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Efeitos colaterais do câncer a longo prazo em crianças

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/11/2013 - Data de atualização: 16/08/2018


Atualmente, uma grande porcentagem de ex-pacientes de câncer foram diagnosticados quando tinham menos de 21 anos. Nos últimos anos, com os avanços nos tratamentos e melhores formas de suporte resultaram em mais crianças que se restabeleceram e atingiram a vida adulta.

No entanto, eles correm o risco do aparecimento de efeitos colaterais a longo prazo, também chamados de efeitos tardios do tratamento do câncer. Os efeitos tardios podem ocorrer meses ou anos após o término do tratamento. Com cada vez mais crianças tratadas de câncer sobrevivem por cinco anos ou mais após o tratamento, a prevenção e o reconhecimento dos efeitos físicos e emocionais tornam-se uma parte importante do tratamento do câncer.

Causas dos efeitos tardios

Todo o tratamento de câncer pode causar efeitos tardios, incluindo quimioterapia, radioterapia, cirurgia ou transplante de células tronco. O risco do desenvolvimento de efeitos tardios em uma criança depende de muitos fatores, por exemplo:

  • Tipo e localização do tumor.
  • Área do corpo tratada.
  • Tipo e dose do tratamento.
  • Idade da criança na época do tratamento.
  • Genética e histórico familiar.
  • Outros problemas de saúde que existiam antes do diagnóstico do câncer.

Tipos de efeitos tardios

Os efeitos tardios podem ser físicos ou emocionais. Abaixo apresentamos uma lista de efeitos tardios específicos do câncer em crianças. Nem todas as crianças que passaram pelo câncer irão desenvolver todos estes efeitos colaterais a longo prazo, pois dependem muito do tipo de tratamento e da idade da criança na época em que foi tratada.

Se você está preocupado com qualquer um dos efeitos tardios que seu filho possa vir a apresentar, converse com um médico para compreender quais são os riscos e as formas de gerenciá-los. A comunidade científica continua a fazer progressos na prevenção, gestão e tratamento dos efeitos tardios do câncer na infância, e mais informações para ajudar as crianças e suas famílias estão disponíveis o tempo todo.

      Problemas emocionais

Independentemente da idade da criança durante o tratamento, podem ocorrer potencialmente efeitos emocionais de longa duração, como ansiedade, depressão e medo da recidiva. Frequentemente, ex-pacientes com câncer infantil evitam médicos e hospitais, o que pode ser prejudicial para a sua saúde quando adulto.

      Segundo câncer

Ex-pacientes de câncer na infância têm um risco ligeiramente aumentado de desenvolver um segundo câncer, que é um tipo diferente de câncer que aparece após o diagnóstico inicial da doença.  Isso é chamado de câncer secundário. Por exemplo, crianças e adolescentes tratados para linfoma de Hodgkin têm um risco maior de um segundo câncer, incluindo câncer de mama e câncer de tireoide.

As causas incluem frequentemente a radioterapia e a quimioterapia, em especial os medicamentos ciclofosfamida, ifosfamida, etoposido, daunorubicina e doxorrubicina.

      Problemas de desenvolvimento sexual e reprodutivo

Tanto os meninos como as meninas estão em risco para estes problemas:

  • Nos meninos, a radioterapia do cérebro, testículos ou abdome pode causar infertilidade, assim como a quimioterapia com agentes alquilantes, como ciclofosfamida e ifosfamida. Estes tratamentos também podem alterar os níveis de testosterona, o que pode afetar o desenvolvimento na puberdade e o sexual.
  • Nas meninas, especialmente aquelas que já menstruam, quimioterapia e radioterapia no abdome, pelve, coluna lombar ou na cabeça podem afetar os ovários, causando infertilidade, menstruação irregular e menopausa precoce.
  • Para os meninos e meninas, a radioterapia na cabeça pode afetar várias glândulas que regulam os níveis dos hormônios masculinos e femininos, o que pode afetar a fertilidade.

