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Câncer de cabeça e de pescoço: diagnóstico precoce aumenta em mais de 80% as chances de cura

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 09/08/2021 - Data de atualização: 09/08/2021


‘Quanto mais cedo o diagnóstico, mais chances existem de cura’. Essa frase, utilizada com frequência para tantas doenças, ganha uma importância ainda maior quando se trata do câncer de cabeça e pescoço. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) quando a doença é diagnosticada precocemente as chances de cura ultrapassam a casa dos 80%. 

O câncer de pele não melanoma é o mais comum e diz respeito a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Inca. O mesmo percentual corresponde aos cânceres de pele concentrados na cabeça e pescoço, por serem regiões mais expostas. De acordo com dados de 2020 divulgados pelo Instituto, a estimativa de novos casos no Brasil é de 176.930, sendo 83.770 homens afetados e 93.160 o número de mulheres que são atingidas. Segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer, 2.616 pessoas morreram com esse tipo de tumor em 2019, sendo 1.488 homens e 1.128 mulheres. 

Os cânceres de pele estão relacionados a alguns fatores de risco, como a exposição prolongada e repetida ao sol; ter a pele e os olhos claros; ser albino; ter cabelos loiros ou ruivos, além do histórico pessoal ou familiar. “Qualquer alteração suspeita, seja um nódulo diferente que a pessoa não apresentava antes, alguma lesão branca ou avermelhada na boca que não melhora há pelo menos duas semanas ou alguma lesão na pele que sangra são sinais vermelhos para o paciente procurar logo o médico”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço do Imip (Instituto Materno Infantil de Pernambuco), Fernando Norberto. 

Sem conhecimento do que poderia ser, a funcionária pública aposentada Ana Elizabete Ramalho, de 61 anos, negligenciou alguns desses sintomas. Tudo começou com o aparecimento de um sinal na cavidade nasal.

"Pensei inclusive que fosse um cravo. Ficava apertando e não saía nada, de repente, mudou de cor e formou uma ferida". Um ano se passou até o diagnóstico para carcinoma basocelular tipo infiltrativo, um dos tipos de câncer de pele. Quem notou a persistência da lesão foi sua filha, que a incentivou a procurar ajuda médica. Logo no início, Ana ouviu de uma dermatologista que a lesão no nariz não era nada demais. A região começou a sangrar e a aposentada procurou um reumatologista, que indicou uma especialista. Depois de uma biópsia, o tumor foi identificado no local.  

Além de conviver com o lúpus e a diabete - doenças que tornam seu organismo mais fragilizado -, Ana passou a lidar com mais esse desafio. No entanto, apesar do diagnóstico considerado tardio, a cirurgia, realizada em abril de 2019, foi bem sucedida. 

“A princípio, quando cheguei no consultório chorei muito, todo diagnóstico de câncer traz medo, mas a médica me acolheu com tanto carinho, senti que ela era tão competente que não tive problemas. Medo a gente fica, mas eu entrei no consultório chorando e saí sorrindo”. 

Registros em Pernambuco 

Em 2019, Pernambuco registrou 592 casos de câncer de cabeça e de pescoço. No ano seguinte, foram 346 casos notificados. Também há o registro de 550 novos casos de câncer de boca; 280 novos casos de câncer de laringe e 390 novos casos de câncer de tireóide no estado. Os dados são do Inca. 

Doença trouxe nova perspectiva de vida

Entre a agitação da rotina como fisioterapeuta, professora universitária, coordenadora de pós-graduação e profissional que presta assistência ao trabalho de parto, Alessandra Freire, 39, viu sua vida ser transformada da água para o vinho num momento vital. Ela se preparava para engravidar, mas estranhou não estar ovulando. A partir daí, decidiu fazer uma série de exames e, após a biópsia, foi pega de surpresa com o diagnóstico para carcinoma papilífero, um tipo de câncer de tireóide. Esse tipo de tumor acomete três mulheres para cada homem, sendo o quinto tipo de câncer com maior incidência no público feminino, conforme o INCA.

Mesmo ciente da nova realidade, a ficha demorou um pouco para cair. “Eu dei aula normal, como se nada tivesse acontecido, depois fui para casa. Demorei a entrar no processo de doença, todo mundo já dizia que eu tinha que desacelerar e eu demorei a entender. Quando eu fui para a UTI foi que a ficha começou a cair”. 

A cirurgia para a retirada da tireóide e de tumores espalhados em duas paratireóides foi realizada no dia 24 de outubro de 2018, um mês após o diagnóstico. Ainda apegada ao dia a dia apressado, Alessandra conta que trabalhou até a véspera do internamento. Dois dias depois do procedimento, teve uma complicação no quadro e passou cinco dias internada, quatro na UTI. Com a retirada da glândula, a fisioterapeuta deu início ao tratamento de hormônio e cálcio, além de passar, periodicamente, pela iodoterapia - tratamento que pode ser utilizado para destruir tecido de tireóide remanescente após a cirurgia. 

Durante a iodoterapia, Alessandra encarou uma dieta restritiva de 18 dias sem sódio, iodo, corante e outros elementos. Hoje, a fisioterapeuta precisa ingerir, em média, oito comprimidos diariamente, como parte do tratamento, que deve durar para o resto da vida. A cada dois meses, ela retorna ao médico para ultrassonografia e exames para saber como estão as taxas. 

“Quando estava na UTI, me dei conta do quanto nós dependemos dos outros e da importância de desacelerar. Lembro de querer realizar minhas atividades e não poder, precisei ficar de repouso absoluto e monitorada. Não adianta correr tanto porque a gente não tem controle das coisas e o que mais me marcou foi a dependência de pessoas para fazer coisas básicas, como tomar banho, escovar os dentes, lavar o cabelo. Nada disso eu podia fazer sozinha”, lembra. 

De acordo com o cirurgião de cabeça e pescoço Fernando Norberto, luto, negação, aceitação e força para o tratamento geralmente são as fases encaradas pelos pacientes que recebem o diagnóstico para câncer. No caso de Alessandra, as fases não foram necessariamente seguidas nessa ordem, e, hoje, mais de três anos depois do diagnóstico, ela vive o momento de aceitação da doença, e tenta intermediar a rotina puxada com os momentos de descanso e lazer, em respeito a si mesma. 

"Percebeu os sintomas, encare os fatos e procure ajuda médica. Infelizmente, as pessoas ainda acham que ter o diagnóstico para câncer é um atestado de óbito, mas não é. Hoje em dia, eu realmente acho que minha vida mudou antes do câncer e pós-câncer. Tenho muito mais cuidado com a minha saúde, priorizo meu bem-estar, minha alimentação e os momentos da vida, que antes deixava passar". 

Fonte: Diário de Pernambuco



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