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Câncer ósseo é raro e muito agressivo, alerta Hospital Ophir Loyola

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 18/02/2021 - Data de atualização: 18/02/2021


Aos 18 anos, Fábio Venâncio descobriu uma alteração óssea no fêmur e a confirmação do câncer veio a partir de uma biópsia realizada no Hospital Ophir Loyola, referência estadual em oncologia. Após o diagnóstico, Fábio foi submetido à primeira cirurgia para a retirada do tumor e colocação da endoprótese e, em seguida, passou por 22 sessões de quimioterapia. Hoje, ele faz acompanhamento periódico na Clínica de Ortopedia Oncológica do HOL, que oferta tratamento especializado para as patologias do aparelho musculoesquelético.

O exemplo vivenciado com o enfrentamento do câncer levou Fábio a escolher a Medicina como profissão. Hoje, aos 30 anos, dedica-se ao curso com o propósito de ajudar pessoas, sob influência de toda atenção recebida da equipe médica do HOL no momento em que mais precisou. “Os exemplos que recebemos ao longo da vida nos inspiram. A minha história, com certeza, foi fundamental para eu desejar me tornar médico. Eu fui tratado com muito carinho e amor por toda equipe, então é uma forma de retribuir esse cuidado, pois acredito que sou capaz de passar tudo isso para os meus futuros pacientes”, destaca.

Considerado raro, o tumor ósseo corresponde a 1% de todos os tipos de câncer. Origina-se de células anormais produzidas no tecido ósseo ou se desenvolve em outro órgão e migra para o osso por meio da corrente sanguínea, a chamada metástase óssea. A doença é muito agressiva e pode resultar em mutilações. As chances de cura são maiores se o tumor for diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada. Por ano, a Sociedade Brasileira de Cancerologia estima uma incidência de 2.700 casos novos da doença.

Atualmente, 21 pacientes estão em tratamento na Clínica de Ortopedia Oncológica do Hospital Ophir Loyola. O serviço trata lesões neoplásicas em partes moles, ossos ou em membros. O coordenador da área, Fernando Brasil, explica que esses tumores podem acometer várias faixas etárias e, nas primeiras décadas de vida até os 20 anos, os tumores primários dos ossos são mais comuns e 50% afetam os joelhos. Dentre eles, destacam-se o osteossarcoma (tumor da célula produtora de osso) e alguns tumores derivados da medula óssea como o tumor de Ewing.

A partir dos 45 anos, os tumores mais comuns são condrossarcoma, mieloma múltiplo e metástases ósseas dos cânceres de pulmão, mama, próstata, rim e tireoide, em que as células cancerígenas percorreram a corrente sanguínea e se instalaram nos ossos. Nesse caso, o diagnóstico ocorre em um grau mais avançado, quando o tumor atinge os ossos,  já passou pela corrente sanguínea e está disseminado. “As metástases fragilizam muito os ossos e aumentam a possibilidade de fraturas patológicas que ocorrem quando os ossos quebram durante a realização de atividades cotidianas”, informa Fernando Brasil.

Segundo ele, antigamente, os enfermos com fraturas eram renegados a ficar no leito, uma situação que contribuía para o aumento do sofrimento, dificultava o acesso ao tratamento e reduzia a sobrevida deles. “O avanço da oncologia ortopédica garantiu a qualidade de vida desses pacientes, possibilitou o retorno ao tratamento oncológico ao reduzir as dores, melhorar a mobilidade e a independência, condições importantes ao emocional dos pacientes”, ressalta.

Os sintomas dos tumores ósseos são muitas vezes confundidos com baques, contusões e hematomas. Inicialmente, o câncer do aparelho musculoesquelético pode apresentar dor durante a execução da função do membro, edema, aparecimento de tumorações que podem ser moles, endurecidas, dolorosas ou não. A presença desses tipos de lesões deve ser investigada, quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura e menores as mutilações.

“Inicialmente, o paciente informa que o tumor apareceu depois de um baque, mas, na verdade, já existia e o baque apenas exaltou os sintomas. Após investigação, percebemos que o paciente já poderia sentir alguma coisa antes, por isso é importante que no caso de dor persistente no esqueleto, seguida de aumento de volume na região, um especialista seja consultado, o diagnóstico precoce minimiza as consequências”, alerta Fernando Brasil.

Diagnóstico – É baseado em um tripé composto por patologista, radiologista e ortopedista.  Um resultado preciso requer a análise do quadro clínico, o exame físico e o histórico do paciente. Também são realizados exames de imagem como radiografias, tomografia computadorizada, assim como o exame histopatológico (biópsia e estudo das células retiradas do local da lesão). É importante lembrar que o local ideal para a realização da biópsia deve ser o mesmo onde o paciente vai realizar o tratamento definitivo.

Os usuários referenciados de outros serviços, como prontos-socorros e unidades básicas de saúde, receberão no HOL todo o suporte para o tratamento, incluindo radioterapia, quimioterapia, serviços de imagem e leitos destinados aos pacientes submetidos aos procedimentos cirúrgicos. A assistência multidisciplinar do Hospital conta com ortopedistas, serviço de enfermagem, fisioterapia e centro cirúrgico.

“O ideal é que o paciente seja encaminhado por um ortopedista geral para um oncologista ortopédico. Antes era obrigado ter um resultado de uma biópsia para um tumor ósseo maligno para ser assistido no Ophir Loyola, mas devido à necessidade da biópsia ser realizada pelo profissional que vai operar definitivamente, o paciente pode ser referenciado com um exame de imagem que aponte para um tumor ósseo. Os casos são analisados e, constatado o perfil de referência, o paciente será cadastrado no serviço”, explica o ortopedista.

Fonte: Agência Pará

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