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Como a Cirurgia Oncológica pode afetar a Ereção

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/02/2016 - Data de atualização: 16/02/2016


Tipos de Cirurgia

Alguns tipos de cirurgias oncológicas podem interferir com a ereção, como:

  • Prostatectomia Radical - É a remoção da próstata e vesículas seminais devido o câncer de próstata.

  • Cistectomia Radical - É a remoção da bexiga, próstata, uretra superior e vesículas seminais devido o câncer de bexiga. A retirada da bexiga requer uma nova forma de coleta de urina, seja através de uma abertura em uma bolsa coletora no abdome ou pela reconstrução de uma nova bexiga.

  • Ressecção Abdominoperineal - É a remoção da porção inferior do cólon e do reto em alguns casos de câncer de cólon. Esta cirurgia pode exigir uma abertura no abdome onde os resíduos sólidos serão depositados (colostomia).

  • Exenteração Pélvica Total - Consiste na remoção da bexiga, próstata, vesículas seminais e reto, geralmente devido a um grande tumor de cólon, exigindo tanto colostomia quanto urostomia.

Estas cirurgias podem interferir com a ereção de diferentes maneiras, principalmente por danificar os nervos ou os vasos sanguíneos.

A maioria dos homens submetidos a um destes tipos de cirurgia terá algum problema com a ereção (disfunção erétil). Alguns homens serão capazes de ter ereções firmes o suficiente para a penetração, mas provavelmente não como antes da cirurgia. A boa notícia é que hoje existem muitos tratamentos para disfunção erétil que podem ajudar a maioria dos homens.

Lesão dos Feixes Nervosos que provocam a Ereção

Os procedimentos cirúrgicos que afetam a ereção são aqueles em que ocorre a remoção dos nervos que provocam a ereção. Todas as cirurgias listadas acima podem lesionar esses nervos. Uma lesão aos nervos é como uma ligação telefônica, a mensagem para a ereção é iniciada, mas enfraquecida ou completamente perdida.

Sempre que possível, métodos de preservação desses nervos são utilizados na prostatectomia radical, cistectomia radical ou ressecção abdominoperineal. Nesta técnica, o cirurgião remove a próstata ou reto, preservando cuidadosamente os nervos ao seu redor. Quando o tamanho e a localização de um tumor permitirem preservar os nervos, os homens podem recuperar mais suas ereções do que com outras técnicas. No entanto, ainda que o cirurgião seja capaz de preservar estes nervos, eles são lesionados durante a cirurgia e precisam de tempo para cicatrizar.

Alguns homens recuperam suas ereções após a cirurgia, mas pode demorar até 2 anos. Mesmo quando os nervos são preservados, pesquisas mostraram que o processo de cicatrização leva cerca de 2 anos para a maioria dos homens. As razões pelas quais alguns homens recuperam suas ereções e outros não são desconhecidas. Sabe-se que os homens são mais propensos a recuperar suas ereções quando os nervos de ambos os lados da próstata são preservados. A formação de novos vasos sanguíneos também podem ajudar a restaurar o fluxo sanguíneo até o pênis. Isto leva tempo, e poderia ajudar a explicar a demora do retorno das ereções.

Outros Fatores que afetam a Ereção após a Cirurgia

  • Idade - Na maioria dos casos, os homens mais novos têm maior probabilidade de recuperar completamente as ereções após a cirurgia.

  • Ereções antes da cirurgia - Homens que tinham boas ereções antes da cirurgia são mais propensos a recuperá-las do que aqueles que já tinham problemas de ereção.

  • Outras condições, como a doença de Peyronie - Em alguns homens, o pênis pode desenvolver uma curvatura dolorosa ou "nó" quando está ereto. Esta condição, denominada doença de Peyronie, é devido à formação de tecido cicatricial dentro do pênis e tem sido associado a algumas cirurgias para o tratamento de câncer, como a prostatectomia. Ainda assim, a doença de Peyronie raramente está associada ao tratamento de câncer e pode ser tratada com injeções ou cirurgia. Se você tem ereções dolorosas, solicite ao seu médico um encaminhamento a um urologista com experiência no tratamento desta doença.

Reabilitação Sexual Precoce após a Cirurgia

Vários estudos foram feitos testando diferentes métodos para recuperar a ereção após a cirurgia. Os resultados desses estudos sugerem que estes métodos podem ajudar alguns homens.

Reabilitação Peniana

A ideia é que produzir ereções dentro de semanas ou meses após a cirurgia pode ajudar os homens a recuperar sua função sexual. Qualquer tipo de ereção pode ser útil. Uma ereção leva sangue rico em oxigênio aos tecidos do pênis, ajudando a manter esse tecido saudável. Como mencionado anteriormente, o tempo de recuperação após a cirurgia é de cerca de 2 anos. Se um homem não tem uma ereção durante este período, pode sofrer o enfraquecimento dos tecidos penianos. Quando isso acontece, ele não será capaz de ter uma ereção naturalmente. A reabilitação peniana consiste em usar algum tipo de medicamento para que o homem possa ter ereções regulares enquanto os nervos se recuperam. Isso ajuda a manter os tecidos do pênis saudáveis. A maioria dos estudos sugere usar o medicamento para ter uma ereção suficiente para a penetração de 2 a 3 vezes por semana. As ereções não precisam ser para o ato sexual, o objetivo é manter o tecido no pênis saudável.

Na reabilitação peniana existem medicamentos para ereção, por exemplo, sildenafil, tadalafil ou vardenafil. Mas, essas drogas não podem produzir uma ereção porque precisam dos nervos responsáveis para que as ereções sejam saudáveis. Na verdade, os medicamentos só funcionam em 10% dos homens nos primeiros meses após a cirurgia. Se os medicamentos não funcionam, podem ser usados injeções penianas ou dispositivos de constrição a vácuo. Especialistas em medicina sexual sugerem a aplicação de injeções antes do uso de dispositivos a vácuo.

Outro tipo de reabilitação peniana é tomar sildenafil, tadalafil ou vardenafil em baixas doses nos dias que não vão ter a ereção. A dose baixa não será suficiente para ajudá-lo a obter uma ereção, mas ajudará a aumentar o fluxo de sangue ao redor dos nervos que provocam ereções. Este aumento do fluxo sanguíneo ajuda os nervos a se recuperarem.

Converse com seu médico para saber se os nervos foram afetados pela cirurgia e se a reabilitação peniana está indicada para seu caso.


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