboratório por cerca de duas semanas antes de seus cromossomos poderem ser observados ao microscópio.

  • Hibridização Fluorescente In Situ

Hibridização fluorescente in situ (FISH) é muito parecida com o exame citogenético. Ela pode encontrar a maioria das alterações cromossômicas que podem ser vistas ao microscópio na citogenética padrão. Também pode encontrar algumas mudanças muito pequenas para serem vistas com o exame citogenético normal.

FISH utiliza corantes fluorescentes especiais ligados à pedaços de DNA que só aderem a partes específicas de certos cromossomos. Pode encontrar alterações cromossômicas como translocações, que são importantes para ajudar a classificar alguns tipos de leucemia. Este exame também pode mostrar quando existem demasiadas cópias de um determinado gene, o que pode ajudar os médicos a definir o melhor tratamento para algumas mulheres com câncer de mama. Ao contrário dos exames citogenéticos padrão, não é necessário cultivar células em laboratório para fazer FISH. Isso significa que os resultados estão disponíveis mais rápido.

Estudos Genéticos Moleculares

Outros exames de DNA e RNA podem ser utilizados para achar a maior parte das translocações encontrados por exames citogenéticos. Eles também podem encontrar algumas translocações envolvendo partes de cromossomos muito pequenos para serem vistos ao microscópio com exames citogenéticos padrão. Este tipo de exame pode ajudar a classificar algumas leucemias e, menos frequentemente, alguns sarcomas e carcinomas. Esses estudos também são úteis após o tratamento para encontrar células de leucemia remanescentes, que podem não ser vistas ao microscópio.

Estudos genéticos moleculares podem também identificar mutações em certas áreas do DNA que são responsáveis ​​por controlar o crescimento celular. Algumas destas mutações podem tornar o câncer especialmente agressivo quanto a seu crescimento e disseminação. Em alguns casos, a identificação de certas mutações ajuda os médicos a definir tratamentos mais suscetíveis de agir contra o câncer.

Certas substâncias denominadas receptoras de antígenos aparecem na superfície das células do sistema imunológico (linfócitos). Um linfonodo normal contém linfócitos com muitos receptores de antígenos diferentes, que ajudam o organismo a responder à infecção. No entanto, alguns tipos de linfoma e leucemia começam a partir de um único linfócito anormal. Isso significa que todas essas células cancerígenas têm o mesmo receptor antigênico. Exames de laboratório do DNA de genes receptores de antígeno são uma forma muito específica para diagnosticar e classificar esses tipos de câncer.

Algumas mutações genéticas podem ser herdadas dos pais e levar uma pessoa a ter um maior risco de desenvolver certos tipos de câncer. Ao contrário de mutações genéticas adquiridas que afetam somente as células tumorais, as mutações hereditárias afetam todas as células do corpo de uma pessoa. Estas mutações hereditárias podem ser identificadas através de exames genéticos em amostras de sangue. Aconselhamento e exames genéticos podem ser recomendados para algumas pessoas com um forte histórico familiar de câncer.

Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) - É um exame muito sensível de genética molecular para encontrar sequências de DNA específicas, como aquelas que ocorrem em alguns tipos de câncer.  A PCR de transcriptase reversa (ou RT-PCR) é um método utilizado para detectar pequenas quantidades de RNA. O RNA é uma substância relacionada com o DNA que é necessária para que as células produzam proteínas. Existem RNAs específicos para cada proteína do corpo. RT-PCR pode ser usado para localizar e classificar as células cancerosas.

Uma vantagem deste teste é que ele pode detectar um pequeno número de células cancerosas no sangue ou tecidos de amostras que seriam perdidas por outros exames. RT-PCR já é usado rotineiramente para a detecção de determinados tipos de células leucêmicas remanescentes após o tratamento, mas o seu valor para os tipos mais comuns de câncer ainda é incerto. A desvantagem é que os médicos não podem ter certeza de encontrar células cancerosas na corrente sanguínea ou num linfonodo o que significa que um paciente vai realmente desenvolver metástases à distância ou que a doença vai crescer o suficiente para causar sintomas ou afetar a sobrevida. No tratamento de pacientes, ainda não está claro se encontrar algumas células cancerosas com este exame deve ser um fator que influencie a escolha terapêutica.  

RT-PCR também pode ser usada para as células cancerosas subclassificadas. Alguns testes de RT-PCR medem os níveis de uma ou mesmo de várias sequências de RNA ao mesmo tempo. Através da comparação dos níveis de RNA, os médicos podem algumas vezes prever se um determinado câncer é susceptível de ser mais ou menos agressivo do que seria esperado com base em sua aparência sob o microscópio. Às vezes, esses testes podem prever se um câncer vai responder a determinados tratamentos.

Expressão Gênica de Microarranjos - Esses dispositivos são, em alguns aspectos, como chips de computador. A vantagem desta tecnologia é que centenas ou mesmo milhares de diferentes moléculas de RNA  podem ser comparadas ao mesmo tempo. Os resultados mostram quais genes estão ativos em um tumor. Estudos recentes mostraram que esta informação ajuda a prever o prognóstico de um paciente ou sua resposta a determinados tratamentos.

Este exame é utilizado quando o câncer se espalhou para várias partes do corpo, mas os médicos não tem certeza de onde ele começou. É o denominado câncer de origem desconhecida. O padrão de RNA destes cânceres pode ser comparado com os padrões de tipos conhecidos de câncer para determinar sua correspondência. Saber onde o câncer começou é útil na escolha do tratamento. Estes exames ajudam a determinar o tipo de câncer, mas eles nem sempre são capazes de dizer exatamente o tipo de câncer ao que corresponde.


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