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Diagnóstico de câncer atrasa no SUS; lei quer prazo de 30 dias para o exame

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/10/2019 - Data de atualização: 24/10/2019


Pedro, no ônibus da Prefeitura de Volta Redonda que leva pacientes ao Inca para tratamento Foto: Marcelo Regua / Extra

Foi o resultado de um exame de sangue que acendeu o sinal amarelo na vida do aposentado Pedro da Silva, de 68 anos. O PSA, proteína que, quando alta, indica câncer de próstata, estava acima do indicado. Ainda assim, era preciso fazer uma tomografia para a confirmação. O teste, no entanto, só foi realizado seis meses depois.

O caso do morador de Volta Redonda ilustra um cenário comum no país: falta a urgência adequada em casos da doença, o que leva a diagnósticos com os tumores já em estágios avançados — como atesta relatório do Tribunal de Contas da União divulgado em setembro.

— Demorou muito o exame. Só quando cheguei ao Inca é que a coisa andou — conta Silva, no ônibus da Prefeitura de Volta Redonda que leva os pacientes da cidade do Sul Fluminense até o hospital, na Praça da Cruz Vermelha, Centro do Rio.

Na semana passada, o Senado aprovou uma lei que obriga o SUS a fazer, em até 30 dias, exames que confirmam o câncer, após o paciente ter passado por uma consulta médica que levante suspeita da doença. O texto seguiu para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro.

Se aprovada, a mudança será incluída na lei que já estipula o início do tratamento pelo SUS em no máximo 60 dias a partir do diagnóstico do câncer.

No SUS, a responsabilidade pelo exame de confirmação da doença é dos municípios. Após o diagnóstico, a rede municipal encaminha o paciente para as redes estadual ou federal.

A organização dos exames é feita numa espécie de fila eletrônica. No Rio, o Sistema de Regulação aponta que todas as 108 mulheres com o grau mais alto de urgência terão que esperar por uma ultrassonografia de mama — um dos exames para o diagnóstico de câncer no local — por pelo menos dois meses. A primeira da fila neste momento, por exemplo, entrou no sistema em fevereiro de 2018.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio afirmou que a ultrassonografia de mama “não é o exame de rastreio ou diagnóstico de câncer, e sim a mamografia”, que tem “número mais do que suficiente para atender à demanda da cidade”. Também diz que é preciso avaliar cada caso para explicar a demora.

Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia do Rio, Sandra Gioia diz que a ultrassonografia de mama é importante para diagnosticar o câncer quando a mamografia não consegue confirmar.

— Queremos a detecção precoce. Aí a mamografia é indispensável e o ultrassom pode ser necessário — afirmou.

Estudo destaca que rede não tem estrutura

O estudo do TCU atesta que o diagnóstico do câncer no país não está sendo realizado em tempo hábil. E revela um alto percentual de pacientes diagnosticados com a doença “em grau de estadiamento IV e V” — ou seja, os dois mais avançados dos cinco que existem.

— Uma paciente com nódulo suspeito, por exemplo, não pode entrar numa fila normal. Tem que ter tratamento especial, de urgência — defende Gioia. — A gente recebe os pacientes com os nódulos grandes, sangrando, o braço inchado. São sintomas da demora dos exames que levarão ao diagnóstico.

O estudo do TCU também destaca que a rede de exames ofertados pelo SUS não está suficientemente estruturada para possibilitar aos pacientes com suspeita de câncer receberem no tempo adequado o diagnóstico exato.

A regulação do acesso à assistência à saúde no país, segundo o TCU, possui “deficiências quanto à organização, ao gerenciamento e à priorização do acesso por meio de fluxos assistenciais no âmbito do SUS”.

O Ministério da Saúde afirmou que, em oito anos, dobrou os recursos federais destinados aos tratamentos do câncer na rede pública de saúde, passando de R$ 2,2 bilhões em 2010 para R$ 4,4 bilhões em 2018. E que “a auditoria (do TCU) retrata uma amostra apenas dos oito tipos de cânceres mais prevalentes, o que não representa o cenário nacional”. O ministério diz ainda que o Brasil tem 309 hospitais habilitados a oferecer assistência ao paciente com câncer.

Fonte: Extra

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