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Em cartaz, ‘Estrelas de cinema nunca morrem’ narra luta de Gloria Grahame contra o câncer em meio a uma paixão

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/05/2018 - Data de atualização: 02/05/2018


RIO — Quem foi Gloria Grahame? Estrela da Era de Ouro de Hollywood, vencedora do Oscar por "Assim estava escrito” (1952) e parceira de cena de nomes como Humphrey Bogart, a americana caiu no esquecimento bem antes de sua morte, em 1981, em decorrência de um câncer, cujo diagnóstico manteve em segredo. É sobre esse derradeiro momento que se debruça o drama "Estrelas de cinema nunca morrem”, em cartaz desde quinta-feira.

Estrelado por Annette Bening e por Jamie Bell, ambos indicados ao prêmio Bafta pelo trabalho, o filme foca no relacionamento entre a atriz, já cinquentona e fora das telas, e o jovem ator de teatro Peter Turner, em cujas memórias o roteiro de Matt Greenhalgh (também indicado ao Bafta) é baseado.

Abordadas de forma tangencial no filme estão as polêmicas que cercaram a outrora musa noir, de clássicos como "Rancor” (1947), de Edward Dmytryk, "Os corruptos” (1953), de Fritz Lang, e "No silêncio da noite” (1950), de Nicholas Ray. Em vez disso, o diretor Paul McGuigan se aprofunda no romance impetuoso com Turner, iniciado na Inglaterra, em 1979, quando a atriz buscava trabalhos nos palcos e despertava nos transeuntes apenas uma vaga lembrança de uma carreira promissora.

— Hollywood deu as costas a ela por causa das fofocas envolvendo sua vida pessoal, mas era uma mulher moderna que queria continuar trabalhando — define o diretor. — Ela sempre gostou de homens mais novos, mas, ao mesmo tempo, sofria com a própria idade e frequentemente questionava se era velha demais para Turner. Sabia que não teria o mesmo rosto que tinha no cinema e tentava se agarrar à juventude de alguma forma, reter energia e ser amada novamente.

Em "Film stars don't die in Liverpool” (no título original), a história de amor apaixonante é alternada com a angústia que Gloria sentia por esconder a doença de todos, incluindo de seu jovem namorado. Ao receber o diagnóstico de câncer de mama, recusou-se a enfrentar quimioterapia, perder o cabelo e papéis no cinema. Viveu as últimas semanas na casa da família de Turner, em Liverpool, onde recebeu os cuidados paliativos.

— Apesar de o filme ser sobre uma pessoa que havia sido muito famosa, eu estava mais interessado na dinâmica entre uma mulher mais velha e sexualizada e um jovem rapaz, e em como ela acabou numa casinha de uma família da classe trabalhadora. Ainda assim, é um romance diferente dos outros porque Gloria carrega o histórico de um sucesso esgotado — diz o cineasta, de quem Annette Bening exigiu que o filme não fosse "sentimental demais”. — Afinal, não é uma história sobre uma mulher morrendo num quarto, mas de uma mulher tentando se agarrar à vida.

O que tirou Gloria dos holofotes ainda é alvo de debates. Alguns atribuem a derrocada ao filme "Oklahoma!” (1955), de Fred Zinnemann, no qual interpretou uma simples camponesa, o que teria desconstruído a sua aura de elegância e sedução.

Mas também houve os casamentos e divórcios turbulentos — prato cheio para os tabloides da época. O casamento com o ator Stanley Clements durou dois anos, e no dia seguinte ao divórcio ela se casou com o diretor Nicholas Ray. Depois veio o produtor Cy Howard, de quem se separou por abusos na relação. Por fim, casou-se com o ator Anthony Ray, filho do ex-marido Nicholas — e há relatos de que o caso com o enteado havia começando quando este tinha apenas 13 anos.

— Achei muito difícil pesquisar a vida da Gloria. Ela era retraída, não falava sobre si. Acho que, quando você vira alvo de fofocas, tem duas opções: alimentá-las ou se retrair. Ela escolheu a segunda opção. Queria ser apenas uma atriz e que falassem sobre sua profissão.

O diretor, hoje, afirma conhecê-la "um pouco, mas não muito”:

— Há muita coisa por trás que não foi contada. Isso que é tão intrigante sobre a Gloria: foi uma pessoa extremamente reservada, provavelmente porque se machucou tanto no passado.

Fonte: O Globo

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