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Confira os sete tipos de câncer mais incidentes entre as mulheres

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 13/08/2021 - Data de atualização: 13/08/2021


Apenas 5% a 10% dos casos têm influência de uma alteração genética que é herdada ao nascimento. Portanto, a exposição aos fatores de risco tanto comportamentais quanto ambientais, como sedentarismo, obesidade, tabagismo, poluição, exposição solar sem proteção, hábitos alimentares e infecções virais por vírus como o HPV, entre outros, têm papel fundamental no desenvolvimento de vários tipos de câncer, principalmente entre a maioria dos tumores que estão entre os mais prevalentes na população brasileira.

O aumento da expectativa de vida da população também influencia no desenvolvimento de câncer, pois as pessoas ficam mais anos expostas a fatores carcinogênicos.

Os tipos de câncer mais incidentes entre as mulheres são pele, mama, colorretal (intestino grosso e reto), colo do útero, pulmão, tireoide e estômago.

Quando o assunto é câncer de pele não melanoma, está se falando sobre os tumores malignos do tipo carcinoma espinocelular e carcinoma basocelular. A exposição cumulativa ao sol sem proteção é a principal causa, principalmente do carcinoma espinocelular. Nas mulheres, os casos de câncer de pele são mais comuns nos membros inferiores (pernas).

Excluindo os casos de câncer de pele não melanoma, a mama é alvo de quase três entre 10 (29%) tumores malignos diagnosticados nas mulheres. O estilo de vida é determinante para o aumento da incidência da doença. Atualmente, as mulheres têm menos filhos e a primeira gestação mais tardia. Com isso, amamentam menos e menstruam mais, sendo mais expostas ao estímulo hormonal. Há também outros fatores, como obesidade, sedentarismo e uso de álcool.

Embora seja multifatorial, há forte ligação entre hábitos alimentares e incidência da doença. Recomenda-se a adoção de uma dieta com o consumo de frutas, hortaliças e fibras, assim como evitar alimentos processados e bebidas alcoólicas, refrigerantes e bebidas açucaradas. Moderação é a palavra-chave em relação à carne vermelha e alimentos calóricos e/ou gordurosos. Os demais fatores de risco são sedentarismo, obesidade, tabagismo e alguns tipos de doenças intestinais.

O câncer de colo do útero é o tumor ginecológico mais comum no Brasil. O fator causal, em grande parte dos casos, é o vírus HPV, principalmente dos tipos 16 e 18, para os quais há vacina na rede pública. Apesar da eficácia da vacina, é baixa a adesão às campanhas.

O principal fator de risco é o tabagismo, que está associado de 80% a 90% dos casos. Não tabagistas também podem desenvolver a doença, principalmente quando há mutações genéticas. O câncer de pulmão costuma ser diagnosticado a partir dos 50 anos, com pico de incidência na faixa de 60 a 70 anos. O principal gargalo é o diagnóstico tardio. Recomenda-se não fumar, inclusive cigarro eletrônico e narguilé.

O principal alerta dos especialistas é para o aumento do número de casos em razão do maior acesso ao exame de punção aspirativa por agulha fina (PAAF), no qual o resultado é dado pelo médico patologista.

Um dos principais fatores de risco para esse tipo de câncer é a bactéria Helicobacter pylori. Em 5% das pessoas contaminadas, essa bactéria causa uma inflamação crônica no estômago, que, com o tempo, pode evoluir para um câncer. A H. pylori é contraída através da saliva ou da água e alimentos que tiveram contato com fezes contaminadas. Os demais fatores de risco são tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Fonte: Estado de Minas



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