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Dor

  • Equipe Oncoguia
  • - Data da última atualização: 24/03/2013


O tratamento do câncer tem por finalidade a cura ou alívio dos sintomas da doença. Os tratamentos com medicamentos (quimioterapia, terapia alvo, hormonioterapia), cirúrgicos e radioterápicos podem provocar efeitos colaterais que variam de paciente para paciente dependendo de múltiplos fatores, podendo ser diferentes quanto a intensidade e duração. Alguns pacientes poderão apresentar efeitos colaterais mais severos, outros mais leves ou mesmo não apresentar qualquer efeito colateral. Em caso de você apresentar algum efeito colateral devido ao tratamento que está realizando procure imediatamente seu médico para receber as orientações necessárias para seu caso.

A dor é um sintoma comum em pessoas com câncer. No momento do diagnóstico de 30% a 40% das pessoas sentem dor. Se o câncer disseminou, 65% a 85% das pessoas sentem dor, e até 95% da dor causada pelo câncer pode ser tratada com sucesso. A dor pode fazer com que outros aspectos do câncer, tais como fadiga, fraqueza, falta de ar, náusea, constipação, distúrbios do sono, depressão, ansiedade e confusão mental, pareçam mais graves.

No entanto, nem todas as pessoas com câncer se beneficiam das estratégias de alívio da dor, simplesmente por não partilharem os sintomas com os profissionais de saúde que as tratam, ou então por preferirem utilizar apenas medicamentos para o alívio da dor.

Causas

A dor pode ser do próprio tumor ou um resultado do tratamento:

Tumor - Se o tumor cresce e se dissemina para o osso ou outro órgão, pode exercer pressão sobre os nervos e danificá-los, levando à dor. Se o câncer disseminado cresce ao redor da medula espinhal, pode causar compressão da medula espinhal, produzindo uma dor intensa ou paralisia se não for tratada.

Cirurgia - É normal sentir dor após uma cirurgia para remoção do câncer. A maioria dessas dores desaparece espontaneamente, mas algumas pessoas podem ter uma dor persistente durante meses ou anos e até mesmo apresentar danos permanentes aos nervos.

Radioterapia - A dor pode desenvolver-se após o tratamento radioterápico e também desaparecer espontaneamente. Mas, algumas vezes a dor pode persistir durante meses ou anos após o tratamento, especialmente em casos de irradiação do tórax ou da medula espinhal.

Quimioterapia - Alguns quimioterápicos podem causar a dor com dormência nos dedos das mãos e dos pés. Normalmente, essa dor desaparece com o fim do tratamento, mas às vezes o dano é permanente.

Diagnóstico

Cada pessoa conhece sua própria dor. O trabalho do médico no controle da dor é ouvir o paciente, acreditar nele, oferecer uma solução, e continuar a repetir processo enquanto a dor permanecer. Para entender a dor e melhor orientar o paciente, o médico pode levantar questões como:

  • Onde dói?
  • Por quanto tempo a dor perdura?
  • Há quanto tempo essa dor existe?
  • Qual a intensidade da dor?

O médico também pode pedir-lhe para descrever a dor em uma escala de 1 a 10 ou oferecer palavras que ajudam a descrever a dor, como queimação, pontadas, latejante.

Gerenciamento

O médico pode tratar a dor de várias maneiras:

  • Fixando a origem da dor, tratando o tumor ou reduzindo a inflamação.
  • Mudando a percepção da dor, geralmente com medicamentos que aniquilam a dor.
  • Interferindo com sinais enviados ao cérebro, pela coluna ou por bloqueios de nervos.

Dependendo da origem da dor e da saúde da pessoa, existem combinações diferentes de medicamentos e meios para proporcionar conforto ao paciente. Na maioria das vezes, o médico sabe como administrar a dor, no entanto, ocasionalmente, podem solicitar a ajuda de especialistas da dor e de cuidados paliativos para ajudar alguns pacientes a controlar as dores intensas.

Medicamentos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu um sistema para classificar a dor. De acordo com esse sistema, dor leve a moderada é tratada com analgésicos, de moderada a grave, deve ser tratada com opióides. Os medicamentos para a dor podem ser administrados de diferentes maneiras, dependendo da droga e do estado geral do paciente:

  • Oral.
  • Sublingual.
  • Subcutânea.
  • Intravenosa.
  • Na espinha dorsal.
  • Retal.

Muitas vezes os médicos deixam com os pacientes um dispositivo que permite controlar a liberação de medicamento no corpo, denominado analgesia controlada pelo paciente. Os medicamentos contra dor são administrados de acordo a horário previamente programado, incluindo algumas doses de resgate em caso de necessidade.

Efeitos Colaterais

Medicamentos para a dor, especialmente os opióides, podem causar constipação, náusea, sonolência, confusão ou alucinações. Mas, a maioria desses efeitos pode ser evitada ou tratada com outros medicamentos. Em algumas situações, o médico pode prescrever outra droga para minimizar esses efeitos colaterais.

Gerenciando a Dor sem Medicamentos

Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem ajudar você a utilizar dispositivos, como próteses ou talas para aliviar a dor.

Dicas

  • Quando conversar com o médico descreva o local da dor e suas características. Relate se a dor é leve, moderada ou severa, se é constante, se desaparece espontaneamente, o tempo de duração, que ações você toma para aliviar a mesma. Em caso de fazer uso de algum medicamento, qual a dosagem, frequência, e se o medicamento está ou não ajudando.
  • Uma maneira bastante eficaz para controlar a dor é tomar os medicamentos prescritos pelo médico em horários regulares. Mesmo se não sentir dor num determinado momento é importante tomar o medicamento.
  • Tome seus medicamentos exatamente como o médico prescreveu. A dor é mais difícil de controlar se ficar esperando ela passar, não a deixe ficar insuportável.
  • Procure relaxar, praticar meditação ou ioga, isso poderá ajudar a diminuir a tensão muscular, a ansiedade e a dor.
  • Comunique ao médico se ocorrerem mudanças nas características da dor que sente. Caso isso aconteça pode ser necessário modificar ou ajustar a medicação prescrita para um melhor controle da dor.


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