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Causas do Câncer de Ovário

  • Equipe Oncoguia
  • - Data da última atualização: 13/07/2012


A causa da maioria dos casos de câncer de ovário ainda é desconhecida. O que se sabe é que alguns fatores de risco tornam a mulher mais propensa a desenvolver câncer epitelial de ovário. Mas, ainda não se conhecem os fatores de risco para câncer de células germinativas e tumores estromais dos ovários.

Entretanto, existem alguns progressos na compreensão de como certas mutações no DNA podem fazer com que células normais se tornem cancerígenas:

  • Síndromes Genéticas Herdadas

Alguns genes herdados podem aumentar o risco de câncer de ovário, entre eles o BRCA1 e BRCA2 e outros genes relacionados com o câncer colorretal hereditário não polipose.

  • BRCA1 e BRCA2

Mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2 foram inicialmente detectadas em mulheres com câncer de mama, e também são responsáveis ​​pela maioria dos casos de câncer de ovário hereditário. Quando estes genes estão normais, eles agem como supressores de tumor, ajudando a prevenir o câncer, criando proteínas que impedem que as células cresçam de forma anormal. Para uma pessoa que herda uma mutação de um desses genes a prevenção é menos eficaz, e suas chances de ter câncer de mama ou de ovário são maiores.

Mulheres com mutação no gene BRCA1 tem um risco estimado entre 35-70% de câncer de ovário, isto significa que se 100 mulheres tiverem uma mutação no gene BRCA1, de 35 a 70 dessas mulheres terão câncer de ovário. Para as mulheres com BRCA2 o risco foi estimado entre 10% e 30% aos 70 anos. Essas mutações também aumentam os riscos de carcinoma peritoneal e carcinoma das trompas de Falópio.

Em comparação, o risco de câncer de ovário para as mulheres da população geral é de aproximadamente 1,5%.

  • Doença de Cowden

Esta síndrome é causada por mutações hereditárias no gene PTEN, e causa problemas de tireóide, câncer de tireóide e câncer de mama, além do que as mulheres têm um risco aumentado para câncer de ovário.

  • Câncer de Cólon Hereditário Não-Polipose

As mulheres com essa síndrome apresentam um risco elevado de câncer colorretal e também um maior risco de câncer de útero (endométrio) e de ovário. Existem muitos genes que podem causar essa síndrome, como MLH1, MLH3, MSH2, MSH6, TGFbR2, PMS1, e PMS2. Uma cópia anormal de qualquer um destes genes reduz a capacidade do organismo de reparar os danos ao seu DNA. O risco de câncer de ovário em mulheres com câncer colorretal hereditário não-polipose é cerca de 10%. Este síndrome causa até 1% de todos os cânceres epiteliais do ovário.

  • Síndrome Peutz-Jeghers

Esta síndrome é causada por mutações no gene STK11. As pessoas com esta síndrome genética rara desenvolvem pólipos no estômago e no intestino, enquanto adolescentes. Elas também têm um risco elevado de câncer de esófago, estômago, intestino delgado e colorretal.

  • Polipose Associada ao Mutyh

Pessoas com essa síndrome desenvolvem pólipos no cólon e no intestino delgado têm um alto risco de câncer colorretal, além de serem mais propensas a desenvolver câncer de ovário ou bexiga. Esta síndrome é causada por mutações no gene MUTYH.

  • Alterações Genéticas Adquiridas

A maioria das mutações do DNA relacionadas ao câncer de ovário não são herdadas, mas adquiridas durante a vida da mulher. Para alguns tipos de câncer, as mutações adquiridas de oncogenes ou genes supressores de tumor podem ser resultantes da exposição à radiação ou a produtos químicos cancerígenos, mas não existe nenhuma evidência para o câncer de ovário. Até o momento, não existe comprovação específica de qualquer mutação relacionada a determinado produto químico presente no meio ambiente ou na alimentação que cause o câncer de ovário. A causa da maioria das mutações adquiridas permanece desconhecida.

A maioria dos cânceres de ovário tem várias mutações genéticas adquiridas. As pesquisas sugerem que os testes para identificar as alterações adquiridas de certos genes no câncer de ovário, como o gene supressor de tumor p53 ou o oncogene Her2, podem ajudar a prever o prognóstico de uma mulher, no entanto, o papel desses testes ainda não é certo, e ainda é necessária mais investigação.


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