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Cirurgia para Câncer de Glândulas Salivares

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/03/2013 - Data de atualização: 22/01/2018


A cirurgia é muitas vezes a principal forma de tratamento para o câncer de glândulas salivares.

Mesmo pacientes cuja doença se disseminou para outros órgãos poderão se beneficiar com a cirurgia de remoção do tumor. Na maioria dos casos, o tumor e o tecido normal adjacente são removidos. Se a doença se espalhou para os gânglios linfáticos é realizado também o esvaziamento cervical. Converse com seu médico sobre suas opções cirúrgicas e quais os efeitos colaterais esperados.

O tipo de cirurgia dependerá da glândula salivar afetada:

  • Cirurgia da Glândula Parótida

A maioria dos tumores das glândulas salivares ocorre na glândula parótida. A cirurgia deste tipo de tumor é mais difícil porque o nervo facial, que controla o movimento do mesmo lado da face, passa através dessa glândula. Neste procedimento, a incisão é feita na parte anterior da orelha e pode estender-se até abaixo do pescoço.

A maioria dos tumores da glândula parótida se inicia na parte externa da glândula chamada de lobo superficial. Nestes casos, é realizada a cirurgia para remoção apenas do lobo, denominada parotidectomia superficial. Este procedimento poupa o nervo facial, não afetando o movimento muscular facial.

Se o tumor é grande é realizada a parotidectomia, que consiste na retirada de toda a glândula. Se a doença atingir o nervo facial, ambos deverão ser removidos. Se o tumor invade os tecidos próximos à glândula parótida, estes tecidos também deverão ser removidos.

  • Cirurgia da Glândula Submandibular ou Sublingual

Se a doença está localizada nas glândulas submandibular ou sublingual, será retirada toda a glândula e, talvez, uma parte do tecido ou osso adjacente. Os nervos que controlam o movimento da língua e a parte inferior da face, bem como a sensação e o paladar passam próximos a essas glândulas. Dependendo do tamanho e da localização do tumor, alguns destes nervos deverão ser removidos.

  • Cirurgia das Glândulas Salivares Menores

Os tumores de glândulas salivares menores podem ocorrer nos lábios, palato (duro ou mole), cavidade oral, garganta, cordas vocais (laringe), nariz e seios paranasais. Nestes casos, será removido o tumor e parte do tecido normal adjacente.

Possíveis Riscos e Efeitos Colaterais da Cirurgia

Muitas vezes a incisão cirúrgica precisa ser feita na região da boca. Isto pode levar a problemas com a anestesia ou com a cicatrização, causando infecções ou sangramento excessivo durante ou após o procedimento. A maioria dos pacientes pode apresentar dor por um determinado tempo após a cirurgia, embora geralmente possa ser controlada com medicações.

Se o nervo facial é lesionado durante a cirurgia, o paciente pode perder o controle dos músculos faciais do lado da cirurgia. Essa lesão nos nervos pode causar problemas com a fala ou deglutição. Se a lesão do nervo facial está relacionada à retração do nervo durante a cirurgia ou inchaço pós-cirúrgico, essa fraqueza pode ser apenas temporária.

Às vezes, os nervos seccionados durante a cirurgia voltam a se desenvolver de forma anormal e se ligam às glândulas sudoríparas do rosto. Esta condição, denominada síndrome de Frey, resulta em rubor ou sudorese sobre as bochechas ao mastigar. A síndrome de Frey pode ser tratada com medicamentos ou com uma cirurgia de correção adicional.

Dependendo da extensão da cirurgia, a aparência pode sofrer alterações, que podem variar desde uma simples cicatriz a alterações mais extensas, se os nervos, partes dos ossos ou outras estruturas forem removidos. É importante conversar com o médico antes da cirurgia sobre as possíveis alterações e as opções de reconstrução disponíveis.

Remoção dos Linfonodos


A dissecção dos linfonodos ou linfadenectomia consiste da remoção dos gânglios linfáticos. Se os gânglios linfáticos do pescoço estão aumentados ou se exames de imagem como o PET scan sugerir que eles possam conter a doença, é realizado o esvaziamento cervical. Os linfonodos retirados são enviados para análise anatomopatológica.

Existem muitos tipos de esvaziamento cervical, mas o objetivo principal é remover os linfonodos que podem conter a doença. Muitas vezes, durante o esvaziamento cervical pode ser necessário retirar tecido conjuntivo, muscular ou nervoso, além de vasos sanguíneos de um dos lados do pescoço.

Possíveis Efeitos Colaterais

Os riscos de um esvaziamento são semelhantes aos de qualquer outro tipo de cirurgia, incluindo problemas como sangramento, anestesia, infecções e má cicatrização. Como esta cirurgia pode afetar os nervos que percorrem o pescoço, às vezes pode causar dormência auricular, fraqueza para levantar o braço acima da cabeça e pode afetar os movimentos do lábio inferior. Estes efeitos colaterais podem melhorar com o tempo.

Biópsia do Linfonodo Sentinela

O mapeamento e a biópsia dos linfonodos sentinela se tornaram uma forma comum de diagnosticar se um tumor se disseminou para os linfonodos. Este procedimento pode diagnosticar os linfonodos que drenam o líquido linfático da glândula salivar onde o tumor se inicia. Se o linfonodo sentinela contiver a doença, geralmente é necessário realizar esvaziamento cervical.

Fonte: American Cancer Society (28/09/2017)


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