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Leucemia Mieloide Crônica (LMC)

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Estadiamento da Leucemia Mieloide Crônica (LMC)

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/08/2015 - Data de atualização: 26/09/2018


O estadiamento da maioria dos tipos de cânceres atribui estágios numerados, de I a IV, para descrever sua extensão, com base no tamanho do tumor e na probabilidade de disseminação.

A leucemia mieloide crônica é uma doença da medula óssea e não segue um sistema de estadiamento como a maioria dos cânceres. O prognóstico de um paciente com leucemia mieloide crônica depende de outras informações, como idade do paciente, exames de sangue e valores sanguíneos e comprometimento do baço.

Fases da leucemia mieloide crônica

A leucemia mieloide crônica é dividida em 3 grupos, baseada principalmente no número de glóbulos brancos imaturos (blastos) no sangue ou na medula óssea:

  • Fase crônica. Os pacientes nesta fase têm menos do que 10% de blastos nas amostras de sangue ou medula óssea. Estes pacientes geralmente apresentam sintomas leves (se existirem) e geralmente respondem ao tratamento padrão. A maioria dos pacientes é diagnosticada na fase crônica.
     
  • Fase acelerada. Os pacientes são considerados em fase acelerada, se qualquer um dos seguintes for verdadeiro:
  1. Amostras de sangue ou da medula óssea com mais de 15% e menos do que 30% de blastos.
  2. Basófilos correspondem a 20% ou mais do sangue.
  3. Blastos e promielócitos combinados correspondem s 30% ou mais do sangue.
  4. Contagem de plaquetas muito baixas, não causadas pelo tratamento.
  5. Novas alterações cromossômicas nas células leucêmicas com o cromossomo Filadélfia.

Os pacientes com leucemia mieloide crônica em fase acelerada podem apresentar sintomas como febre, falta de apetite e perda de peso. Nesta fase , os pacientes não respondem ao tratamento tão bem quanto na fase crônica.

  • Fase blástica. A medula óssea e as amostras de sangue de um paciente nesta fase têm mais de 20% de blastos. As células blásticas frequentemente se espalham para tecidos e órgãos além da medula óssea. Esses pacientes geralmente apresentam sintomas, como febre, falta de apetite e perda de peso. Nesta fase, a leucemia age como uma leucemia aguda.

Fatores prognósticos

As diferenças entre os pacientes e que afetam a resposta ao tratamento são denominadas fatores prognósticos. Alguns fatores são vinculados com um menor tempo de sobrevida e são denominados fatores prognósticos adversos.

Fatores prognósticos adversos

  • Fase acelerada ou fase blástica.
  • Aumento do baço.
  • Áreas de dano ósseo devido ao avanço da leucemia.
  • Aumento do número de basófilos e eosinófilos em amostras de sangue.
  • Contagem de plaquetas muito alta ou muito baixa.
  • Idade (60 anos ou mais).
  • Múltiplas alterações cromossômicas nas células leucêmicas.

Muitos destes fatores são levados em conta no sistema de Sokal, que desenvolve uma pontuação utilizada para o prognóstico do paciente. Este sistema considera a idade, a porcentagem de blastos no sangue, o tamanho do baço e a quantidade de plaquetas. Estes fatores são utilizados para classificar os pacientes em grupos de risco (baixo, intermediário ou alto). Outro sistema, denominado sistema Euro inclui além dos fatores mencionados acima, o número de basófilos e eosinófilos. Ter grandes quantidades dessas células indica um prognóstico desfavorável.

Os sistemas Sokal e Euro foram úteis no passado, antes do desenvolvimento de medicamentos mais eficazes para a leucemia mieloide crônica. No momento, não está claro como eles podem ser úteis na determinação do prognóstico de um paciente. As terapias alvo como o imatinib mudaram drasticamente o tratamento da leucemia mieloide crônica nos últimos anos. Esses sistemas não foram testados em pacientes tratados com estes medicamentos.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Estadiamento do Câncer.

Fonte: American Cancer Society (19/06/2018)



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