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Causas do Câncer de Pele Melanoma

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/08/2015 - Data de atualização: 13/05/2020


Embora já se conheçam alguns fatores que podem aumentar o risco para uma pessoa ter melanoma, ainda não está claro como esses fatores causam a doença.  

Por exemplo, enquanto a maioria das pintas nunca se transforme em melanoma, algumas podem. Os pesquisadores descobriram alterações nas células das pintas benignas que podem tornar essas células cancerígenas. Mas, ainda não se sabe exatamente porque algumas pintas se tornam cancerígenas ou porque o fato de ter muitas pintas ou pintas atípicas (displásicas) aumenta o risco de desenvolver melanoma.

Existem atualmente, alguns progressos na compreensão de como certas mutações no DNA podem fazer com que células normais se tornem cancerígenas. O DNA contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todas as células. Normalmente, as pessoas se parecem com seus pais, porque eles são a fonte de seu DNA. Entretanto, o DNA também pode influenciar o risco de desenvolver certas doenças, como alguns tipos de câncer.

Alguns genes contêm instruções para controlar o crescimento e divisão das células. Os genes que promovem a divisão celular são chamados oncogenes. Os genes que retardam a divisão celular ou levam as células à morte no momento certo são chamadas de genes supressores de tumor. Os cânceres podem ser causados por alterações do DNA que se transformam em oncogenes ou desativam os genes supressores de tumor. Mutações em vários genes diferentes parecem ser necessárias para causar o melanoma.

Mutações genéticas adquiridas

Na maioria das vezes, as alterações genéticas relacionadas ao melanoma são adquiridas durante a vida de uma pessoa e não herdadas. Em alguns casos, essas mutações adquiridas ocorrem aleatoriamente dentro de uma célula, sem uma causa clara. Em outros casos, provavelmente ocorrem como resultado da exposição a uma causa externa.

Os raios ultravioleta (UV) são claramente uma das principais causas do melanoma. A radiação ultravioleta pode danificar o DNA das células da pele. Às vezes, esse dano afeta determinados genes que controlam como e quando as células crescem e se dividem. Se esses genes não funcionam adequadamente, as células afetadas podem formar um câncer.

A maior parte dos raios UV são provenientes da luz solar, mas alguns podem vir de fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento. Ainda não está claro quando a exposição aos raios UV causa danos ao DNA que podem, eventualmente, levar ao câncer. Alguns desses danos podem acontecer anos antes do início do câncer.

A alteração mais comum nas células de melanoma é a mutação no oncogene BRAF, encontrada na maioria dos casos de melanoma. Outros genes que podem ser afetados no melanoma incluem NRAS, CDKN2A e NF1.

Alguns melanomas ocorrem em partes do corpo que raramente são expostas ao sol. Esses melanomas parecem ter diferentes alterações genéticas do que aqueles que se desenvolvem em áreas expostas ao sol, como alterações no gene C-KIT.

Mutações genéticas hereditárias

Na maioria das vezes, o melanoma hereditário tem alterações nos genes supressores de tumor, como CDKN2A (também conhecida como p16) e CDK4, que os impedem de controlar o crescimento celular.

Algumas pessoas, como as que têm xeroderma pigmentoso, herdam uma alteração em um dos genes XP, que normalmente reparam o DNA danificado na célula. Alterações em um desses genes podem levar às células da pele com problemas para reparar o DNA danificado pelos raios UV, o que aumenta a probabilidade dessas pessoas desenvolverem melanoma, principalmente em áreas do corpo expostas ao sol.

Mutações genéticas podem afetar o tratamento

Muitas outras mutações foram encontradas em células de melanoma. Algumas delas podem ser bons alvos para medicamentos para tratar ou mesmo prevenir a doença. Por exemplo, vários medicamentos que têm como alvo especificamente as células com alterações no gene BRAF são, atualmente, usados no tratamento de melanomas avançados com essas mutações.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 14/08/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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