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Consumo excessivo de carne vermelha pode ser fator de risco para o câncer de intestino

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/01/2023 - Data de atualização: 24/01/2023


Os fatores de risco para o câncer de intestino estão relacionados, principalmente, aos hábitos não saudáveis de vida. Entre eles, o consumo excessivo de carne vermelha pode facilitar o desenvolvimento do tumor nesse órgão.

Isso porque, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), carnes como de boi, porco, cordeiro e bode, possuem grandes quantidades de ferro heme, um nutriente essencial ao organismo, mas que, se consumido em excesso, pode ter efeito tóxico sobre as células.

“O brasileiro tem o péssimo hábito de comer carne vermelha praticamente todos os dias. E, às vezes, uma vez por semana, come frango ou peixe. Teria que ser o contrário. Deveríamos comer carne branca todos os dias e, uma vez por semana, no máximo, comer carne vermelha”, afirma o professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG e presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, Antônio Lacerda Filho, em entrevista ao Saúde com Ciência desta semana.

E para quem gosta de churrasco, o risco é ainda maior, já que carnes preparadas em temperaturas muito elevadas, como as fritas ou grelhadas, são mais prejudiciais. “A carne muito quente libera mais ainda essas substâncias que podem levar ao aparecimento do câncer. Quanto mais torrada, frita e bem passada for a carne, pior”, explica o especialista. Por isso, as formas de preparo da carne mais indicadas são assadas, cozidas e ensopadas.

De acordo com o INCA, o consumo recomendado de carne vermelha é de até 500 gramas do alimento cozido por semana.

Outros hábitos não saudáveis também podem facilitar o aparecimento do câncer de intestino, como o consumo de alimentos processados, embutidos e enlatados, sedentarismo, obesidade, tabagismo e alcoolismo.

Prevenção do câncer de intestino
Além do estilo não saudável da vida, outro fator de risco para o desenvolvimento do câncer de intestino é ter histórico familiar da doença. Nesse caso, o mais recomendado é fazer a prevenção por meio de exames, como a pesquisa de sangue oculto, feita com a coleta das fezes, e a colonoscopia, indicada para todos, mesmo sem histórico, a partir dos 45 anos de idade. Já para quem tem casos de câncer de intestino na família, o ideal é começar o rastreamento a partir dos 40.

Por outro lado, segundo o professor Antônio Lacerda Filho, se o câncer de intestino acometeu uma pessoa da família com menos de 50 anos, é aconselhado que os filhos dela façam colonoscopia 10 anos antes da idade em que tumor surgiu.

“Não menosprezem os sintomas. E, tendo a oportunidade, façam a prevenção”, alerta o especialista.

Os principais sintomas do câncer de intestino são: alteração do hábito intestinal; cólicas; sangramento no vaso sanitário, nas fezes ou no papel; eliminação de catarro nas fezes; emagrecimento; anemia; e sensação de evacuação incompleta. Ao perceber esses sintomas, procure um atendimento médico.

Fonte: Medicina UFMG



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