      Problemas de desenvolvimento, crescimento e hormonais

Os tratamentos do câncer podem afetar o sistema endócrino, um grupo de glândulas produtoras de hormônio que controlam as funções do corpo, como crescimento, energia e puberdade:

  • A radioterapia no cérebro, olhos ou ouvidos pode afetar a glândula pituitária, que ajuda a controlar o crescimento. As crianças tratadas com radioterapia nessas regiões que não tenham atingido a altura adulta esperada têm um risco aumentado de problemas de crescimento. A irradiação da glândula pituitária também tem sido associada a um risco maior de obesidade e sobrepeso. Um endocrinologista pode diagnosticar esses problemas e realizar tratamento com hormônios.
  • A radioterapia administrada no osso pode causar problemas no crescimento ou provocar lesões e alterações como a escoliose.
  • Os glicocorticoides e o metotrexato têm efeitos diretos sobre a formação óssea, o que pode levar à baixa densidade mineral óssea, e, quando severa, à osteoporose. No entanto, a maioria das crianças recupera sua resistência óssea, após o término do tratamento com esses medicamentos.

As crianças devem realizar check ups regulares para monitorar seu crescimento e desenvolvimento durante a puberdade. Os médicos costumam solicitar a densidade mineral óssea com exames de imagem (raios X). Estes exames ajudam o médico, a saber, se a criança precisa de suplementos alimentares ou alimentos especiais e/ou atividade física para ajudar a melhorar a densidade óssea.

      Problemas de memória e aprendizagem

Qualquer criança tratada para o câncer tem um maior risco de dificuldades para a aprendizagem e problemas de memória. Ex-pacientes de câncer na infância podem precisar ser avaliados após o término do tratamento se estiverem com problemas na escola ou no trabalho.

      Problemas cardíacos

Medicamentos chamados antraciclinas incluindo a doxorrubicina, daunorrubicina e idarrubicina, podem causar problemas cardíacos, como arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Além disso, a radioterapia na região do tórax, coluna, ou abdome superior e para transplante de células tronco pode aumentar o risco de efeitos tardios no coração.

Mulheres e crianças mais jovens têm um risco aumentado de efeitos cardíacos tardios. Ex-pacientes de câncer na infância devem visitar seu médico anualmente para os cuidados de acompanhamento, pois os problemas cardíacos muitas vezes não apresentam sintomas. Um eletrocardiograma e um ecocardiograma devem ser realizados a cada 2 anos após o término do tratamento.

      Problemas respiratórios e pulmonares

Certos tipos de quimioterapia, incluindo a bleomicina, carmustine e lomustine, podem causar danos pulmonares. A radioterapia na região do tórax ou pulmões também pode causar problemas pulmonares. As crianças que estavam em uma idade mais precoce no momento do diagnóstico e início do tratamento têm um risco maior de problemas pulmonares e respiratórios. Essas crianças devem fazer exames de função pulmonar pelo menos a cada 2 anos após o término do tratamento.

      Problemas dentários

A radioterapia da região da boca, cabeça ou pescoço pode causar problemas como xerostomia (boca seca) e cáries. A quimioterapia, especialmente quando administrada em crianças que ainda não têm a dentição definitiva formada, podem ter problemas no desenvolvimento dos dentes. Ex-pacientes de câncer diagnosticados na infância devem visitar o dentista a cada seis meses e explicar o tratamento que receberam contra o câncer. Converse com o dentista de seu filho antes e após o tratamento para orientação sobre a redução desses potenciais efeitos tardios.

      Sistema digestivo

O trato gastrointestinal, que ajuda a digerir e absorver os alimentos, pode ser afetado pela cirurgia abdominal ou pélvica e pela radioterapia do pescoço, tórax, abdome ou pelve. Ex-pacientes de câncer na infância devem conversar com o seu médico se sentir dor abdominal ou constipação crônica, diarreia, azia, náuseas ou vômitos.

      Problemas auditivos

A radioterapia na região da cabeça ou cérebro pode causar perda de audição. Alguns quimioterápicos, como cisplatina ou carboplatina, também podem afetar a audição. As crianças mais jovens têm maior risco para estes problemas. Todos os ex-pacientes de câncer na infância devem ter sua audição avaliada pelo menos uma vez por um fonoaudiólogo após terminar o tratamento. Se houver perda de audição, deve ser acompanhado anualmente ou conforme recomendação médica.

      Problemas oculares e de visão

Altas doses de radioterapia no globo ocular ou cérebro pode causar problemas oculares, como catarata. A radioiodoterapia para o câncer de tireoide pode resultar em um aumento de lacrimejamento e o transplante de células tronco em aumento do risco de olhos secos. Esses pacientes devem ser avaliados por um oftalmologista.

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