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Cirurgia para Câncer de Nasofaringe

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/04/2013 - Data de atualização: 11/12/2018


A cirurgia raramente é o principal tipo de tratamento para os tumores de nasofaringe por ser uma região de difícil acesso e devido a que os outros tipos de tratamento são eficazes para pacientes com a doença. Quando é realizada, na maioria das vezes, é para remover os linfonodos do pescoço que não responderam a outras terapias.

Cirurgia do tumor

Com as novas técnicas de cirurgia endoscópica, o cirurgião pode usar nasofaringoscópios para remover completamente alguns tumores de nasofaringe. Mas este procedimento é apropriado apenas para um pequeno número de pacientes.

A cirurgia tem algumas vantagens em relação a outros tratamentos, como a radioterapia, por exemplo, por permitir que a amostra e os tecidos adjacentes sejam analisados no laboratório de patologia para certificação de que todo o tumor foi removido.

Cirurgia dos linfonodos

Os tumores de nasofaringe muitas vezes se disseminam para os gânglios linfáticos do pescoço. Os linfonodos muitas vezes respondem bem ao tratamento radioterápico e quimioterápico. Mas se houver doença remanescente após estes tratamentos, é necessário fazer um esvaziamento para remover os linfonodos.

Existem vários tipos de cirurgia para o câncer de nasofaringe, que diferem na quantidade de tecido removido do pescoço:

  • Esvaziamento parcial ou seletivo. São retirados apenas os linfonodos próximos ao tumor primário e mais propensos a terem metástases.
  • Esvaziamento radical modificado. São retirados os nódulos linfáticos de um lado do pescoço entre o osso maxilar e a clavícula, bem como algum tecido muscular e os nervos.
  • Esvaziamento cervical radical. São retirados quase todos os linfonodos de um lado, bem como os músculos, nervos e veias.

Possíveis riscos e efeitos colaterais

Os riscos e efeitos colaterais de qualquer cirurgia dependerão de sua extensão e do estado de saúde geral do paciente.

Todas as cirurgias têm algum risco, incluindo a possibilidade de hemorragia, infecções, complicações da anestesia e pneumonia. A maioria dos pacientes terá dor após a cirurgia, embora possa ser controlada com uso de medicamentos. Outros possíveis efeitos colaterais da cirurgia na região da cabeça e pescoço podem incluir problemas na fala ou de deglutição.

Os efeitos colaterais mais comuns de qualquer esvaziamento cervical são dormência na região da ouvido, fraqueza ao levantar o braço acima da cabeça e perda da força muscular do lábio inferior. Após o esvaziamento cervical seletivo, a fraqueza no ombro e no lábio inferior geralmente desaparece depois de alguns meses. Mas se qualquer um dos nervos que inervam essas áreas é retirado como parte do esvaziamento cervical radical ou por causa do envolvimento com o tumor, a fraqueza será permanente.

Após procedimentos extensos, os fisioterapeutas podem lhe ensinar exercícios para melhorar a força do ombro e do pescoço e a ter mais mobilidade.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Cirurgia Oncológica.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (24/09/2018)



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