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[CÂNCER DE MAMA] Andrea Dyminski

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/04/2015 - Data de atualização: 29/04/2015


Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar?

Andrea Dyminski - Sou Andrea Dyminski, 43 anos, moro em Curitiba. Sou engenheira civil e professora universitária. Agora, que estou aposentada, posso me dedicar integralmente à família e a interesses pessoais, tais como: jardinagem, culinária, leitura e a escrever. 

Instituto Oncoguia - Qual o seu tipo de câncer?

Andrea Dyminski - Câncer de mama estágio IV, com metástases no fígado e ossos. 

Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer?

Andrea Dyminski - A primeira vez que tive câncer foi em 2004. Percebi um caroço na mama esquerda durante o banho. Achei que era leite empedrado, pois tinha parado de amamentar fazia pouco tempo. Mesmo assim, procurei minha ginecologista e os exames revelaram dois tumores. Tive uma recidiva axilar em 2006.

Foi encontrada num exame periódico de apalpação pelo meu médico oncologista. O nódulo não havia aparecido nos exames de check-up. Em fevereiro de 2013, fui parar no pronto-socorro e, depois de alguns exames, foram encontradas dezenas de tumores no meu fígado e ossos.
 
Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? 

Andrea Dyminski - Na primeira vez, parecia que estava num sonho, ruim é claro, mas aquilo não parecia real. O câncer era algo completamente novo na minha vida.  Na segunda vez, foi um choque: não imaginava que poderia ter a doença novamente. Achava que estava imune a ela.  A terceira vez foi a mais difícil. Como fiquei 6 anos sem a doença, imaginava-me curada e que podia estar com hepatite, mononucleose, mas não câncer. E a situação era muito grave... 
Porém, em todas as três vezes, senti que aquele não era o fim.
 
Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento?

Andrea Dyminski - Minha preocupação principal foi: como vão ficar as minhas filhas se algo acontecer comigo? Elas têm hoje 12 e 10 anos.  Meu marido é maravilhoso, um pai muito dedicado, mas a mãe é muito importante na vida de uma criança.
 
Instituto Oncoguia - O que aconteceu depois disso?

Andrea Dyminski - Em 2004, fui submetida a uma mastectomia seguida de 6 meses de quimioterapia. 

Na segunda vez, fiz a retirada de 34 linfonodos axilares, costais e peitorais. Também foi modificado o meu tratamento hormonal. Entrei em menopausa química e anti-hormônio oral. 
E desta última vez, o caso era inoperável. Assim, estou fazendo quimioterapia desde o final de fevereiro.
 
Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento?

Andrea Dyminski - Sim, quimioterapia, com aplicações periódicas duas semanas sim e uma semana não. Neste ano, já fiz 14 ciclos completos, ou seja, 28 aplicações.
 
Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? 

Andrea Dyminski - Sem dúvida alguma, a quimioterapia. Os efeitos colaterais são bem chatinhos...
 
Instituto Oncoguia - Você teve efeitos colaterais? 

Andrea Dyminski - Sim, diversos deles. Como já fiz três tipos diferentes de quimioterapia, senti que em cada um deles há efeitos em comum e outros, particulares. Náuseas, mal estar e cansaço são os mais comuns. Porém, creio que o pior deles foram fortíssimas dores de cabeça. Tinha dias em que não podia fazer nada, sequer ver TV. 
 
Instituto Oncoguia - Como foi a relação com o seu médico?

Andrea Dyminski - Tive a sorte de ter médicos muito bons e com grande senso de humanidade. Posso dizer que a relação com eles sempre foi excelente, praticamente uma amizade. Nestes anos todos, deparei-me apenas com um médico que tinha um sério problema: estava sempre indisponível. Falar com ele era quase impossível. E quando você está em estado crítico, ter acesso ao profissional é MUITO importante. Assim, acabei procurando outro médico, o que foi ótimo.
 
Instituto Oncoguia - Com que outro profissional você se relacionou? 

Andrea Dyminski - Psicólogo, psicoterapeuta, nutricionista.
 
Instituto Oncoguia - Você fez acompanhamento psicológico?

Andrea Dyminski - Inspirei-me a fazer terapia neste ano, após ter conversas muito boas com o psicólogo do hospital em que estava internada. Em maio iniciei a terapia com um psiquiatra que é psicoterapeuta. Está sendo muito bom! Temos de resolver as pendências da mente para que a cura do corpo se complete.
 
