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Câncer de pulmão: por que a incidência não diminui, mesmo com a redução do tabagismo?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/10/2019 - Data de atualização: 16/10/2019


O número de brasileiros que se declaram fumantes está em queda, conforme mostrou, em julho, a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2018. De 2006 até o último relatório, houve uma queda de 40% no consumo de tabaco no país. Apesar dessa redução, o câncer de pulmão, que tem relação íntima com o tabagismo, segue em ascensão, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para cada ano do biênio 2018- 2019, o Instituto estima mais de 31 mil casos novos de câncer de pulmão entre homens e mulheres. Mas por que essa conta não fecha?

Inicialmente, é necessário compreender o cenário brasileiro. Mesmo com a diminuição no consumo de tabaco, o número de fumantes ainda é bastante alto. Porto Alegre, por exemplo, alcançou o ingrato título de capital mais fumante do país. Conforme a Vigitel, os fumantes, de ambos os sexos, chegam a 14,4% na Capital, contra 4,8% em Salvador e São Luís, ambas com o menor índice do país.

Outro aspecto que pesa para os elevados números de câncer de pulmão é que essa redução do tabagismo é recente, como explica o oncologista clínico do Grupo OncoClínicas Juliano Cé Coelho:

— Temos dados que o tabagismo está diminuindo. Vemos isso a partir da década de 1980. Só que em relação ao câncer de pulmão não vemos diminuição. Na minha percepção, não houve impacto ainda porque não deu tempo. O que tem acontecido é reflexo de quem fumava até os anos 1980, 1990 e 2000. Não é imediato.

Embora não seja possível precisar quanto tempo é necessário entre a queda no número de fumantes e o real impacto sobre o câncer de pulmão, a oncologista do serviço de Oncologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre Manuela Zereu lembra que os benefícios de deixar o hábito são imediatos.

— A mensagem é: parar de fumar é benéfico a partir do momento em que tu paras. Os benefícios vão se agregando, inclusive com redução do risco de câncer de pulmão ao longo dos anos.

Outros fatores
Exposição a fumaça e o fumo passivo também são apontados como fatores de risco para o câncer de pulmão. Pessoas que trabalham ou convivem em ambientes com muita fumaça ou aquelas que vivem com fumantes têm risco maior em relação às demais. De acordo com Coelho, que também é pesquisador Unidade de Pesquisa em Oncologia Clínica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), o fumo passivo também impacta na saúde, embora menos que o ativo.

— São casos em que o companheiro (a) fuma dentro de casa e a pessoa acaba convivendo com isso ao longo dos anos, aumentando o risco em relação àquelas que ocasionalmente são expostas ao cigarro na rua. Mesmo assim, é difícil mensurar o quanto o passivo nos coloca em risco.

A médica oncologista Juliana Janoski de Menezes, preceptora da residência médica do Hospital Nossa Senhora da Conceição complementa:

— Existem casos, mas não tem como mensurar. Isso depende da quantidade de cigarro a qual o indivíduo é exposto ao longo da sua vida, quando começou a ser exposto.

Por que parar de fumar?
O tabagismo ainda é a causa de 85% a 90% dos casos de câncer de pulmão. Assim, os demais fatores se tornam menos significativos, comenta  Juliana. Segundo ela, o cigarro causa danos irreversíveis às células do pulmão, no entanto, cortar esse mau hábito só traz benefícios.

— Outros agentes podem causar (câncer de pulmão), mas em proporção muito menor, quase insignificante frente ao cigarro. Cigarro é o principal — garante Juliana.

Fonte: Gaucha ZH 

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.



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