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Diagnóstico dos Tumores Neuroendócrinos

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/11/2018 - Data de atualização: 02/11/2018


Para a maioria dos tipos de tumores, a biópsia é a única maneira de fazer o diagnóstico definitivo da doença. A biópsia, consiste na remoção de uma pequena amostra de tecido para exame ao microscópio em laboratório. Se a biópsia não for possível, o médico pode sugerir outros exames que ajudarão a definir o diagnóstico.

Existem muitos tipos de tumores neuroendócrinos, e cada um requer uma abordagem diferente para o diagnóstico e tratamento. O diagnóstico dos tumores neuroendócrinos depende do tipo de tumor, localização, se produz excesso de hormônios, agressividade, e se está disseminado para outras partes do corpo. Alguns fatores são considerados para a escolha dos exames a serem realizados, como:

  • Suspeita do tipo de tumor.
  • Sinais e sintomas.
  • Idade e condição médica.
  • Resultados de exame médicos anteriores.

Além do exame físico, outros exames, como os listados abaixo, podem ser realizados ​​para diagnosticar um tumor neuroendócrino. Entretanto, nem todos são necessários para todos os pacientes.

  • Exames de sangue/urina. Para verificar se existem níveis anormais de hormônios de outras substâncias podem ser coletadas amostras de sangue e urina. Exames de urina também são realizados para verificar níveis aumentados de adrenalina no corpo, uma vez que grandes quantidades de adrenalina podem ser um sinal de feocromocitoma.
     
  • Raios X. É um exame de imagem, que cria uma imagem das estruturas internas do corpo utilizando uma pequena quantidade de radiação.
     
  • Tomografia computadorizada. A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. A tomografia computadorizada também pode ser usada para determinar o tamanho e a localização do tumor. Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso.
     
  • Ressonância magnética. A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem que utiliza ondas magnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética produz imagens que permitem determinar o tamanho e a localização de um tumor. Assim como na tomografia, também pode ser usado um contraste via intravenosa para a obtenção de maiores detalhes do corpo, porém com menos frequência.
     
  • Biópsia. Neste procedimento, uma amostra de tecido é removida e encaminhada para análise por um patologista. O patologista é o médico especializado em interpretar testes laboratoriais e avaliar células, tecidos e órgãos para diagnosticar doenças. Outros exames podem sugerir que um tumor está presente, mas apenas a biópsia pode fazer um diagnóstico definitivo.
     
  • Teste molecular do tumor. O médico pode solicitar a realização de testes moleculares na amostra do tumor para identificar genes específicos, proteínas e outros fatores exclusivos do tumor. Os resultados desse exame ajudará a decidir, por exemplo, se entre as opções de tratamento poderá ser incluída a terapia alvo.
     
  • Tomografia por emissão de pósitrons (PET scan). A tomografia por emissão de pósitrons mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O PET scan é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta. Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se reproduzirem e se manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. Como as células de tumores são ávidas da energia proveniente da glicose, esta vai concentrar-se nas células cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. Alguns minutos depois é possível fazer um mapeamento do organismo, produzindo imagens do interior do corpo. Alguns centros estão pesquisando o papel do PET scan no câncer de células de Merkel, tanto no estadiamento quanto no monitoramento contínuo dos pacientes durante o tratamento.

Após a conclusão dos exames, o médico analisará todos os resultados junto com o paciente. Se o diagnóstico for um tumor neuroendócrino, os resultados também orientarão o médico a planejar o tratamento.



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