Instituto Oncoguia - E com nutricionista?

Andrea Dyminski - Como estava em crise visceral, ou seja, meu fígado parou de funcionar (eram literalmente QUILOS de tumor), precisei muito da orientação de uma nutricionista. Tem alguns alimentos que são de difícil digestão, e devem ser evitados. Já outros ajudam os órgãos a se recuperarem.
 
Instituto Oncoguia - Você está em tratamento ou já finalizou?

Andrea Dyminski - Faço quimioterapia e deverei fazer tratamento ainda por muito, e muitos anos (se Deus quiser!).
 
Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? 

Andrea Dyminski - Minha vida está boa. Aconteceram muitas mudanças neste ano: tive de me aposentar, reduzi bastante o meu ritmo de vida, e tento me adaptar aos efeitos do tratamento. Mas estou podendo fazer coisas de que gosto muito, como ler e lidar no jardim. Eram "luxos” que nem sempre podia me dar quando trabalhava freneticamente. Na semana em que não faço quimio, minha vida é praticamente normal. Só não posso fazer esportes que envolvam impacto ou risco de quedas, pois posso "quebrar”, He, He...
 
Instituto Oncoguia - Conte-nos sobre seu trabalho e planos para o futuro.

Andrea Dyminski - Tive de me aposentar do meu trabalho como professora de engenharia. Porém, procurei outras atividades que me dão prazer. Comecei a escrever um blog (estagiovida.com) , com textos sobre minha experiência e sobre como encarar a vida de forma mais leve. Tem sido muito gostoso! Vivo um dia de cada vez... Mas meu maior plano é estar viva e saudável para ver minhas filhas se formarem na faculdade!
 
Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje?

Andrea Dyminski - A grande maioria dos casos de câncer é CURÁVEL!!! Sim, o tratamento muitas vezes é longo e tem seus desafios, mas se você mantiver o foco na cura, vai conseguir ficar bem. E nunca, jamais, perca a esperança. Milagres acontecem a todo o momento, basta termos boa vontade para vê-los!
 
Instituto Oncoguia - Qual a importância da informação durante o tratamento de um câncer?

Andrea Dyminski - A informação é fundamental. Conhecer que  tipo de doença você tem, os tratamentos que existem, possíveis efeitos colaterais, seus direitos como paciente oncológico e que você não está sozinho nesta luta são importantíssimos. 

Instituto Oncoguia - Você buscou se informar? De que maneira?

Andrea Dyminski - Hoje em dia, com as maiores bibliotecas do mundo acessíveis de dentro de nossas casas, é muito fácil buscar informações sobre o câncer. Porém, temos de ser criteriosos sobre a confiabilidade destas informações. Há muitos sites escritos por completos leigos, em muitos casos beirando o charlatanismo, vendendo poções mágicas capazes de matar qualquer tumor. Assim, procure informações em sites de organizações confiáveis, como institutos e hospitais de tratamento do câncer. O Oncoguia é uma ótima fonte!
 
Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? 

Andrea Dyminski - Há alguns anos, estava precisando de informações sobre os direitos do paciente oncológico. Cheguei ao site do Oncoguia e gostei muito da forma como as informações estavam organizadas. Explorei os outros tópicos da página e adorei! 
 
Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar?

Andrea Dyminski - Sentia falta de mais tópicos sobre câncer metastático (ou estágio IV). Hoje em dia, os novos tratamentos permitem que haja muitos pacientes com longa sobrevida, mesmo neste estágio da doença. Vocês não imaginam a minha alegria quando me deparei com a página sobre câncer de mama avançado no Oncoguia!!
 
Instituto Oncoguia - Você sabia que possuímos um trabalho focado na melhoria da situação do Câncer no Brasil? Estamos sempre em contato com políticos e gestores que podem ajudar a melhorar as políticas públicas brasileiras relacionadas ao câncer. Se você fosse mandar um recado para um político, o que você gostaria que mudasse ou melhorasse considerando tudo o que você passou? 

Andrea Dyminski - Solicitações aos políticos:
  • Ampliação do sistema público de hospitais oncológicos.
  • Desburocratização do sistema público de saúde.
  • Direito à isenção do Imposto de Renda para os pacientes oncológicos não aposentados.


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