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Cigarro é o maior vilão para provocar câncer de pulmão

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/02/2020 - Data de atualização: 03/02/2020


Arte Agora

O câncer de pulmão, doença enfrentada pela apresentadora Ana Maria Braga, 70, é o segundo tipo mais comum no Brasil, atrás do de pele, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

É também o primeiro tipo no mundo. A estimativa mundial é que ocorram cerca de 1,8 milhão de casos novos, todos os anos. E o grande causador é o tabagismo.

O oncologista clínico, responsável pelo grupo de Tórax, Cabeça e Pescoço do Instituto do Câncer do Estado de SP, Gilberto de Castro Júnior, é enfático sobre a questão. "Por favor, parem de fumar. Sempre é tempo de parar, não importa a idade ou quantos anos fumou. O principal fator de risco é o tabagismo. Trinta mil pessoas são diagnosticadas com câncer de pulmão no Brasil, todos os anos."

Segundo ele, muitas pessoas não sabem, mas o cigarro eletrônico também não é seguro. "Produz uma série de substâncias químicas que podem também provocar o câncer de pulmão", analisa o especialista.

O oncologista explica que nos estágios iniciais a doença não apresenta sintomas, o que é um grande problema. "Quando a gente vai suspeitar, quando aparecem sintomas, é porque o tumor já está grande."

Entre estes sintomas estão tosse com sangue, dor para respirar, falta de ar e perda de peso.

"A maioria dos pacientes são diagnosticados com metástase. Quando o tumor é pequeno, em fase inicial da doença, é possível operar. Quando é grande, optamos por tratamento com quimioterapia e radioterapia", afirma Gilberto de Castro. Ele conta que duas técnicas têm apresentado bons resultados. "As terapias alvos são remédios que agem especificamente nas células do tumor, fazendo que ela morra. E a imunoterapia tem o objetivo de potencializar o sistema imunológico do paciente", diz.

O dado mais recente do Inca mostra que 27.931 pessoas morreram por conta de um câncer no pulmão, somente no ano de 2017. Além do tabagismo, a exposição passiva ao tabaco, a exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos e história familiar de câncer de pulmão favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer.

Castro explica que hábitos saudáveis ajudam a prevenir o câncer, como alimentação equilibrada, pratica de exercícios físicos e cuidado com o excesso de álcool. Ele reforça que não fumar é a melhor maneira de evitar essa doença. 

"Claro que alguém que fumou por um longo período ainda corre risco de desenvolver câncer de pulmão, mesmo após parar de fumar. No entanto, interromper o tabagismo é melhor do que continuar. Dá uma chance, pelo menos, do corpo tentar se recuperar."

Fique atento
Descobrir o câncer de pulmão no estágio inicial aumenta as chances de cura. É também a fase na qual a doença costuma não apresentar sintomas. Por isso, realizar um rastreamento pode diminuir a mortalidade, diz Clarissa Mathias, presidente da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).

"Infelizmente, os sintomas só aparecem de forma tardia", conta a especialista, que também reforça a importância de não fumar. "Cerca de 85% dos casos estão associados ao cigarro."

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o rastreamento é a aplicação de um teste ou exame numa população assintomática, aparentemente saudável, com objetivo de identificar lesões sugestivas de câncer e encaminhá-la para investigação e tratamento.

Sintomas

  • Tosse persistente
  • Escarro com sangue
  • Dor no peito
  • Rouquidão
  • Piora da falta de ar
  • Perda de peso e de apetite
  • Pneumonia recorrente ou bronquite
  • Cansaço e fraqueza

Fatores de risco

  • Tabagismo
  • Exposição à poluição do ar
  • Infecções pulmonares de repetição
  • Deficiência e excesso de vitamina A
  • Doenças pulmonares como enfisema e bronquite crônica
  • Fatores genéticos e história familiar da doença
  • Exposição ocupacional a agentes químicos ou físicos (asbesto, sílica, urânio, cromo, agentes alquilantes, radônio entre outros)
  • Água potável contendo arsênico
  • Altas doses de suplementos de betacaroteno em fumantes e ex-fumantes

Detecção precoce

  • Quanto mais cedo detectar o problema, maior a chance de cura
  • A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença
  • Raio-X do tórax e tomografia computadorizada são os exames iniciais

Tratamento

  • Cirúrgicos

Segmentectomia: Quando se retira somente parte do pulmão que envolve o tumor
Lobectomia: Retira-se todo o lobo pulmonar onde o tumor está situado
Pneumectomia: É a retirada de um pulmão inteiro (suas indicações são limitadas e restritas)

  • Quimioterapia

Tratamento quimioterápico que visa destruir as células cancerígenas, assim como reduzir o crescimento do tumor ou amenizar os sintomas da doença
Pode apresentar efeitos colaterais

  • Radioterapia

É usada a radiação para destruir as células cancerígenas, antes ou após a cirurgia
Também pode apresentar efeitos colaterais como pneumonite e esofagite

  • Terapia-alvo

São usados remédios que agem especificamente na célula do tumor
Essas medicações têm sido reservadas para o tratamento de doenças avançadas e ainda estão em estudos
Imunoterapia
Tem o objetivo de potencializar o sistema imunológico

Prevenção

  • Não fumar
  • Evitar o tabagismo passivo 
  • Evitar cigarros eletrônicos
  • Evitar a exposição a agentes químicos (como arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila e éter de clorometil)
  • Ter uma alimentação saudável
  • Praticar atividades físicas
  • Evitar bebidas alcoólicas

Fonte: Instituto Nacional do Câncer e Ministério da Saúde

Fonte: São Paulo Agora

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.



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