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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/05/2013 - Data de atualização: 15/05/2013


Projeto criado pela parceria do Instituto Oncoguia com o jornalista Luiz Fernando Brandão e o Museu da Pessoa tem como missão ouvir histórias de superação de pessoas que tiveram doenças graves, como o câncer.

O site do projeto será um grande canal de interatividade e troca de conteúdos, permitindo que outras pessoas que passaram por este processo enviem seus vídeos

Uma união e tanto. É assim que se traduz o trabalho criado por Luciana Holtz de Camargo Barros, psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, Luiz Fernando Brandão, jornalista criador da consultoria In Futuro, e Karen Worcman, fundadora e diretora do Museu da Pessoa. O trio acaba de lançar o projeto Doadores de Sabedoria, que tem como objetivo recolher e publicar vídeos-depoimentos de gente com doenças graves, como o câncer. E, dessa maneira, disseminar grandes histórias.

O lançamento do Projeto aconteceu na segunda quinzena de novembro de 2011. "A ideia é ter uma rede mundial de doadores de sabedoria", diz Luiz Fernando. O trio conversou com VIDA SIMPLES.

1. Por que vocês resolveram criar o Doadores de Sabedoria?

Karen - O objetivo foi juntar os objetivos das três instituições para constituir um espaço em que pessoas que tivessem passado por situações limite, devido a uma doença pudessem, por meio de suas histórias, ajudar outras pessoas. Entendemos que estas situações levam os seres humanos a refletir, de forma profunda, sobre a vida de maneira geral. Essas reflexões acabam por dar à pessoa uma "sabedoria" que pode ou deve ser compartilhada. Por outro lado, abrir a possibilidade para essas pessoas compartilhem suas histórias é também uma forma de apoiá-las. O Doadores de Sabedoria é parte de uma linha do programa "Conte Sua História", uma iniciativa do Museu da Pessoa, que funciona em um estúdio aberto a toda e qualquer pessoa que queira registrar sua história de vida. Disponibilizamos este espaço para receber e registrar as memórias de pessoas que descobriram ter doenças graves. O registro destas histórias será feito semanalmente. Posteriormente, este material será transformado em "pílulas de sabedoria", pequenos vídeos e trechos de frases disseminados em redes sociais e no site do Doadores. Além disso, o site do projeto será um grande canal de interatividade e troca de conteúdos, permitindo que outras pessoas que passaram por este processo enviem seus vídeos.

2. Vocês acham que hoje as pessoas dão menos valor à vida?

Luiz Fernando - Sim. Acho que o ritmo da modernidade, da tecnologia, da comunicação instantânea, afasta as pessoas da atenção sobre si próprias e sobre os outros. O ritmo de vida das grandes cidades é muito pouco saudável para a cabeça e para o sentimento. Por isso, cada vez tem mais gente procurando pela ioga e pela medicina alternativa.

Karen - O que mudou basicamente foi a forma como lidamos com o tempo. O excesso de estímulos e informação nos adormece para o dia a dia e temos sempre a sensação de que nos falta tempo. Por outro lado, em meio a tanto ruído, perdemos a noção do que realmente é essencial para cada um de nós.

3. Quais são, na opinião de vocês, os cuidados básicos que as pessoas precisam ter com sua vida ou saúde física, mental e espiritual?

Luiz Fernando - Remédios tarja negra não são nada sustentáveis, assim como ficar o resto da vida tomando medicamentos. A saída é nos voltarmos para nós mesmos, aprendermos novamente a respirar, o valor do amor, das relações... Medicina alternativas e terapias, como ioga, podem ser a saída.

Luciana - Devemos tirar da nossa vida os hábitos nocivos, como cigarro, bebida alcóolica, sedentarismo, alimentação desequilibrada... E implantar o autocuidado e a prevenção de doenças. Se informar sobre saúde e frequentar o médico faz toda a diferença. Também vemos, cada vez mais, a questão da fé. Ter uma crença faz sentido e ajuda muito os pacientes após o diagnóstico do câncer. Os conforta, propicia um positivismo. A espiritualidade no dia a dia é bom.

Karen - É fundamental cuidarmos de nosso corpo, mente e espírito de forma integrada. Nosso corpo é nossa casa e, se nos alienamos, seja dele, seja de nossas emoções e de nossa conexão com a transcendência de nosso dia, perdemos o equilíbrio. Este é o principal cuidado que devemos ter. Estar atentos e procurar "despertar" todos os dias.

4. O que podemos aprender com pessoas que passaram por doenças graves ou que estão passando?

Luiz Fernando - A vida não é uma coisa banal, ela tem um valor diferente a cada dia. Acordar, respirar e se relacionar são coisas que têm um valor enorme. Na nossa vida agitada, a gente banaliza a vida, valoriza demais os compromissos, a questão profissional, os problemas e acaba se esquecendo das coisas simples. A gente só se toca sobre o que está fazendo quando uma doença grave atinge ou a nós mesmos ou a alguém bem próximo. Nossa vida terá muito mais qualidade dermos valor ao que realmente deve ter.

Karen - A não ter medo e fazer da crise uma oportunidade para a transformação.

5. Quais são os planos futuros do Doadores de Sabedoria?

Luiz Fernando - Ele está nos primeiros passos. Nós optamos por lançá-lo antes de termos patrocinadores e já estamos bastante entusiasmados com a receptividade. O próprio ministro da Saúde deu uma tuitada no dia do lançamento. Nosso objetivo é ter uma grande rede mundial de doadores de sabedoria. Quanta sabedoria é desperdiçada quando se morre. Não podemos deixar isso acontecer!

Karen - Estamos em busca de parceiros e apoiadores, profissionais da área da saúde e empresas afinadas com a causa, para ampliarmos nossa iniciativa. Por enquanto, nas próximas etapas daremos enfoque à nossa atuação na rede.

Fonte: M DE MULHER / ONLINE

Data da publicação: 12/12/2011


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