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Coronavírus: Hospital referência em tratamento de câncer tem redução de até 87% em diagnóstico de tumores em SP

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/05/2020 - Data de atualização: 07/05/2020


A pandemia do novo coronavírus na capital paulista esvaziou a procura pelo tratamento de câncer em um dos principais hospitais de referência ao tratamento da doença em São Paulo, o A.C. Camargo Cancer Center.

O número de exames para novos diagnósticos de câncer no hospital caíram até 87% na comparação entre abril deste ano e de 2019.

De acordo com os dados do hospital, dependendo do tipo de tumor, houve redução de 50 a 80% no número de consultas feitas pelos médicos oncológicos no mês de abril, comparado com o mesmo mês do ano passado.

Segundo o hospital, a redução mais acentuada se deu entre os pacientes de câncer de mama e de tumores urológicos.

O A.C Camargo registrou redução média de 65% no número de novos pacientes, sendo 74% no centro de referência de tumores da mama do hospital, e 79% no centro de referência de tumores urológicos, que são mais comuns em pacientes homens, acima de 60 anos.

O total de cirurgias para retirada de tumores caiu 54% nas quatro unidades do A.C Camargo em São Paulo. Algumas delas, segundo os médicos, foram postergadas por não apresentarem risco para os pacientes.

“Essa queda bastante acentuada, claramente foi por causa da pandemia de coronavírus. No início, nós mesmo, os médicos, pedíamos para os pacientes só irem para o hospital em casos urgentes, porque a gente não sabia muito como lidar com a doença. Passados quase dois meses, os ambientes hospitalares estão mais controlados e há mais gente curada no próprio hospital do que infectadas. Então, é o momento das pessoas voltarem a fazer o diagnóstico, porque muito nos preocupa uma pessoas com um melanoma, por exemplo, que é um câncer que se espalha muito fácil pelo corpo, ter uma evolução em dois, três meses, que pode comprometer a recuperação”, conta o cirurgião oncológico João Duprat , chefe do Centro de Referência em Tumores Cutâneos do A.C.Camargo.

Perigo no diagnóstico tardio

Especialista em cânceres de pele, os chamados tumores cutâneos, Duprat afirma que muitos deles têm comportamento agressivo e adiar o plano terapêutico pode significar a redução do sucesso do tratamento, que está atrelado ao diagnóstico e o tratamento precoce.

De acordo com Duprat, o hospital teve uma queda de mais de 50% no número de novos diagnósticos de câncer de pele durante a pandemia de coronavírus.

“No início dessa crise, era normal os pacientes adiarem consultas e exames para detecção de tumores ou acompanhamento do quatro clínico, por medo de infecção. Não tenho dúvidas de que o isolamento social foi fator relevante para que a gente não tivesse um pico mais alto e acelerado na cidade, mas a gente não sabe quanto tempo isso ainda vai durar até o achatamento mais expressivo da curva. E muitos tumores têm como fatores decisivos de cura o diagnóstico no início dos sintomas. Por isso a necessidade das pessoas voltarem a fazer seus exames e marcarem as cirurgias necessárias”, avalia João Duprat.

Fluxo de proteção hospitalar

Para lidar com os pacientes com sintomas da Covid-19 e evitar contágios, o hospital adotou o chamado Fluxo Oncológico Protegido (FOP) com parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesse fluxo, as quatro unidades disponibilizam uma entrada separada no pronto-atendimento para sintomas gripais e para outras doenças, além de realizar triagem virtual para que os pacientes oncológicos com sintomas de Covid-19 se desloquem até o hospital apenas se realmente houver necessidade. O hospital também testa todos os pacientes e a equipe antes de realizar qualquer cirurgia.

“As medidas foram tomadas porque os pacientes oncológicos em tratamento constituem grupo de risco para Covid-19, apresentando mais complicações. São cuidados que muitos hospitais também estão tomando e que são necessários para que as pessoas não deixem de se tratar do câncer, porque a espera pode ser ainda mais prejudicial depois de dois ou três meses sem diagnóstico”, aponta Duprat.

“O medo do coronavírus é uma coisa que temos que ter, mas não podemos ter ‘paúra’, porque ela vai estancar. A vida já está parada no ponto de vista econômico, mas a sua saúde precisa continuar andando", diz Flavio Hojaij.

Cardiopatias

O abandono dos diagnósticos de câncer por causa do coronavírus também aconteceu com as doenças cardíacas, segundo o diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Múcio Tavares de Oliveira.

Chefe da unidade hospital dia do Instituto do Coração de São Paulo (InCor), o médico diz que os atendimentos de emergências cardiológicas no estado caíram em média 50% nos hospitais públicos e privados. O cardiologista também atribui a queda ao medo dos pacientes de procurarem os serviços de saúde, aliado ao temor de não encontrarem vagas nos hospitais para outras especialidades além do Covid-19.

“Em alguns hospitais privados, a queda foi de quase 70%. Além do medo de contrair o coronavírus, muitos pacientes têm medo de ir ao hospital e não conseguir ser atendido. É um erro adiar um diagnóstico de dor no peito, alteração brusca de pressão e de fala por causa do medo da doença. O coronavírus é uma realidade que deve durar mais tempo do que a gente imagina e nós temos que cuidar de outras áreas da nossa saúde pessoal. As doenças cardiológicas não vão esperar o fim da pandemia”, afirma Oliveira.

O cardiologista alerta que os hospitais de referência em outras doenças continuam funcionando e agora, quase dois meses depois do início da pandemia de Covid-19 em São Paulo, eles estão mais adaptados à nova realidade da doença.

“A maioria dos hospitais tem realizado dois fluxos diferentes de atendimento inicial, separando os doentes cardiológicos, por exemplo, dos que tem síndrome respiratória de alguma natureza. Se o paciente tiver qualquer sintoma que não seja de Covid-19, ele precisa saber que pode correr para a emergência de hospitais como o Incor para não adiar o diagnóstico, que pode significar uma vida mais saudável após o fim desse período tão preocupante”, diz Múcio Tavares de Oliveira.

Fonte: G1

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