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Câncer: diagnóstico não é sentença

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/07/2021 - Data de atualização: 29/07/2021


Partindo das experiências dos profissionais que atendem as pessoas com câncer, ao receber o paciente e seus familiares numa primeira consulta, após o diagnóstico, observam toda a simbologia da doença em seus relatos.

Estes são impregnados de medo e experiências previas com familiares e conhecidos que, muitas vezes, não condizem com o contexto atual ou, até mesmo com o tipo de câncer que o paciente possui.

Relatos, como os descritos logo a seguir, representam o que a maioria das pessoas pensam e sentem ao receber o diagnóstico de câncer. São relatos de pacientes da clínica:

“O câncer é uma doença que corrói, destrói o nosso corpo.”
“Às vezes eu me sentia culpada por estar doente, porque as pessoas me falavam que eu estava com a doença por comer açúcar, por ter tatuagem, ter feito alisamento no cabelo.”
“Os filmes que retratam o câncer, quase sempre o personagem morre no final. Então, quem não tem um contato com um paciente, acaba tendo só isso como referência.”
“O câncer é uma enfermidade cercada de estigmas que afeta o emocional da gente. Gera sentimentos negativos como medo, insegurança, tristeza, dor e sofrimento.”
“A única coisa que me ocorre é que quando criança a palavra câncer não era pronunciada. Dizia-se doença ruim.”

“Quando recebi o diagnóstico, foi como uma sentença de morte. Meu pai faleceu após poucos meses. Quando vi os resultados dos meus exames, tudo o que aconteceu com meu pai, desabou sobre mim.”
“A cabeça vira um turbilhão, são muitas informações, num primeiro momento é tudo muito difícil.”
Câncer é nome genérico de várias doenças. O câncer de mama é dividido em tipos e subtipos. Dependendo do diagnóstico e do estadiamento da doença, o paciente terá uma abordagem e protocolo específico, podendo ser quimioterapia neoadjuvante, quimioterapia adjuvante, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia ou cirurgia.

Além disso, os efeitos colaterais dos tratamentos também vão variar em intensidade e depender de vários fatores, entre eles, o tipo de medicamento e as comorbidades que o paciente possui. É essencial ter em mente que uma pessoa que tratou de um câncer de pulmão, por exemplo, há quinze anos, não tinha à sua disposição tratamentos que existem atualmente.

Assim os efeitos também não serão os mesmos. A medicina se atualiza continuamente com tratamentos mais modernos eficazes e, cada vez mais, individualizados.

É importante ressaltar que a vivência do adoecimento é única, singular e assim deverá ser tratada. Então, além do estigma que carregamos culturalmente, cada indivíduo tem suas representações particulares da doença, sua história, como cada um percebe a doença e se percebe doente.

O acolhimento do profissional de saúde, a escuta e a informação são ferramentas essenciais para desmistificar o câncer e contribuir significativamente no processo de enfrentamento e compreensão do paciente em relação à sua doença, possibilitando a construção de novos conceitos e sentidos.

Proporcionar a expressão das emoções e dos pensamentos dos pacientes e seus familiares auxiliará no processamento do adoecimento. Entendendo sua história será possível desconstruir conceitos arraigados a uma época onde as possibilidades de cura e/ou sobrevida eram infinitamente menores que hoje.

Importante salientar que a informação é uma arma poderosa que temos na mão, mas precisa ser de fonte segura e confiável. O médico, e sua equipe, é a fonte mais segura de informação pois conhece sua doença e acompanha todo o processo intervindo, algumas vezes, fazendo alterações e principalmente, promovendo escuta, validando e legitimando suas dificuldades.

Os relatos que recebemos, acima citados, vieram também permeados com sentimentos de esperança e demonstrações de que uma equipe competente tecnicamente, acolhedora e que promove informação segura, é capaz de promover bem-estar e amenizar o sofrimento dos pacientes e de seus familiares, como o relato de um deles:

“…o acolhimento de vocês e da minha família, dos amigos, foi muito importante para que eu ficasse mais tranquilo, tivesse confiança…aos poucos tudo foi mudando na medida que recebi o acolhimento de vocês, na medida em que o tratamento se revelou bem menos pior do que eu imaginava. A informação, eu diria, que fez toda a diferença em um ambiente tranquilo onde a absorção dessa informação pode acontecer de fato.”

Que a gente consiga mudar um pouco nossa mentalidade e atitudes, num exercício diário, para que o estigma do câncer possa ser minimizado e não impactar tanto as pessoas, nos tirando da espera e nos conduzindo ao protagonismo. Segundo Paulo Freire, educador e filosofo brasileiro, “É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar.”

Fonte: G1



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