Espaço do

Paciente

Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD Mundipharma Astellas UICC Libbs GBT Abbvie Ipsen Sanofi Grunenthal Daiichi Sankyo


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

[CÂNCER DE MAMA] Vera Lucia Vieira Vilarino

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/04/2015 - Data de atualização: 29/04/2015


Vera Lucia Vieira Vilarino, diagnosticada com câncer de mama, nos enviou este depoimento a fim de dividir sua experiência e, quem sabe, ajudar outras pessoas que estejam passando pela mesma experiência.

Leia abaixo a história de Vera Lucia Vieira Vilarino.

Meu nome é Vera Lucia Vieira Vilarino, tenho a idade dos livros que li, das cartas que enviei e recebi, do amor que iluminou a minha vida e povoou os meus sonhos, das filhas que tive e são a alegria dos meus dias, de todo o bem que recebi e distribui. E muitas outras coisas boas que passaram pela minha Vida. Sou casada há 45 anos com meu primeiro e único namorado e continuamos nos amando. Somos tão unidos que quando tive câncer, só para ser solidário, ele teve também! Fizemos o tratamento juntos!

Moro em Carazinho - RS, mas sou natural de Santo Ângelo. Costumo dizer que sou médica por formação, mas, atualmente, artista plástica por opção. Adoro pintar óleo em tela e sou autodidata.

Tenho Carcinoma Lobular de Mama (invasivo e com metástase axilar). Descobri que estava com câncer ao fazer autoexame e na hora pensei: "na minha idade, não é tumor benigno”. Não tive nem um surto. O que surpreendeu até a mim mesma. Sempre falei que não gostaria de saber quando tivesse uma doença como esta. Mas como, no meu caso, não saber? Se eu tivesse descoberto uma espinha no rosto, acho que a reação seria a mesma. Não entrei em parafuso, como imaginava que seria. Em vez disso fui à luta. Eu sabia o que fazer e isto já é uma vantagem.

Era dia 27 de Dezembro de 2011. Esperei passarem as festas de fim de ano e iniciei os exames (mamografia, ultrassom, pré-operatório). Então fui ao Mastologista e marcamos a cirurgia. Passaram-se apenas 20 dias entre a descoberta do tumor e a cirurgia. Minha maior preocupação, acreditem, era ficar sem cabelo. Só quem me viu sem cabelo foi minha cabeleireira, nem eu mesma me vi porque não me olhava no espelho sem touca ou peruca. Meu marido nunca me viu sem cabelo.

Minha rotina, dentro do possível, continuou normal. Fiz quimioterapia e radioterapia, só não fiz o tratamento hormonal por decisão minha, pessoal, muito pensada e ponderada. Assumo todos os riscos e consequências. Por causa dos efeitos colaterais, achei que a relação custo benefício era muito pequena. Tenho problema sério de artrose e fiquei com medo do agravamento, já que o medicamento (anastrozol) provoca dores articulares, às vezes, incapacitantes. Se eu tiver que viver cinco anos, que seja com qualidade de vida.

Durante a quimioterapia tive problemas de coluna (hérnia de disco estrusa), que incomodou mais do que os efeitos da químio. Na minha opinião, a parte do tratamento mais difícil foi a quimioterapia, pelo caso já relatado da hérnia de disco, que me deixou quase sem poder andar e a flebite provocada pelos medicamentos da própria químio.
Meu médico, costumo dizer, que se fosse meu filho, não teria me tratado melhor.

Meu relacionamento foi com toda a equipe de químio e radioterapia. Não tive acompanhamento psicológico. Se precisasse, eu teria pedido. Também não achei necessário um(a) nutricionista. Mas, no meu caso, é compreensível, pois, eu, como médica, sabia o que poderia ou não, comer.

O meu tratamento terminou em 30 de Agosto de 2012, quando fiz a última sessão de radio. E foi uma festa no Instituto de Radioterapia.

Hoje minha vida está como sempre foi. Sempre me considerei uma pessoa feliz. Ainda quero viajar, conhecer pessoas, lugares, costumes diferentes e pintar muitas telas.
Seria muito bom se todas as pessoas que tivessem o diagnóstico de câncer reagissem como eu. Sem sustos ou medo. As coisas acontecem como tem que ser e se tivermos coragem e confiança, tudo vai acabar bem.

Procure se informar com seu médico sobre o problema, pode ajudar muito. Como eu sou um caso a parte, que já tinha conhecimento prévio, não precisei me informar muito. Mas, claro, eu não sabia tudo, porque nada nos ensina mais, do que viver a situação. Mas, meu oncologista esclareceu algumas dúvidas e a pesquisa na Internet (usei sites médicos), onde descobri o Oncoguia que me orientou muito, principalmente quanto aos direitos da pessoa com câncer.

Nesse quesito eu era leiga. Minha sugestão? Continuem com este trabalho, muito bonito que estão fazendo. Eu só tenho que agradecer as pessoas maravilhosas que dirigem esta instituição.

 


Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2022 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive