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Doutor, como sabemos se esse tratamento é seguro para mim?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/08/2015 - Data de atualização: 16/08/2015


Para a cirurgia a avaliação do estado geral pelo exame clínico e complementação com exames laboratoriais é um bom indicador do risco cirúrgico. A Sociedade Americana de Anestesiologia também estabeleceu uma avaliação de risco denominada "Critérios ASA”.

A radioterapia é sempre segura, dependendo do tamanho do campo e da dose administrada. Como o tratamento é administrado em frações diárias, com raras exceções, é possível acompanhar a toxicidade que é proporcional a dose acumulada de radiação. Na presença de efeitos colaterais importantes é possível interromper parcial ou definitivamente o tratamento.

Para a quimioterapia, sabemos que existem algumas características individuais (genéticas) que podem predispor a uma maior toxicidade de determinados medicamentos. A mais facilmente avaliável é a deficiência (total ou parcial) de Dihidropirimidino Desidrogenase (DPD), uma enzima de degrada uma classe de medicamentos, as fluoropirimidinas (5-Fluorouracil, capecitabina). As pessoas deficientes em DPD metabolizam muito lentamente (ou não metabolizam) as fluoropirimidinas e estão mais sujeitas a toxicidade severa (Toxicidade na medula óssea, mucosite, diarreia, etc.). Estima-se que 0,5% da população caucasiana apresente deficiência total de DPD.

Outro polimorfismo que pode ser testado é o da UGT1A1. Os pacientes homozigotos para o alelo UGTA1A*28 estão sob risco severo de neutropenia se submetidos a tratamento com Irinotecano. No entanto, esse não é um fator proibitivo para a administração do Irinotecano, basta que as doses sejam reduzidas e a administração pode ser feita de forma segura. A frequência desse polimorfismo é de 10,2% na população, sem correlação racial aparente.

Para os outros quimioterápicos, em adultos, não temos como determinar à priori a toxicidade.

Critérios de avaliação muito bem descritos (Common Terminology Criteria for Adverse Events - CTCAE) são utilizados para avaliar e graduar os eventos adversos do tratamento. Medidas profiláticas (preventivas) são adotadas para evitar os eventos adversos mais frequentes (e esperados), tais como náuseas, vômitos, reações alérgicas, neuropatia aguda, etc.

Se apesar das medidas preventivas possíveis ainda forem observados eventos adversos significativos (graus 3 ou 4), a dose do quimioterápico deverá ser ajustada em função da severidade e duração da toxicidade observada.

Por mais precisos que sejam os estudos clínicos eles representam uma ínfima parcela da população que poderá se beneficiar da medicação. Dessa forma, ampliando o uso, eventos adversos mais raros, e não previstos, podem ocorrer. Após a comercialização dos medicamentos instalam-se programas de farmacovigilância exatamente para coletar essas informações.

Eventos fatais inesperados são sempre possíveis, embora não sejam frequentes. Os outros eventos adversos tendem a ser reversíveis e controláveis. Em função disso, o acompanhamento com um especialista na área (oncologista clínico) é fundamental para garantir a segurança do tratamento.

Em suma, o tratamento geralmente será seguro se for acompanhado adequadamente por um especialista na área, o qual saberá ajustar as doses da medicação e lidar com os eventos adversos da mesma. Cabe lembrar que o fato de ser seguro não quer dizer que o tratamento será confortável e nem isento de eventos adversos.


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