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Espaço saúde: O que é leucemia linfocítica crônica?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 23/03/2018 - Data de atualização: 23/03/2018


O que é leucemia linfocítica crônica?

A leucemia linfocítica crônica, também conhecida como leucemia linfoblástica crônica, é um tipo de câncer das células brancas do sangue (linfócitos B) e da medula óssea, local do organismo em que as células do sangue são produzidas. Os linfócitos B são células envolvidas no combate às infecções, pertencentes, portanto, ao sistema imunológico.

Na leucemia linfocítica crônica a doença progride mais lentamente do que em outros tipos de leucemia. O termo "linfocítica" vem do fato de as células afetadas pela doença serem glóbulos brancos, ou linfócitos.

Quais são as causas da leucemia linfocítica crônica?

Não se sabe com certeza o que inicia o processo que causa a leucemia linfocítica crônica. O que se sabe é que algo causa uma mutação genética no DNA das células produtoras de sangue, as quais continuam crescendo e se dividindo, enquanto a célula saudável normal deixa de se dividir e morre, depois de certo tempo (horas ou dias, conforme o caso). Assim, o número de células brancas no sangue aumenta muito.

Não está claro o que causa essas mutações, mas elas fazem com que as células do sangue produzam linfócitos anormais e ineficazes. Sabe-se, também, que a leucemia linfocítica crônica não é uma doença hereditária. Alguns fatores de risco que podem aumentar as possilidades de que uma pessoa venha a ter leucemia linfocítica crônica incluem idade avançada (60-70 anos), raça branca, história familiar de câncer e exposição a certos produtos químicos (herbicidas, inseticidas, etc).

Qual é o mecanismo fisiológico da leucemia linfocítica crônica?

Quando acontece a leucemia linfocítica crônica, a medula óssea produz um excesso de células imaturas que se desenvolvem em glóbulos brancos leucêmicos anômalos. Além de serem ineficazes, esses linfócitos anormais continuam a viver e a se multiplicar exageradamente, causando um grande aumento de linfócitos no sangue (linfocitose).

Esses linfócitos anormais podem se acumular no sangue e em certos órgãos, como gânglios linfáticos, fígado, baço, sistema nervoso central e testículos, causando o mau funcionamento deles. Eles podem, também, forçar células saudáveis imaturas para fora da medula óssea e interferir com a produção normal dessas células.

Quais são as principais características clínicas da leucemia linfocítica crônica?

A leucemia linfocítica crônica incide mais comumente nas pessoas idosas, acima dos 60 anos, e as chances de cura são mais reduzidas que na forma aguda. Uma pessoa com leucemia linfocítica crônica evolui tão lentamente que a pessoa afetada pode, de início, não apesentar sinais ou sintomas. Mais de 25% dos pacientes com essa condição ficam assintomáticos durante muito tempo. Muitas vezes, o primeiro sinal da leucemia linfocítica crônica é uma leucocitose inexplicada, encontrada num exame de sangue de rotina ou feito com outros objetivos.

Quando existem, os sinais e sintomas iniciais da doença podem incluir nódulos linfáticos alargados, mas indolores, no pescoço, axilas, abdômen ou virilha; fadiga; febre; dor na parte superior esquerda do abdômen; baço aumentado; suor noturno; perda de peso e infecções frequentes.

À medida que a doença progride, o paciente pode desenvolver anemia grave, devido à diminuição da produção de hemácias, sangramentos, em decorrência da plaquetopenia (número baixo de plaquetas) e infecções, em decorrência da deficiência imunológica.

Como o médico diagnostica a leucemia linfocítica crônica?

Os exames e procedimentos necessários para diagnosticar a leucemia linfocítica crônica incluem exames de sangue, mostrando glóbulos brancos aumentados em número e anômalos, morfologiamente; exame da medula óssea, por meio de aspiração da mesma com agulha (mielograma); exame de imagens como radiografia, tomografia computadorizada ou ultrassonografia e exame do fluido espinhal, por meio de uma punção lombar. Outros exames mais podem ser acrescentados, conforme as peculiaridades de cada caso clínico.

Como o médico trata a leucemia linfocítica crônica?

A leucemia linfocítica crônica não tem uma cura definitiva, no entanto, existem tratamentos para ajudar a controlar a doença. Esses tratamentos podem até não serem necessários nos estágios iniciais. Os tratamentos precoces não aumentam a sobrevida de pessoas com leucemia linfocítica crônica em estágio inicial. Nesse estágio, os médicos apenas devem monitorar cuidadosamente a condição, reservando o tratamento para quando a leucemia avançar.

Se o médico constata que a leucemia linfocítica crônica está progredindo ou está em estágios intermediários ou avançados, as opções de tratamento podem incluir quimioterapia, terapia farmacológica direcionada para as células anormais, imunoterapia e transplante de medula óssea.

À medida que têm sido desenvolvidas combinações mais eficazes de fármacos, o transplante de medula óssea tem se tornado menos comum. Os tratamentos para leucemia linfocítica crônica dependem de vários fatores, como a fase do câncer, a saúde geral do paciente e até mesmo suas escolhas.

Quais são as complicações possíveis da leucemia linfocítica crônica?

Adultos com mais de 60 ou 70 anos tendem a experimentar mais complicações da doença ou dos tratamentos que pessoas mais jovens. Esses idosos geralmente têm também um pior prognóstico do que as crianças que são tratadas por leucemia linfocítica aguda.

A leucemia linfocítica crônica pode causar complicações como infecções frequentes, mudança para uma forma mais agressiva do problema, aumento do risco de outros tipos de câncer, incluindo câncer de pele, de pulmão e do trato digestivo e problemas do sistema imunitário.

Fonte: O Nortão

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