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Campanha nas redes sociais promove maquiagem verde em alusão ao câncer de rim

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/06/2019 - Data de atualização: 17/06/2019


Junho é o mês de conscientização do câncer de rim e o Brasil recebe pela primeira vez a campanha "#GreenLips: câncer de rim, precisamos conversar", uma iniciativa do IKCC (International Kidney Cancer Coalition). A doença é um problema global. Todos os anos, 338 mil pessoas em todo o mundo são diagnosticadas com câncer renal. No Brasil, às entidades Instituto Espaço de Vida, Instituto Oncoguia e Instituto Vencer o Câncer, juntaram forças e estão à frente da ação.

A campanha tem como objetivo promover o conhecimento da doença pela população, por meio de um quiz interativo disponível em diversos idiomas. O resultado traçará um panorama sobre o conhecimento mundial da doença. Ao contrário de outros cânceres que diminuíram na última década, o câncer de rim é um dos que mais cresce no mundo - prevê-se que a incidência mundial de câncer renal aumente 22% até 2020. “Por ser uma das doenças que mais cresce no mundo, é necessário disseminar dados a respeito da doença. O quiz é uma importante ferramenta para educar e compartilhar as informações”, aponta Christine Battistini, fundadora do Instituto Espaço de Vida.

No Brasil, a campanha tem como embaixadora a maquiadora e influenciadora Alice Salazar, que desafiou diversas blogueiras de beleza a publicarem em suas redes sociais, fotos de maquiagens verdes para disseminar as informações sobre a doença e a campanha #GreenLips. “Campanhas como essas são essenciais. Por meio delas, conseguimos ampliar a visibilidade da doença e aumentar o conhecimento da população sobre o tema, fazendo a mensagem chegar para quem de fato precisa de informação para identificar o problema”, aponta a influenciadora.


Obesidade, hipertensão e tabagismo são os principais fatores de risco para o câncer de rim, entretanto, os sintomas da doença aparecem no estágio avançado do tumor, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento. “Entender os fatores de risco é muito importante para o diagnóstico precoce. Porém, mesmo depois do diagnóstico, a falta de informação qualificada e confiável sobre esse tipo de câncer ainda é uma barreira para que os pacientes compreendam melhor as etapas de sua jornada”, explica Luciana Holtz, presidente do instituto Oncoguia.

Os possíveis sintomas de câncer de rim incluem sangue na urina, dor lombar de um lado, massa (caroço) na lateral ou na parte inferior das costas, fadiga, perda de apetite, perda de peso, febre e anemia.

A descoberta precoce do tumor é determinante para a tomada de decisão em relação a cada tipo de tratamento. “Atualmente, o procedimento cirúrgico de retirada de tumor é a melhor opção quando a doença está em estágio inicial. Já no avançado, as terapias-alvo, e mais recentemente, a imunoterapia, trouxeram para os pacientes uma oportunidade de frear a progressão do câncer com ativação do próprio sistema imune do paciente”, explica Fernando Maluf, um dos fundadores do Instituto Vencer o Câncer e oncologista do Hospital Albert Einstein. 

Matéria publicada pela Folha de Vitória em 14 de junho de 2019.



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